Mara Fornari
Mesmo com um cenário desafiador, a indústria brasileira do alumínio obteve um bom desempenho em 2021. “Embora ainda não tenhamos os números de 2021 fechados, a expectativa é a de que o consumo doméstico de produtos transformados de alumínio apresente crescimento de 12,2% sobre 2020, atingindo o volume recorde de 1.597,5 mil toneladas, superior ao maior volume registrado até então, em 2013, quando chegou a 1.513,0 mil toneladas”, informa Janaina Donas, presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). Assim, a indústria iniciou o ano de 2022 projetando um cenário de retomada em função de seu desempenho no ano passado.
Segundo Janaina, o anúncio de retomada de 100% da capacidade de produção de alumínio primário da Alumar, no Maranhão, o que equivale a 447 mil toneladas, certamente vai melhorar o desempenho do setor em 2022. A previsão é que o primeiro lingote seja entregue no segundo trimestre deste ano e a capacidade total esteja estabelecida até março de 2023.
Com médias mensais sempre acima dos US$ 2.000/tonelada, a cotação do alumínio na LME (London Metal Exchange) para entregas à vista registrou US$ 2.475/tonelada no ano de 2021, com aumento superior a 45% comparada à média de 2020, da ordem de US$ 1.702/tonelada.
Em junho de 2021, a média mensal da cotação cash (à vista) do alumínio primário na LME (London Metal Exchange) era de US$ 2.439/tonelada. Já em janeiro de 2022, a média fechou em US$ 3.003/tonelada, uma alta de 23% no período. No último dia do mês a cotação atingiu US$ 3.076/ tonelada.
“A China, como a maior produtora e consumidora do metal, teve grande influência na variação das cotações durante o ano de 2021, principalmente em função dos cortes na produção para garantir o cumprimento das metas para redução das emissões de carbono”, explica Janaina.
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