AngloGold Ashanti

Razão Social 

AngloGold Ashanti Brasil

AngloGold Ashanti Córrego do Sítio Mineração S.A.

www.anglogoldashanti.com.br
 

Composição Acionária 

100% AngloGold Ashanti Ltda. (AngloGold Ashanti Group)


Data de Fundação e Operação

8 de julho de 1834. Marco importante: 1999 (ano de alteração da denominação social de Minorco Gold Ltda. para AngloGold Brasil Ltda. e transferência da sede da Sociedade para Nova Lima). 

Fatos relevantes em 2024 

• A AngloGold Ashanti celebrou, em 2024, a retomada do beneficiamento de ouro no Complexo Industrial do Queiroz, em Nova Lima (MG). A empresa é a única no Brasil a integrar todas as etapas de produção de ouro, desde a pesquisa mineral, lavra e beneficiamento até a fundição e refino do ouro em barras. Foram investidos cerca de R$ 25 milhões, com a requalificação do processo produtivo e a renovação das estruturas, sempre pautados pelo compromisso com a sustentabilidade. 

• Pensando no equilíbrio entre alta performance, competitividade e qualidade de vida dos seus empregados, a AngloGold Ashanti implantou, de maneira pioneira em 2024, uma jornada reduzida com uma semana de quatro dias de trabalho e três de descanso no escritório administrativo de Nova Lima (MG). Outra novidade foi a implementação, em setembro, da escala 4x4 (quatro dias de trabalho e quatro de descanso) para as equipes do subsolo nas minas subterrâneas Cuiabá e Lamego, em Sabará (MG).

• Na área ambiental, a AngloGold Ashanti tem implementado projetos voltados para energia renovável, utilização de fontes energéticas de baixa emissão e estudos de novas ações, como a eletrificação da frota. A empresa estabeleceu como meta zerar as emissões líquidas de Gases de Efeito Estufa (GEE) nos escopos 1 e 2 até 2050. Em comparação com o ano base de 2021, as emissões de carbono já foram reduzidas em 63%. Um dos grandes marcos de 2024 foi a chegada da primeira carregadeira 100% elétrica de subsolo operando no Brasil. 

• A Mineração Serra Grande, em Crixás (GO), foi vendida em 2025 para a Aura Minerals, através de um contrato de compra e venda de ações. No ano passado, as Operações Serra Grande registraram produção de 80 mil onças. A operação da MSG abrange três minas subterrâneas mecanizadas e uma mina a céu aberto, com uma planta metalúrgica dedicada que possui capacidade anual de processamento de 1,5 milhão de toneladas.

Produção Registrada em 2024

A AngloGold Ashanti produziu, em 2024, 351 mil onças de ouro no Brasil. Nas operações Serra Grande, em Crixás (GO), foram produzidas 80 mil onças.

Já a AngloGold Ashanti Latam, referente às operações da América Latina (Brasil e Argentina), somou 526 mil onças em 2024. Somando todas as suas operações no mundo, foram produzidas 2,66 milhões de onças de ouro no ano passado. 

Receita Operacional Líquida em 2024 

As operações Latam (Brasil e Argentina) geraram um fluxo de caixa livre de aproximadamente R$ 2 bilhões.

Minas e Plantas em Atividade

Operações Cuiabá

• Mina Cuiabá / Sabará (MG). Minério produzido: ouro livre e disseminado em formação de ferro sulfetado e veios de quartzo. A previsão de produção para 2025 é de 1.160.000 toneladas. As operações em escala industrial tiveram início em 1985. Método de lavra: Open Stoping e Sublevel stoping.

• Mina Lamego / Sabará (MG). Minério produzido: BIF/MCH – minério de ouro. A licença de operação é de até 500 mil toneladas (previsão de produção de 436 mil dentro da estratégia de 2025). As operações começaram em 2004. Método de lavra: Open Stoping e Sublevel stoping

• Planta Industrial da Mina Cuiabá – Planta Ouro / Sabará (MG). Produto: Concentrado piritoso de flotação. Capacidade de alimentação: 260 t/h e em média 40t/h de concentrado. A planta industrial possui capacidade para 6 mil t/dia de ROM (2.150.000 toneladas/ano), que compreende as unidades de Britagem em três estágios, moagem, concentração gravimétrica, flotação e filtragem do concentrado e de rejeitos da flotação.  

• Planta Industrial do Queiroz / Nova Lima (MG). Produto: Concentrado de flotação de minério aurífero sulfetado. A planta possui capacidade para tratamento de 300.000 t/ano de concentrado de minério aurífero sulfetado contendo as etapas de beneficiamento: transporte por teleférico, ligando as plantas de Sabará e Nova Lima (15 km), repolpagem, ustulação (duas unidades), lixiviação, Carbon in Pulp (CIP), precipitação com zinco, fundição e refinaria; compõem também a unidade de Queiroz duas fábricas de ácido sulfúrico (co-produto), com capacidade total de produção de 240.000 toneladas/ano.

Operações Serra Grande 

• Mina III, incluindo Corpo IV – Serra Grande / Crixás (GO). Minério produzido: ouro. A prospecção começou em 1976, o desenvolvimento em 1986 e a produção em 1989.

• Mina Nova, incluindo Corpo Pequizão – Serra Grande / Crixás (GO). Minério produzido: ouro. O início do desenvolvimento da rampa aconteceu em 1994 e a produção de minério em 1995. Início da exploração do Corpo Pequizão em 2010.

• Mina Palmeiras – Serra Grande / Crixás (GO). Minério produzido: ouro. Início de operação: 2008.

• Mina Open Pit Mina III – Serra Grande / Crixás (GO). Minério produzido: ouro. Início de operação: 2015.

• Planta Metalúrgica Serra Grande / Crixás (GO). Capacidade de alimentação: 1.550.000 t/ano e produção de 130.000 Oz/ano. O processo inclui as etapas de britagem, moagem, concentração por gravimetria, lixiviação CIL e fundição. 

Contingente de Empregados 

Total Brasil: 3.900 empregados diretos.

Principais Projetos Socioambientais

O Centro de Educação Ambiental (CEA) recebe mais de 10 mil visitantes por ano. No espaço, são desenvolvidos diversos programas de conscientização ambiental e atividades com o objetivo de estimular práticas sustentáveis. 

Investimentos sociais: A AngloGold Ashanti entende que a presença da empresa deve contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico local. E para exercer esse papel transformador, investe em diversas iniciativas, como a do Programa Parcerias Sustentáveis, onde a empresa escolhe, junto aos representantes da própria comunidade, os destinos dos investimentos sociais da empresa.

Leão Solidário: A AngloGold Ashanti incentiva seus empregados a doarem, voluntariamente, até 6% do Imposto de Renda devido ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA) das comunidades onde atua. 

Programa Voluntariado de Mãos Dadas: A iniciativa reforça uma forte cultura de solidariedade entre os empregados da companhia e as comunidades. Durante todo o ano, voluntários doam parte do seu tempo para a prática de ações sociais que transformam a vida dos moradores.

PERFIL NA EDIÇÃO 2024

Razão Social 
AngloGold Ashanti Brasil
www.anglogoldashanti.com.br

Composição Acionária
100% AngloGold Ashanti Ltda (AngloGold Ashanti Group)

Data de Fundação
8 de julho de 1834. Marco importante: 1999 (ano de alteração da denominação social de Minorco Gold Ltda. para AngloGold Brasil Ltda. e transferência da sede da Sociedade para Nova Lima). 

Data de Início de Operação
8 de julho de 1834. 

Fatos relevantes em 2023
• As Operações Córrego do Sítio (CDS) são colocadas em Care Mantainance.
• O Parcerias Sustentáveis, principal plataforma de desenvolvimento social da empresa, atingiu a marca de 280 iniciativas apoiadas e 50 mil pessoas beneficiadas diretamente desde o seu lançamento, em 2010.
• Chegada do novo presidente AngloGold Ashanti Latam, Marcelo Pereira.
• Por meio de ações gerenciais focadas na eficiência econômica e, principalmente, na colaboração de todos os membros da equipe, a empresa conseguiu iniciar um momento de retomada da no segundo semestre de 2023, alcançando resultados positivos.

Produção Registrada em 2023
A AngloGold Ashanti Brasil produziu, em 2023, 338 mil onças de ouro.

Receita Operacional Líquida em 2023
Cerca de R$ 3,4 bilhões

Contingente de Empregados
Total: 3.577 empregados diretos

OPERAÇÕES CUIABÁ

Minas em Atividade
• Mina Cuiabá / Sabará (MG)
Tipo de minério produzido: formação de ferro sulfetado – ouro
Capacidade instalada: – Minério total produzido na mina subterrânea: 1.498.113 toneladas
Início da operação: 1985, em escala industrial
Método de lavra: Open Stoping e Sublevel stoping

• Mina Lamego / Sabará (MG)
Tipo de minério produzido: formação de ferro sulfetado – ouro
Capacidade instalada: – Minério total produzido na mina subterrânea: Licença de operação de até 500.000 toneladas (previsão de produção de 350.000 dentro da estratégia de 2024)
Início de operação: 2004
Método de lavra: Open Stoping e Sublevel stoping

Plantas ou Usinas de Beneficiamento em Atividade
• Planta Industrial da Mina Cuiabá – Planta Ouro / Sabará (MG)
Tipo de produto: Concentrado piritoso de flotação
Capacidade de alimentação: 260 t/h
Capacidade de produção (concentrado): Em média 40 t/h de concentrado. 
Processo: Planta industrial, com capacidade, para processamento de 6.000 toneladas/dia de ROM (2.150.000 toneladas/ano), que compreende as unidades de Britagem em 3 estágios, moagem, concentração gravimétrica, flotação e filtragem do concentrado e de rejeitos da flotação.  

• Planta Industrial do Queiroz / Nova Lima (MG)
Tipo de produto: Concentrado de minério aurífero sulfetado
Capacidade de alimentação: Capacidade para tratamento de 307.000 toneladas/ ano de concentrado de minério aurífero sulfetado contendo as etapas de tratamento unitário: teleférico, ligando a planta em Nova Lima (15 km), repolpagem, ustulação com capacidade de processamento de 840 toneladas de concentrado de sulfetos (duas unidades); e fábrica de ácido sulfúrico (duas unidades) com capacidade total de processamento em 273.000 toneladas/ano, Capacidade para tratamento de 150.000 toneladas de minério oxidado em etapas de britagem, moagem, gravimetria, lixiviação, precipitação com zinco e CIP.


OPERAÇÕES SERRA GRANDE

Minas em Atividade
Em 2023 a empresa operou com 1 Open Pit: (Open Pit Mina III).
Três minas subterrâneas (Mina III, Mina Nova e Palmeiras), uma mina a céu aberto (Open Pit Mina III) 

• Mina III, incluindo Corpo IV – Serra Grande
Tipo de minério produzido: ouro
Início de operação: prospecção em 1976, desenvolvimento em 1986 e produção em 1989.

• Mina Nova, incluindo Corpo Pequizão – Serra Grande
Tipo de minério produzido: ouro
Início de operação: início do desenvolvimento da rampa em 1994, e produção de minério em 1995. Início da exploração do Corpo Pequizão em 2010.

• Mina Palmeiras – Serra Grande 
Tipo de minério produzido: ouro
Início de operação: 2008

• Mina Open Pit Mina III – Serra Grande 
Tipo de minério produzido: ouro
Início de operação: 2015

Plantas ou Usinas de Beneficiamento em Atividade 
• Planta Metalúrgica Serra Grande
Tipo de produto: ouro
Capacidade de alimentação: 1.550.000 t/ano
Capacidade de produção: 130.000 Oz/ano
Resumo do processo: Situada no município de Crixás, Estado de Goiás, a planta de beneficiamento de minério da Mineração Serra Grande recebe minério ROM de três minas subterrâneas, Mina III, Mina Nova e Palmeiras, e uma mina a céu aberto. O minério que alimenta a planta segue em direção à área de britagem onde ocorrem as primeiras etapas de cominuição. 
O circuito de britagem consiste em britagem primária com britador tipo mandíbula, britagem secundária, com britador hidrocônico e britagem terciária, com dois britadores hidrocônicos em circuito fechado. Em seguida à britagem, o minério é estocado em dois silos, com capacidades de 1.800 t e 1.100 t. 
O minério britado com granulometria inferior a 1/4 de polegada contido no interior dos silos é retomado por intermédio de transportadores de correia que alimentam dois circuitos de moagem de bolas a úmido e em paralelo. Parte das cargas circulante dos moinhos é bombeada para o circuito gravimétrico, onde se realiza a recuperação de ouro por gravimetria. 
O produto final da moagem alimenta um espessador, que então segue para a etapa de lixiviação/CIL composta de 20 tanques e tempo de residência de 24 horas. A lixiviação é composta de três tanques para pré-lime, oito tanques para lixiviação com cianeto de sódio e um tanque para estocagem/transferência. O CIL (Carbon in Leach) é composto de oito tanques, em que há presença de carvão ativado que adsorve o ouro. 
A polpa, após a lixiviação e contato com o carvão no CIL, é bombeada para barragem de rejeitos. Já o carvão contendo ouro passa pelo processo de eluição gerando uma solução rica que é enviada para eletrólise, em que, por processo eletroquímico, o ouro em solução é recuperado gerando o concentrado que passará pela etapa de fundição. 
A etapa de fundição consiste basicamente no recebimento e fusão do concentrado de ouro proveniente das células eletrolíticas (que são alimentadas pela solução da eluição e do circuito gravimétrico). Os “bullions” obtidos nas fusões contêm teores de ouro de aproximadamente 85%.

 

PERFIL NA EDIÇÃO 2023

Razão Social 

AngloGold Ashanti Brasil

www.anglogoldashanti.com.br

Composição Acionária

100% AngloGold Ashanti Ltda. (AngloGold Ashanti Group)

Data de Fundação 

8 de julho de 1834 (quando teve início a operação). Marco importante: 1999 (ano de alteração da denominação social de Minorco Gold Ltda. para AngloGold Brasil Ltda. e transferência da sede da Sociedade para Nova Lima). 

Fatos relevantes em 2022

• Processo de disposição de rejeitos a seco implementado em todas as unidades da empresa. 

• Redução de 30% nas emissões de carbono, previsto para 2030 e concluída no último ano. A empresa segue se dedicando à gestão ambiental no negócio, com mais de 50% das áreas dedicadas à preservação e compensação ambiental, investimentos nas Reservas Particulares do Patrimônio Natural, recuperação de áreas degradadas, plantio de mudas, educação ambiental e outras ações voltadas ao tema.

• Na gestão do capital humano, dedicou esforços à formação da equipe e no fortalecimento do programa de diversidade, com ações estruturadas voltadas para a equidade e inclusão em suas operações. Um grande destaque de 2022 nessa frente foi o lançamento do PRÓ - Programa de Qualificação Profissional Local, destinado exclusivamente a mulheres, que capacitou 60 profissionais no último ano.

Produção Registrada em 2022

A AngloGold Ashanti Brasil produziu, em 2022, 399 mil onças de ouro.

Receita Operacional Líquida em 2022

Cerca de R$ 3.9 bilhões

Contingente de Empregados

Total: 4.622 (empregados diretos no Brasil).

Operações Córrego do Sítio (CDS)

Minas e Plantas em Atividade

• Mina Córrego do Sítio – Mineração a céu aberto (Mina Oxidado) / Santa Bárbara (MG). Minério produzido: minério aurífero oxidado. Início de operação: 1990 – 1ª fase / 2002 – 2ª fase.

• Mina Córrego do Sítio – Mineração subsolo (Mina Sulfetado I) / Santa Bárbara (MG). Minério produzido: minério aurífero sulfetado. Início de operação: 2011.

• Planta Heap Leach – CDS I / Santa Bárbara (MG). Produto: Minério aurífero oxidado. Capacidade de alimentação: 900 ktpa. Capacidade de produção (ouro): 30kOzpa. 

Na área chamada Córrego do Sítio I encontram-se mina e o processamento do ouro que é realizado mediante lixiviação em pilhas. As operações realizadas nessa planta são: britagem, peneiramento, aglomeração, empilhamento, lixiviação, adsorção em carvão ativado, eluição e eletrólise. A capacidade atual dessa planta é de 900.000 t/ano. O minério proveniente da mina é alimentado em um circuito de britagem, composto por um britador primário de mandíbulas e um secundário de martelos. O produto da britagem e peneirado a 100% abaixo de ¾” recebe adição de cimento (5kg/t) em um aglomerador (tambor rotativo). A adição de cimento garante a aglomeração das partículas finas de minério sobre as grosseiras de forma a permitir uma boa percolação da solução lixiviante por intermédio da pilha de minério.  O empilhamento do minério é feito por meio de um transportador radial e deixado por um período de 72 horas para pré-cura do cimento. Depois desse período a lixiviação se inicia. O ciclo de lixiviação tem duração entre 45 e 60 dias com irrigação na ordem de 25 L/h/m2. Essa solução lixiviante percola a pilha formada com 3,5 metros de altura, e é recolhida por meio de sistema de filtros e canaletas, seguindo para um reservatório de solução rica em ouro. A solução é bombeada desde os reservatórios para um conjunto de 10 colunas de adsorção, com aproximadamente 4m³ de volume e contendo, dentro de cada uma delas, carvão ativado. Nessa operação o ouro é adsorvido pelo carvão ativado em contracorrente com a solução rica dentro das colunas. O carvão da primeira coluna, tendo atingido a carga de ouro, é transferido para a coluna de eluição (dessorção), onde entra em contato com a solução de soda cáustica (NaOH) em temperatura mais elevada. O ouro é extraído do carvão e segue para solução da eluição que fica em circuito fechado com a célula eletrolítica e sistema de reaquecimento. Durante a eluição o ouro é paralelamente recuperado pela eletrodeposição e os catodos produzidos são enviados periodicamente para a fundição.

• Planta Sulfetado – CDS II / Santa Bárbara (MG). Produto: minério aurífero sulfetado. Capacidade de alimentação: 900 ktpa . Capacidade de produção (ouro): 120 kOzpa. 

O minério proveniente da mina é alimentado no circuito de britagem, composto por um britador primário de mandíbulas e um britador secundário cônico, e em seguida encaminhado para um silo de armazenamento. Desse silo o minério é encaminhado para a moagem, onde é reduzido. Parte do ouro é recuperada já nesta etapa via concentração gravimétrica, que é feita com o uso de dois concentradores Knelson e mesas gravimétricas.

Depois da etapa de moagem o minério já na forma de polpa é encaminhado para o processo de flotação, em que, mediante adição de reagentes (ativador, coletor e espumante) e ar para formação de bolhas, ocorre uma concentração do ouro no produto da etapa (concentrado da flotação). O rejeito do circuito da flotação é bombeado para o circuito da lixiviação do rejeito da flotação, no qual é capaz de lixiviar e recuperar o ouro da fração fina não flotado. Já o concentrado da flotação é enviado para a etapa de acidulação, na qual compostos prejudiciais (essencialmente carbonatos) para as etapas seguintes são consumidos pela adição de ácido sulfúrico. O concentrado já submetido ao processo de acidulação é encaminhado então à etapa de oxidação sob pressão, que é feita com o uso de autoclave. Nessa etapa o ouro é liberado da matriz de sulfetos, ficando então disponível para recuperação nas etapas seguintes.

Depois de submetido ao processo de oxidação, o concentrado é então enviado ao CCD, onde o excesso de ácido sulfúrico proveniente da etapa de acidulação mais o gerado na etapa de oxidação são removidos, minimizando o consumo de cal na etapa seguinte (lixiviação) já que esta ocorre em meio básico (pH acima de 10,5).

Na etapa de lixiviação é feito inicialmente o ajuste do pH pela adição de cal, e a lixiviação do ouro é feita com o uso de solução de cianeto de sódio (NaCN). Os processos de lixiviação e adsorção ocorrem de forma simultânea, e para tal os tanques em que é feito o processo de lixiviação já contêm o carvão ativado, que é a substância que fará a coleta do ouro na etapa de adsorção. Denomina-se esse processo usualmente por CIL (Carbon In Leach).

O carvão carregado (com alta concentração de ouro) gerado nesse processo é encaminhado à coluna de eluição (dessorção), onde será lavado com solução de soda cáustica a 90°C, que promoverá a solubilização do ouro presente no carvão e sua transferência para uma fase aquosa e livre de impurezas.

Essa solução carregada em ouro é enviada para a etapa de eletrólise, na qual, por um processo de eletrodeposição, o ouro será depositado em células eletrolíticas sob a forma de catodos, que são encaminhados periodicamente para a área de fusão e refino, localizada na planta de Queiroz.

Operações Cuiabá

Minas e Plantas em Atividade

• Mina Cuiabá / Sabará (MG). Minério produzido: formação de ferro sulfetado – ouro. Minério total produzido na mina subterrânea: 1.498.113 toneladas. Início da operação: 1985, em escala industrial. Método de lavra: Open Stoping e Sublevel stoping.

• Mina Lamego / Sabará (MG). Minério produzido: formação de ferro sulfetado – ouro. Minério total produzido na mina subterrânea: 480.355 toneladas. Início de operação: 2004. Método de lavra: Open Stoping e Sublevel stoping

• Planta Industrial da Mina Cuiabá – Planta Ouro / Sabará (MG). Produto: Concentrado piritoso de flotação. Capacidade de alimentação: 260 t/h. Capacidade de produção: em média 40 t/h de concentrado. A Planta Industrial tem capacidade para processamento de 6.000 toneladas/dia de ROM (2.150.000 toneladas/ano), que compreende as unidades de Britagem em três estágios, moagem, concentração gravimétrica, flotação e filtragem do concentrado da flotação.

• Planta Industrial do Queiroz / Nova Lima (MG). Produto: Concentrado de minério aurífero sulfetado. Capacidade para tratamento de 307.000 toneladas/ ano de concentrado de minério aurífero sulfetado contendo as etapas de tratamento unitário: teleférico, ligando a planta em Nova Lima (15 km), repolpagem, ustulação com capacidade de processamento de 840 toneladas de concentrado de sulfetos (duas unidades); e fábrica de ácido sulfúrico (duas unidades) com capacidade total de processamento em 273.000 toneladas/ano, Capacidade para tratamento de 150.000 toneladas de minério oxidado em etapas de britagem, moagem, gravimetria, lixiviação, precipitação com zinco e CIP.

Operações Serra Grande

Minas e Plantas em Atividade

Em 2022 foram operados o Open Pit Mina III e Open Pit Venâncio. Serra Grande é formado por três minas subterrâneas (Mina III, Mina Nova e Palmeiras) e uma mina a céu aberto (Open Corpo V).

• Mina III, incluindo Corpo IV – Serra Grande. Minério produzido: ouro. Início de operação: prospecção em 1976, desenvolvimento em 1986 e produção em 1989.

• Mina Nova, incluindo Corpo Pequizão – Serra Grande. Minério produzido: ouro. Início de operação: início do desenvolvimento da rampa em 1994 e produção de minério em 1995. Início da exploração do Corpo Pequizão em 2010.

• Mina Palmeiras – Serra Grande. Minério produzido: ouro. Início de operação: 2008.

• Mina Open Pit Mina III – Serra Grande. Minério produzido: ouro. Início de operação: 2015.

• Open Pit Venâncio (Corpo Pequizão)  – Serra Grande. Minério produzido: ouro. Início de operação: 2022.

• Planta Metalúrgica Serra Grande. Produto: ouro. Capacidade de alimentação: 1.550.000 t/ano. Capacidade de produção: 130.000 Oz/ano. Situada no município de Crixás (GO), a planta de beneficiamento de minério da Mineração Serra Grande recebe minério ROM de três minas subterrâneas, Mina III, Mina Nova e Palmeiras, e de duas minas a céu aberto. O minério que alimenta a planta segue em direção à área de britagem onde ocorrem as primeiras etapas de cominuição. 

O circuito de britagem consiste em britagem primária com britador tipo mandíbula, britagem secundária, com britador hidrocônico e britagem terciária, com dois britadores hidrocônicos em circuito fechado. Em seguida à britagem, o minério é estocado em dois silos, com capacidades de 1.800 t e 1.100 t. 

O minério britado com granulometria inferior a 1/4 de polegada contido no interior dos silos é retomado por intermédio de transportadores de correia que alimentam dois circuitos de moagem de bolas a úmido e em paralelo. Parte das cargas circulante dos moinhos é bombeada para o circuito gravimétrico, onde se realiza a recuperação de ouro por gravimetria. 

O produto final da moagem alimenta um espessador, que então segue para a etapa de lixiviação/CIL composta de 20 tanques e tempo de residência de 24 horas. A lixiviação é composta de três tanques para pré-lime, oito tanques para lixiviação com cianeto de sódio e um tanque para estocagem/transferência. O CIL (Carbon in Leach) é composto de oito tanques, em que há presença de carvão ativado que adsorve o ouro. 

A polpa, após a lixiviação e contato com o carvão no CIL, é bombeada para barragem de rejeitos. Já o carvão contendo ouro passa pelo processo de eluição gerando uma solução rica que é enviada para eletrólise, em que, por processo eletroquímico, o ouro em solução é recuperado gerando o concentrado que passará pela etapa de fundição. 

A etapa de fundição consiste basicamente no recebimento e fusão do concentrado de ouro proveniente das células eletrolíticas (que são alimentadas pela solução da eluição e do circuito gravimétrico). Os “bullions” obtidos nas fusões contêm teores de ouro de aproximadamente 85%.

PERFIL NA EDIÇÃO 2022

Razão Social
AngloGold Ashanti Brasil
www.anglogoldashanti.com.br

Composição Acionária
AngloGold Ashanti Ltda (AngloGold Ashanti Group) - 100%

Data de Fundação 
8 de julho de 1834 (também marca o início das operações). Marco importante: 1999 (ano de alteração da denominação social de Minorco Gold Ltda. para AngloGold Brasil Ltda. e transferência da sede da Sociedade para Nova Lima). 

 Fatos relevantes em 2021

Em 2021 a AngloGold Ashanti seguiu lidando com o cenário de incertezas provocadas pela pandemia da COVID-19, ao passo que o começo da vacinação em massa permitiu vislumbrar o controle da doença e o retorno à normalidade.

O principal projeto da empresa no ano foi dar continuidade à implementação da metodologia de disposição a seco de rejeitos de suas operações. A Operação Serra Grande, em Crixás (GO), foi a primeira unidade da empresa a concluir a transição. A estimativa é de que as demais unidades cheguem também a 100% de rejeito disposto a seco até o final de 2022.

Muito importante ainda foi o avanço na autogeração de energia para atingir o objetivo global da companhia de zerar, até o ano de 2050, a emissão de gases de efeito estufa de escopo 1 (aquelas que são resultado direto das operações da empresa) e de escopo 2 (emissões indiretas, provenientes da energia elétrica adquirida para uso da própria empresa).

Produção Registrada em 2021

A AngloGold Ashanti Brasil produziu, em 2021, 414 mil onças de ouro.

 

Receita Operacional Líquida em 2021 

R$ 4.331.771.201,68 

 

Exportações em 2021

R$ 3.864.405.417,76


 

ANGLOGOLD ASHANTI - UNIDADE CUIABÁ

 

Localização: Sabará, Nova Lima e Caeté (MG)

 

Fatos Relevantes

• Instalação da UTE (Unidade de tratamento de esgoto) na Mina Lamego

• Expansão do CCO da Mina Cuiabá com implementação do sistema People Tracking possibilitando o monitoramento em tempos real de pessoas e equipamentos nos níveis mais profundos da mina (1.300 m de profundidade)

• Produção de ouro alinhada ao planejamento anual: produção total de 226.916 Oz de ouro ROM na Mina Cuiabá e 49.233 OZ ROM na Mina Lamego. Após o tratamento metalúrgico que apresentou recuperação média global de 92,8% as Operações Cuiabá produziram em 2021, 252.914 Oz Barras de Ouro.

• Redução contínua da taxa de frequência de acidentes: Confirmando o compromisso da empresa com a segurança a taxa de frequência permaneceu em queda e foi a mais baixa dos últimos cinco anos

• Implementação do sistema de prontidão Operacional. O sistema permite a avaliação psicológica dos empregados antes do acesso às áreas operacionais contribuindo para a redução de acidentes.

 

Produção Registrada em 2021

Ouro: 252.914 onças

Total ROM: 1.978.468 toneladas, sendo 1.498.113 t ROM na Mina Cuiabá e 480.355 t ROM produzidas na mina Lamego.

Minério beneficiado: 2.001.131 t. O material das duas minas é beneficiado na planta Queiroz, em Nova Lima (MG).
Metal: O minério tratado trata-se de formação ferrífera sulfetada.
Produção de ácido sulfúrico: 172.904 t (produzido na planta metalúrgica do Queiroz)

 

Minas em Atividade

• Mina Cuiabá / Sabará (MG)

Minério produzido: formação de ferro sulfetado – ouro

Minério total produzido na mina subterrânea: 1.498.113 t

Início da operação: 1985, em escala industrial

Método de lavra: Open Stoping e Sublevel stoping

 

• Mina Lamego / Sabará (MG)

Minério produzido: formação de ferro sulfetado – ouro

Minério total produzido na mina subterrânea: 480.355 t

Início de operação: 2004

Método de lavra: Open Stoping e Sublevel stoping

 

Plantas de Beneficiamento em Atividade 

• Planta Industrial da Mina Cuiabá – Planta Ouro / Sabará (MG)

Tipo de produto: Concentrado piritoso de flotação

Capacidade de alimentação: 260 t/h

Capacidade de produção: Em média 40 t/h de concentrado 

Processo: Planta industrial, com capacidade, para processamento de 6.000 toneladas/dia de ROM (2.150.000 toneladas/ano), que compreende as unidades de Britagem em 3 estágios, moagem, concentração gravimétrica, flotação e filtragem do concentrado da flotação.  

 

• Planta Industrial do Queiroz / Nova Lima (MG)

Tipo de produto: Concentrado de minério aurífero sulfetado

Capacidade de alimentação: Capacidade para tratamento de 307.000 t/ ano de concentrado de minério aurífero sulfetado contendo as etapas de tratamento unitário: teleférico, ligando a planta em Nova Lima (15 km), repolpagem, ustulação com capacidade de processamento de 840 toneladas de concentrado de sulfetos (duas unidades); e fábrica de ácido sulfúrico (duas unidades) com capacidade total de processamento em 273.000 toneladas/ano, Capacidade para tratamento de 150.000 toneladas de minério oxidado em etapas de britagem, moagem, gravimetria, lixiviação, precipitação com zinco e CIP.

 

Projetos em Implantação

Projeto de deposição de rejeito seco – encontra-se em fase de implementação e pretende realizar a deposição de 100% do rejeito seco nas operações Cuiabá.


 

ANGLOGOLD ASHANTI - UNIDADE SERRA GRANDE

 

Localização: Crixás (GO)

 

Produção Registrada em 2021

Ouro: 82.761 onças

ROM: 1.246.000 t 

Minério beneficiado: 1.232.891 t

 

Minas em Atividade

• Mina III, incluindo Corpo IV – Serra Grande

Minério produzido: ouro

Início de operação: prospecção em 1976, desenvolvimento em 1986 e produção em 1989.

 

• Mina Nova, incluindo Corpo Pequizão – Serra Grande

Minério produzido: ouro

Início de operação: início do desenvolvimento da rampa em 1994, e produção de minério em 1995. Início da exploração do Corpo Pequizão em 2010.

 

• Mina Palmeiras – Serra Grande

Minério produzido: ouro

Início de operação: 2008

 

• Mina Open Pit Pequizão – Serra Grande

Minério produzido: ouro

Início de operação: 2018

 

• Mina Open Pit Mina III – Serra Grande

Minério produzido: ouro

Início de operação: 2015

 

Plantas de Beneficiamento em Atividade

• Planta Metalúrgica Serra Grande / Crixás (GO)

Tipo de produto: ouro

Capacidade de alimentação: 1.550.000 t/ano

Capacidade de produção: 130.000 Oz/ano

Processo: A planta de beneficiamento de minério da Mineração Serra Grande recebe minério ROM de três minas subterrâneas, Mina III, Mina Nova e Palmeiras, e de duas minas a céu aberto. O minério que alimenta a planta segue em direção à área de britagem onde ocorrem as primeiras etapas de cominuição. 

O circuito de britagem consiste em britagem primária com britador tipo mandíbula, britagem secundária, com britador hidrocônico e britagem terciária, com dois britadores hidrocônicos em circuito fechado. Em seguida à britagem, o minério é estocado em dois silos, com capacidades de 1.800 t e 1.100 t. 

O minério britado com granulometria inferior a 1/4 de polegada contido no interior dos silos é retomado por intermédio de transportadores de correia que alimentam dois circuitos de moagem de bolas a úmido e em paralelo. Parte das cargas circulante dos moinhos é bombeada para o circuito gravimétrico, onde se realiza a recuperação de ouro por gravimetria. 

O produto final da moagem alimenta um espessador, que então segue para a etapa de lixiviação/CIL composta de 20 tanques e tempo de residência de 24 horas. A lixiviação é composta de três tanques para pré-lime, oito tanques para lixiviação com cianeto de sódio e um tanque para estocagem/transferência. O CIL (Carbon in Leach) é composto de oito tanques, em que há presença de carvão ativado que adsorve o ouro. 

A polpa, após a lixiviação e contato com o carvão no CIL, é bombeada para barragem de rejeitos. Já o carvão contendo ouro passa pelo processo de eluição gerando uma solução rica que é enviada para eletrólise, em que, por processo eletroquímico, o ouro em solução é recuperado gerando o concentrado que passará pela etapa de fundição. 

A etapa de fundição consiste basicamente no recebimento e fusão do concentrado de ouro proveniente das células eletrolíticas (que são alimentadas pela solução da eluição e do circuito gravimétrico). Os “bullions” obtidos nas fusões contêm teores de ouro de aproximadamente 85%.


 

ANGLOGOLD ASHANTI - UNIDADE CÓRREGO DO SÍTIO

 

Localização: Santa Bárbara (MG)

 

Produção Registrada em 2021

Ouro: 78.392 onças

Sulfetado: 832.099 ton ROM 

Oxidado: 912.486 ton 

Planta Sulfetado: 806.420 ton

Planta Heap Leaching: 794.371 ton 

Metal: Ouro

 

Minas em Atividade

• Mina Córrego do Sítio – Mineração a céu aberto (Mina Oxidado) – Santa Bárbara (MG) 

Minério produzido: minério aurífero oxidado

Início de operação: 1990 – 1ª fase / 2002 – 2ª fase   

 

• Mina Córrego do Sítio – Mineração subsolo (Mina Sulfetado I) – Santa Bárbara (MG)

Minério produzido: minério aurífero sulfetado

Início de operação: 2011

 

Plantas de Beneficiamento em Atividade

• Planta Heap Leach – CDS I – Santa Bárbara (MG)

Tipo de produto: Minério aurífero oxidado

Capacidade de alimentação: 900 ktpa 

Capacidade de produção (ouro): 30 kOzpa 

Processo: Na área chamada Córrego do Sítio I encontram-se mina e o processamento do ouro que é realizado mediante lixiviação em pilhas. As operações realizadas nessa planta são: britagem, peneiramento, aglomeração, empilhamento, lixiviação, adsorção em carvão ativado, eluição e eletrólise. A capacidade atual dessa planta é de 900.000 t/ano. O minério proveniente da mina é alimentado em um circuito de britagem, composto por um britador primário de mandíbulas e um secundário de martelos. O produto da britagem e peneirado a 100% abaixo de ¾” recebe adição de cimento (5kg/t) em um aglomerador (tambor rotativo). A adição de cimento garante a aglomeração das partículas finas de minério sobre as grosseiras de forma a permitir uma boa percolação da solução lixiviante por intermédio da pilha de minério.  O empilhamento do minério é feito por meio de um transportador radial e deixado por um período de 72 horas para pré-cura do cimento. Depois desse período a lixiviação se inicia. O ciclo de lixiviação tem duração entre 45 e 60 dias com irrigação na ordem de 25 L/h/m2. Essa solução lixiviante percola a pilha formada com 3,5 metros de altura, e é recolhida por meio de sistema de filtros e canaletas, seguindo para um reservatório de solução rica em ouro. A solução é bombeada desde os reservatórios para um conjunto de 10 colunas de adsorção, com aproximadamente 4m³ de volume e contendo, dentro de cada uma delas, carvão ativado. Nessa operação o ouro é adsorvido pelo carvão ativado em contracorrente com a solução rica dentro das colunas. O carvão da primeira coluna, tendo atingido a carga de ouro, é transferido para a coluna de eluição (dessorção), onde entra em contato com a solução de soda cáustica (NaOH) em temperatura mais elevada. O ouro é extraído do carvão e segue para solução da eluição que fica em circuito fechado com a célula eletrolítica e sistema de reaquecimento. Durante a eluição o ouro é paralelamente recuperado pela eletrodeposição e os catodos produzidos são enviados periodicamente para a fundição.

 

• Planta Sulfetado – CDS II – Santa Bárbara (MG)

Tipo de produto: minério aurífero sulfetado

Capacidade de alimentação: 900 ktpa 

Capacidade de produção (ouro): 120 kOzpa 

Processo: O minério sulfetado produzido nas minas é encaminhado para o pátio de minério, de onde será encaminhado para tratamento na planta metalúrgica. As operações realizadas nessa planta são: britagem, moagem, concentração gravimétrica, flotação, lixiviação do rejeito da flotação, acidulação, oxidação sob pressão, lavagem por decantação em contracorrente (CCD), lixiviação, adsorção, eluição e eletrólise.

O minério proveniente da mina é alimentado no circuito de britagem, composto por um britador primário de mandíbulas e um britador secundário cônico, e em seguida encaminhado para um silo de armazenamento. Desse silo o minério é encaminhado para a moagem, onde é reduzido. Parte do ouro é recuperada já nesta etapa via concentração gravimétrica, que é feita com o uso de dois concentradores Knelson e mesas gravimétricas.

Depois da etapa de moagem o minério já na forma de polpa é encaminhado para o processo de flotação, em que, mediante adição de reagentes (ativador, coletor e espumante) e ar para formação de bolhas, ocorre uma concentração do ouro no produto final da  etapa (concentrado da flotação). O rejeito do circuito da flotação é bombeado para o circuito da lixiviação do rejeito da flotação, no qual é capaz de lixiviar e recuperar o ouro da fração fina não flotado. Já o concentrado da flotação é enviado para a etapa de acidulação, na qual compostos prejudiciais (essencialmente carbonatos) para as etapas seguintes são consumidos pela adição de ácido sulfúrico. O concentrado já submetido ao processo de acidulação é encaminhado então à etapa de oxidação sob pressão, que é feita com o uso de autoclave. Nessa etapa o ouro é liberado da matriz de sulfetos, ficando então disponível para recuperação nas etapas seguintes.

Depois de submetido ao processo de oxidação, o concentrado é então enviado ao CCD, onde o excesso de ácido sulfúrico proveniente da etapa de acidulação mais o gerado na etapa de oxidação são removidos, minimizando o consumo de cal na etapa seguinte (lixiviação) já que esta ocorre em meio básico (pH acima de 10,5).

Na etapa de lixiviação é feito inicialmente o ajuste do pH pela adição de cal, e a lixiviação do ouro é feita com o uso de solução de cianeto de sódio (NaCN). Os processos de lixiviação e adsorção ocorrem de forma simultânea, e para tal os tanques em que é feito o processo de lixiviação já contêm o carvão ativado, que é a substância que fará a coleta do ouro na etapa de adsorção. Denomina-se esse processo usualmente por CIL (Carbon In Leach).

 O carvão carregado (com alta concentração de ouro) gerado nesse processo é encaminhado à coluna de eluição (dessorção), onde será lavado com solução de soda cáustica a 90°C, que promoverá a solubilização do ouro presente no carvão e sua transferência para uma fase aquosa e livre de impurezas.

Essa solução carregada em ouro é enviada para a etapa de eletrólise, na qual, por um processo de eletrodeposição, o ouro será depositado em células eletrolíticas sob a forma de catodos, que são encaminhados periodicamente para a área de fusão e refino, localizada na planta de Queiroz.

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