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Foto da Kinross
Kinross
#4 em 2025#5 em 2024
ourominério (alimentação total)minério (alimentação ROM)minério (alimentação PSAT)concentrado
Razão social
Kinross Brasil Mineração
Sede/operação
Paracatu/MG
Fundação
A Kinross Gold Corporation é uma empresa global com sede no Canadá, criada em 1993.
Empregados
6.699
Projetos ESG (5)
Perfil da Empresa

Kinross

Razão Social:

Kinross Brasil Mineração

https://www.kinross.com.br/

E-mail: [email protected]

Composição Acionária:

AcionistaParticipação
Kinross Gold Corporation100%

Data de Fundação:

A Kinross Gold Corporation é uma empresa global com sede no Canadá, criada em 1993.

Data de Início de Operação:

A Kinross Brasil Mineração atua desde o ano de 2005 na cidade de Paracatu (MG).

Subsidiárias:

A Kinross Gold Corporation é um grupo canadense com presença na América do Sul (Brasil e Chile), América do Norte (Estados Unidos e Canadá) e África (Mauritânia).

As minas da Kinross estão localizadas em:

  • Fort Knox, Alaska, EUA
  • Round Mountain, Nevada, EUA
  • Bald Mountain, Nevada, EUA
  • Paracatu, Minas Gerais, Brasil
  • La Coipa/Lobo-Marte, Chile
  • Tasiast, Mauritânia, África
  • Projeto Great Bear no Canadá

Fatos relevantes em 2025:

A Kinross Brasil Mineração alcançou um marco histórico em 2025, registrando uma recuperação metalúrgica recorde de 82,1%. Além disso, a Planta 2 atingiu uma eficiência recorde de 93,5%.

Produção Registrada em 2025:

ItemQuantidade
Ouro601.302k oz equivalentes
Alimentação Total52.643.207 ton
Alimentação ROM46.989.333 ton
Alimentação PSAT5.653.874 ton
Concentrado1.060.340 ton

Receita Operacional Líquida em 2025:

R$ 11.113.539 (em milhares de Reais)

Exportações em 2025:

Operating revenue (em US$): 1.995.125.471 / 602.146 Oz equivalentes

Minas em Atividade:

Mina/LocalizaçãoTipo de MinérioCapacidade InstaladaInício de OperaçãoMétodo de Lavra
Morro do Ouro / Paracatu (MG)Ouro66.000.000 ton/ano1987A céu aberto

Plantas ou Usinas de Beneficiamento em Atividade:

Planta/LocalizaçãoTipo de ProdutoCapacidade de AlimentaçãoCapacidade de Produção (concentrado flotação)Processo
Planta 1 / Paracatu (MG)Bullion de Au e Ag20MTPA0,4MTPABritagem, Moagem de Bolas, Flotação, CIL, Eluição, Eletrólise e Fundição
Planta 2 / Paracatu (MG)Concentrado de Flotação51MTPA1,2MTPABritagem, moagem SAG, Moagem de Bolas e Flotação

O processo inicia-se com a perfuração e desmonte das rochas com explosivos, posteriormente, o minério é então carregado com o auxílio de carregadeiras em caminhões fora de estrada que transportam o material até a britagem. A britagem consiste na fragmentação mecânica das rochas com auxílio de 01 britador MMD cujo objetivo é de se reduzir as dimensões do material alimentado obtendo um P80 de aproximadamente 100 mm.

O produto final da britagem é transferido, por correia transportadora de longa distância, para a pilha pulmão, que alimenta o circuito de moagem SAG e posteriormente etapa unitária de moagem de bolas com utilização de baterias de hidrociclones para fechamento do circuito o qual tem por finalidade obter uma fragmentação fina (P80 150 microns). Na carga circulante da moagem, há um circuito de recuperação de ouro gravítico nas Plantas 1 e 2, composto por 4 concentradores centrífugos na Planta 2, 1 concentrador centrífugo na Planta 1.

A partir da moagem o fluxo do material passa pelo processo de flotação com utilização de células roughers e cleaners, que consiste na separação de partículas minerais pela exploração das diferenças nas características de superfície entre as várias espécies minerais existentes. A seletividade do processo de flotação é baseada no fato da superfície das espécies minerais apresentarem diferentes graus de hidrofobicidade. O concentrado das primeiras células roughers é enviado para centrifugas Knelson do qual o concentrado é direcionado para lixiviação intensiva (ACACIA) e seu rejeito é direcionado para o circuito de remoagem e posteriormente para a etapa unitária de lixiviação. A gravimetria é um método de concentração, no qual a separação de minerais de densidades diferentes é realizada através do uso da força centrífuga.

O concentrado da flotação passa pela remoagem com o objetivo de atingir um P90 de 325microns visando a liberação do ouro e sendo enviado para a planta de hidrometalurgia. Este processo consiste no tratamento de concentrados contendo metais, por processos específicos de lixiviação (meio líquido), o qual é composto de tanques, onde o ouro é solubilizado utilizando-se cianeto de sódio e oxigênio, obtendo-se uma solução de aurocianeto de sódio a qual é adsorvida pelo carvão ativado que é adicionado aos tanques de lixiviação para adsorver o ouro em solução através do contato em uma movimentação "em contra corrente" no circuito. O carvão carregado em ouro é separado através de peneiramento, e enviado ao circuito de lavagem ácida para remoção de contaminantes como o cálcio.

A etapa seguinte será a eluição que se refere ao processo de retirada do ouro do carvão. O processo de eluição consiste em percolar uma solução de cianeto e soda cáustica pelo leito de carvão carregado, gerando uma solução rica em ouro que será bombeada para o circuito de eletrodeposição onde o ouro metálico irá depositar na lã de aço contida nos catodos.

Na etapa seguinte, a fundição através de processo eletrolítico onde o ouro é depositado nos catodos é retirado periodicamente, calcinado e fundido em fornos de indução, obtendo-se o bullion que é um composto de ouro e prata que é enviado para refino a fim de se obter o ouro refinado para a comercialização.

Investimentos Realizados em 2025:

CategoriaValor (US$)
Equipamentos80.973.195
Infraestrutura91.881.762
Outros – inclui Meio Ambiente18.695.120
Total191.550.077

Investimentos Programados para 2026:

CategoriaValor (US$)
Equipamentos98.248.103
Infraestrutura125.200.575
Outros – inclui Meio Ambiente11.017.796
Total234.466.473

Fonte: Budget - Capital Tracker 2026

Contingente de Empregados:

Total: 6.699 (próprios e terceiros)

Principais Projetos Socioambientais:

Em 2025, foram desenvolvidos programas de diferentes frentes de atuação, como o projeto viveiros comunitários, proteção/cercamento de nascentes, recuperação ambiental e doação de mudas. Os projetos e ações fazem parte da Estratégia de Desenvolvimento Sustentável da mineradora, documento elaborado em consonância com a agenda municipal Paracatu 2030, os valores e princípios do Grupo Kinross, os 17 objetivos da ONU para o desenvolvimento sustentável e os 10 princípios de desenvolvimento sustentável do Conselho Internacional de Mineração e Metais.

Projeto Viveiros Comunitários - O projeto "Viveiros Comunitários", que está em desenvolvimento desde 2017 na comunidade Santa Rita, em Paracatu/MG, consistiu na construção de 20 viveiros florestais na comunidade, além do fornecimento de materiais e insumos necessários.

Após a produção das mudas nos viveiros, os produtores rurais e/ou associações comunitárias são remunerados pelas mudas produzidas, as quais são utilizadas no processo recuperação ambiental e de áreas degradadas. A ideia principal foi criar um envolvimento forte com essa importante parte interessada, para que a comunidade possa entender melhor o processo de recuperação e dar, voluntariamente, seu apoio para garantir a sustentabilidade do projeto em longo prazo.

Dentro os objetivos deste projeto está a integração e envolvimento das comunidades locais em um projeto tecnicamente e financeiramente viável, com benefícios maiores para o ambiente e para as futuras gerações. Além disso, trazemos à comunidade local uma melhor percepção e apropriação no processo de recuperação de áreas degradadas, garantindo engajamento e geração de renda.

Desde 2017 o projeto é conduzido mediante a produção de 10.000 mudas por ano. Ao todo, já foram adquiridas pela Kinross 90.000 mudas nativas da região, as quais foram plantadas em áreas de recuperação ambiental. Nesse sentido, o presente programa já gerou R$ 630.000,00 para a comunidade vizinha (Santa Rita).

Proteção/Cercamento de Nascentes - Fazer uso mais eficaz da água em seu processo industrial e reduzir continuamente a captação são compromissos da Kinross com a manutenção dos recursos hídricos de Paracatu e região. No entanto, considerando a escassez hídrica e as demais ameaças ao ciclo das águas do Cerrado, é necessário empenho ainda maior. A solução definitiva passa pelo desenvolvimento de uma consciência coletiva sobre o valor da preservação dos mananciais. Responsabilidade que deve ser partilhada por toda a comunidade. E o melhor instrumento para a formação dessa consciência será sempre a educação ambiental.

Essas foram as premissas do 'Projeto Espalha', que surgiu em meados de 2009, por iniciativa voluntária da Kinross. Trazia dois objetivos centrais: proteger as nascentes do Córrego Espalha, garantindo a vazão do Córrego Rico; e conciliar a preservação ambiental da Bacia do Espalha, com as atividades agropecuárias já existentes, de maneira sustentável.

A experiência coletiva e os resultados na bacia do Espalha consolidaram na empresa a certeza de que o cercamento de nascentes e veredas tinha grande valor à ecologia regional. Era preciso continuar para alcançar resultados ainda mais transformadores. E assim, Kinross, Mover e IEF, em parceria com produtores rurais da região, fundaram o Projeto de Proteção das Nascentes e Veredas da Bacia do Rio Paracatu. Essa confluência de intenções tem produzido um legado verdadeiro à comunidade de Paracatu e ao país, com a proteção das águas que formam o mais importante afluente do Rio São Francisco. Na Kinross, essa decisão transformou a proteção de nascentes e veredas em um programa específico de responsabilidade socioambiental, iniciativa totalmente voluntária da empresa, que a ele destina recursos financeiros específicos, além da dedicação de sua equipe de Sustentabilidade e Licenciamento. Ao todo, desde 2010, já foram cercadas 288 nascentes, ao longo de 191 propriedades rurais, onde foram instalados aproximadamente 183 km de cercas, totalizando aproximadamente 2.054 hectares de áreas protegidas.

Recuperação ambiental - Um importante trabalho conduzido pela Kinross Paracatu em suas áreas de atuação é a recuperação de áreas degradadas/impactadas, ação que acontece simultaneamente à operação e que é parte integrante do plano de fechamento de mina (fechamento progressivo). O fechamento de mina é um projeto estratégico e que envolve a alta gestão em estudos, análises de risco e pesquisas realizadas em parceria com consultores nacionais, internacionais e instituições de pesquisa e ensino.

O plano de fechamento é atualizado periodicamente, atendendo à legislação vigente, e contempla os projetos de recuperação ambiental e fechamento das estruturas associadas, bem como as atividades de fechamento progressivo amplamente desenvolvidas dentro da empresa. A última atualização deste plano se deu em dezembro de 2024 (o mesmo deve ser atualizado a cada 4 anos). Para a recuperação de áreas, são desenvolvidos planos em determinadas área que sofreram degradação, seja por ação antrópica ou natural. Estes planos elencam um conjunto de medidas, ferramentas, técnicas e materiais que propiciarão que o ambiente se restabeleça dinamicamente, trazendo utilidade ao solo e integração da paisagem. As ações de revegetação realizadas visam à estabilização das estruturas e recuperação de funções ecológicas do ecossistema a níveis autossustentáveis e/ou similares ao que havia antes da intervenção para implantação e operação do empreendimento.

De forma complementar, o trabalho de manejo e monitoramento de fauna e flora que a Kinross conduz em suas áreas protegidas e de recuperação ambiental, em Paracatu, tem contribuído, ao longo dos anos, para a manutenção da biodiversidade da região. O sinal mais evidente de que a ação tem sido bem-sucedida é a ocorrência e retorno de animais da fauna silvestre regional nessas áreas.

A proteção de áreas favorece o retorno e o desenvolvimento das espécies na região. Outro ponto importante, é que o manejo de fauna e flora em diferentes áreas leva a uma riqueza de vegetação que possibilita o deslocamento da fauna e da flora em áreas anteriormente isoladas e a troca genética entre as espécies. Entre as ações de manejo e monitoramento, há inspeções periódicas para prevenção de incêndios, avaliação das cercas e presença de criações. Por isso, a importância da conservação e do manejo das áreas, além da observação do crescimento da cobertura vegetal e das espécies de um ano para o outro.

A empresa já levantou a existência de mais de 200 espécies de aves, mais de 30 espécies de mamíferos (pequeno, médio e grande porte) e mais de 30 espécies de répteis e anfíbios nas áreas protegidas. Todo esse trabalho e empenho na preservação do meio ambiente tem reflexo direto no território e na qualidade de vida das comunidades de Paracatu. As ações de manejo e de monitoramento não param por aí, pois é preciso garantir que a biodiversidade do município permaneça saudável e preservada.

Doação de mudas - O projeto consiste em distribuir centenas de mudas de plantas ornamentais, árvores frutíferas e nativas do Cerrado para a comunidades do município de Paracatu. O projeto visa contribuir com a arborização da cidade e criar uma maior aproximação junto à comunidade ao mesmo tempo que promove educação ambiental por meio de orientações sobre a importância de cada espécie e, também, dicas de plantio e adubação.

Em 2025 foi realizado mensalmente atividades para doação interna de mudas aos empregados e contratados onde foram distribuídos cerca de 10.000 mudas.

Desde 2024 acontece o programa de doações de mudas itinerante para as comunidades. Somente em 2025 foram doadas mais de 4.500 mudas em ações mensais em bairros diferentes de acordo com o cronograma predeterminado. No total, considerando as doações itinerantes, doação para funcionários, secretaria de meio ambiente e comunidade, em 2025, foram doadas mais de 19.000 mudas, atingindo mais de 5.000 pessoas.

Uso Futuro – Em novembro de 2025, foi realizado o Primeiro Workshop de Uso Futuro, em Paracatu (MG). O evento reuniu representantes do poder público, universidades, especialistas, lideranças comunitárias e entidades locais para discutir alternativas de uso da área minerada após o encerramento das operações, atualmente previsto para 2034.

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