Razão Social
Aura Minerals Inc.
Aura Almas Mineração S.A.
Mineração Apoena S.A.
Composição Acionária
Principal controladora: 55%
Individuais (insiders): Entre 4% e 5%
Institucionais: ~24%
Público em geral: ~16%
Total free float/aproximado: ~41%
Data de Fundação
A empresa teve início em 1946, sob o nome Baldwin Consolidated Mines Limited, no Canadá, dedicada à mineração. Em 1989, passou a se chamar Canadian Baldwin Holdings Limited, mantendo seu foco em mineração até meados dos anos 2000. Em março de 2006, após a aquisição pela gestão liderada por Victor Bradley — ex‑CEO da Yamana Gold — a companhia adotou o nome Aura Gold Inc. e iniciou esforços para viabilizar projetos de exploração de ouro no Brasil, culminando em sua estreia na Bolsa de Toronto (TSX) em 2006. No ano seguinte, em julho de 2007, a empresa foi novamente rebatizada, agora como Aura Minerals Inc., marca que permanece até hoje.
Data de Início de Operação
Datas de início de operação das principais minas da Aura:
Apoena (Complexo EPP): produção comercial iniciada em 2009.
Aranzazu: produção comercial iniciada em 3 de setembro de 2018.
Almas: produção comercial iniciada em agosto de 2023.
Minosa (San Andrés): modernizada em 1983; operação contínua sob a Aura desde a aquisição anterior a 2008.
Borborema: ramp-up iniciado no final de março de 2025, com previsão de produção comercial no terceiro trimestre de 2025.
Subsidiárias
Aura Gold Mineração Ltda.
Aura Minerais Participações Ltda.
Mineração Apoena S.A.
Vila Bela Participações Ltda.
Aura Almas Mineração S.A.
Aura Matupá Mineração Ltda.
Cascar Brasil Mineração Ltda.
Crusader do Brasil Mineração Ltda.
Crusader do Nordeste Mineração Ltda.
Aura Carajás Mineração Ltda.
Fatos relevantes em 2024
A Aura Minerals consolidou-se como uma das mineradoras de ouro de crescimento mais expressivo nos últimos anos nas Américas, apostando em um modelo de negócio que equilibra expansão, controle de custos e sustentabilidade. O resultado está alinhado com a expectativa criada desde o IPO da companhia. Quando o IPO foi feito, a mineradora tinha uma produção anual de 200 mil onças e já falava em dobrar esse volume. Com a execução de três novos projetos – Almas, Matupá e Borborema – a meta passou a ser de 450 mil onças.
O ano de 2024 foi marcado por uma expansão significativa na produção de ouro, que alcançou 270 mil onças equivalentes. Esse resultado reflete a entrada em operação plena de Almas, que superou desafios iniciais na parte do contratista e de produtividade da mina durante o primeiro semestre, terminando o ano com 54 mil onças vendidas.
Outro fator determinante foi o crescimento operacional em Minosa, Honduras, cuja estabilidade produtiva permitiu um aumento de 13 mil onças em relação a 2023, atingindo o montante de 79 mil onças em função da estabilidade operacional, aumento de capacidade e melhorias de produtividade realizadas pela equipe da Aura ao longo do ano.
Aranzazu, no México, uma operação subterrânea de mina de cobre, que produz ouro e prata como subprodutos, terminou 2024 com uma produção de 105,7 mil onças.
Já na Mineração Apoena, situada em Pontes e Lacerda (MT), a produção esperada de 50 mil onças não foi atingida. O último exercício encerrou com uma produção de 39 mil onças, em função de atrasos na obtenção de licenças para entrar em áreas com melhores teores.
A expansão continuou com Borborema, no Brasil, cuja construção manteve-se dentro do cronograma e orçamento. O projeto, que utilizará 100% de água de reuso, é considerado um dos mais sustentáveis da indústria, consolidando o compromisso ambiental da empresa.
Em 2024, a Aura adquiriu o direito de explorar os Projetos Pé Quente e Pezão, situados no Mato Grosso. Tratam-se de seis direitos minerários situados próximos ao Projeto Matupá, com grande potencial para ampliar os recursos e reservas do empreendimento. No Pé Quente, a sondagem confirmou interceptações históricas de ouro de alta graduação e identificou novas zonas, ampliando a extensão da mineralização.
Para os próximos anos, a meta da Aura é continuar crescendo. Com a entrada de Matupá e do Projeto Era Dourada (ex-Cerro Blanco), na Guatemala, a produção pode ultrapassar 600 mil onças, aproximando-se do objetivo de longo prazo de atingir 1 milhão de onças anuais. A mina Cerro Blanco está em estágio inicial, com um estudo de viabilidade planejado para 2025.
Além disso, a empresa fortaleceu seu portfólio com a aquisição de um depósito de classe mundial (Bluestone Resources) e avanços significativos em exploração. No Brasil, a aquisição dos projetos Pé Quente e Pezão representa um potencial significativo para aumentar os recursos minerais.
No geral, 2024 foi mais um ano de crescimento, com aumento de 18% na produção a preços constantes de metais e de avanço de novos projetos, refletido em US$ 159 milhões investidos no crescimento futuro.
Recentemente, a Aura assinou acordo para a aquisição da Mineração Serra Grande, pertencente à AngloGold Ashanti, localizada em Crixás (GO).
Quanto aos valores projetados para 2025, a Aura Minerals espera que Minosa mantenha um desempenho consistente ao longo de 2025, semelhante a 2024. No entanto, a produção projetada para 2025 é menor que a do ano anterior, principalmente devido à redução esperada no teor do minério durante o período, relacionado ao sequenciamento da mina. Além disso, em 2024, a operação se beneficiou de menores períodos chuvosos que o esperado, o que favoreceu as atividades de mineração e alimentação da planta.
Apoena (EPP) focará na abertura de uma nova fase na cava Nosde para expandir a produção, após os atrasos na obtenção da licença em 2024. Esta etapa estratégica inicialmente afetará negativamente os níveis de produção, com uma recuperação mais robusta prevista para a partir de 2027.
Aranzazu: É esperada estabilidade novamente na produção comparada a 2024, assumindo preços constantes dos metais.
Almas: Em 2025, espera-se que a produção de Almas atinja sua capacidade instalada após a otimização do processo e melhorias de rendimento implementadas em 2024, que aumentaram a capacidade de alimentação de minério da planta de 1,6 para 1,8 milhões de toneladas por mês. A sondagem na mina Almas confirmou a continuidade da mineralização de ouro de alta graduação, reforçando o potencial para desenvolvimento subterrâneo.
Borborema: Com o início do ramp-up programado para o primeiro trimestre de 2025, espera-se que Borborema atinja entre 40% e 48% de sua capacidade nominal projetada em 2025, equivalente a uma taxa anualizada de 83k oz. A Companhia espera alcançar a produção comercial em Borborema no segundo semestre de 2025, com custos abaixo do AISC médio.
Produção Registrada em 2024
Minério bruto/ROM:
Aranzazu (México): Minério de cobre com ouro e prata - 1.219.011 toneladas extraídas
Almas (Brasil): Minério de ouro - 2.362.708 toneladas extraídas
Apoena (Brasil): Minério de ouro - 2.134.000 toneladas extraídas
Minosa – San Andrés (Honduras): Minério de ouro - 8.454.345 toneladas extraídas
Minério Beneficiado (toneladas processadas em 2024):
Aranzazu: 1.228.601 t
Almas: 1.637.574 t
Apoena: 2.842.255 t
Minosa – San Andrés: 8.544.997 t
Concentrado:
Aranzazu: 77.640 toneladas de concentrado de cobre
Teores médios: 21,6% Cu | 10,6 g/t de ouro | 216,1 g/t de prata
Metal produzido (em onças de ouro equivalente – GEO):
Aranzazu: 108,827 GEO
Minosa (San Andrés): 78.372 GEO
Almas: ~54.000 GEO
Apoena: 37.173 GEO
Total consolidado Aura Minerals (2024): 267.259 GEO
Receita Operacional Líquida em 2024
A receita operacional líquida da Aura Minerals em 2024 foi de US$ 594,2 milhões, representando um crescimento de 43% em relação a 2023. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento no volume de vendas, que atingiu 269.833 onças de ouro equivalente (GEO), um incremento de 15% em comparação com 2023, além da elevação dos preços médios de venda do ouro e do cobre ao longo do ano.
Exportações em 2024
Concentrado de cobre e ouro:
• Volume: 77.640 toneladas de concentrado (TMS)
• Receita bruta: US$ 196.787.000
A receita proveniente desses concentrados é considerada representativa das exportações da empresa, especialmente oriundas da mina Aranzazu (México), cuja produção é majoritariamente destinada ao mercado externo.
Minas em Atividade
• Apoena (Complexo EPP) / Pontes e Lacerda MT)
Minério produzido: Ouro
Capacidade instalada: 1,4 milhão de toneladas/ano
Início de operação: 2009
Método de lavra: Céu aberto
• Almas – Mina Paiol / Almas (TO)
Minério produzido: Ouro
Capacidade instalada: 1,8 milhão de toneladas/ano
Início de operação: setembro de 2022
Método de lavra: Céu aberto
• Borborema (em ramp-up) / Currais Novos (RN)
Minério produzido: Ouro
Capacidade instalada: 2 milhões de toneladas/ano (projetada)
Início de operação: Ramp-up iniciado em março de 2025
Método de lavra: Céu aberto
• Aranzazu / Zacatecas, México
Minério produzido: Cobre, com subprodutos de ouro e prata
Capacidade instalada: 1,2 milhão de toneladas/ano
Início de operação: setembro de 2018 (sob gestão da Aura)
Método de lavra: Subterrâneo
• Minosa (San Andrés) / Município de La Unión, Departamento de Copán, Honduras
Minério produzido: Ouro
Capacidade instalada: aproximadamente 9 milhões de toneladas/ano
Início de operação: Modernizada em 1983; sob gestão da Aura desde 2009
Método de lavra: Céu aberto com lixiviação em pilhas
Plantas de Beneficiamento
• Apoena (Complexo EPP)
Planta de Beneficiamento de Ernesto / Pontes e Lacerda (MT)
Tipo de produto: Ouro
Capacidade de alimentação: 1,4 milhão de toneladas/ano. O ouro é recuperado via lixiviação/cianetação.
Processo: Britagem, moagem, cianetação, adsorção em carvão (CIP), eluição, eletro-obtenção e fundição.
• Aranzazu
Planta de Beneficiamento de Aranzazu / Zacatecas, México
Tipo de produto: Concentrado de cobre com ouro e prata
Capacidade de alimentação: 1,2 milhão de toneladas/ano
Capacidade de produção: ~77.640 toneladas de concentrado em 2024
Processo: Moagem, flotação, espessamento e filtragem para obtenção de concentrado polimetálico.
• San Andrés (Minosa)
Usina de Lixiviação San Andrés / Município de La Unión, Departamento de Copán, Honduras
Tipo de produto: Ouro (douré)
Capacidade de alimentação: ~7,5 milhões de toneladas/ano. Produção direta de ouro via lixiviação.
Processo: Britagem, empilhamento, lixiviação em pilhas, recuperação via carvão ativado e fundição.
• Almas
Planta de Beneficiamento de Almas / Almas (TO)
Tipo de produto: Ouro
Capacidade de alimentação: 1,8 milhão de toneladas/ano
Capacidade de produção: ~55.000Oz
Processo: O minério ROM é britado por um britador de mandíbulas e transportado até o silo de alimentação da moagem. Alimentadores vibratórios enviam o material ao moinho SAG, e a polpa gerada passa pelo trommel: os pebbles são recirculados, e o passante segue para o circuito de ciclonagem com seis hidrociclones. O underflow é dividido entre o moinho e o circuito de gravimetria, enquanto o overflow alimenta o espessador. Na gravimetria, o underflow passa por peneira de 2 mm: o retido retorna ao moinho, e o passante vai ao concentrador gravimétrico. O concentrado segue para lixiviação intensiva (reator Acacia) e o rejeito é recirculado ao moinho. O overflow da ciclonagem vai ao espessador, onde recebe floculante. O underflow, com teor de sólidos adequado, é bombeado à lixiviação, e o overflow é reutilizado como água de processo. A lixiviação ocorre em sete tanques com cianeto de sódio e carvão ativado para adsorção do ouro. A polpa final é tratada no detox (com metabissulfito de sódio e sulfato de cobre) antes de ser encaminhada à barragem de rejeitos.
O carvão carregado segue para eluição (método Zadra), com solução aquecida de cianeto e soda cáustica. Após a eluição, o carvão passa por lavagem ácida com HCl para manter sua eficiência. A solução rica em ouro é enviada à célula eletrolítica para eletrodeposição. O ouro depositado é fundido em forno a gás e moldado em barras com o uso de fundentes adequados.
• Borborema (em ramp-up)
Planta de Beneficiamento de Borborema / Currais Novos (RN)
Tipo de produto: Ouro
Capacidade de alimentação: 2 milhões de toneladas/ano (projetada)
Capacidade de produção: Estimada para iniciar em 2025
Processo: Britagem, moagem, lixiviação por cianeto e fundição.
Projetos de Expansão e/ou em Implantação
Novos ativos e aumento de capacidade
• Projeto Borborema / Currais Novos (RN):
Construção de nova mina a céu aberto e infraestrutura de beneficiamento de ouro; produção prevista de 748.000 onças de ouro em 11,3 anos. Investimentos: US$ 108 milhões em 2024. Conclusão: Ramp-up iniciado em março de 2025; operação comercial prevista ainda em 2025
• Almas:
- Expansão da Planta de Beneficiamento Fase 1. Ampliação da capacidade da planta para 1,8Mton, alterando o sistema de bombeamento de rejeito. Investimentos: US$ 3 milhões em 2024. Concluída ao longo de 2024.
- Expansão da Planta de Beneficiamento Fase 2. Ampliação da capacidade da planta para 2,2Mton, adicionando 4 tanques à lixiviação. Investimentos: US$ 8,3 milhões em 2025. Status: Previsão de conclusão fev/2026.
- Estudo Expansão Paiol UG. Avaliar o potencial de extensão da cava Paiol para lavra subterrânea, possibilitando uma operação mista e aumento de reservas de alto teor. Investimentos: US$ 12,7 milhões em 2025. Status: Previsão para 2026.
• Aranzazu:
Planta de Molibdênio / Instalação de nova linha para recuperação de molibdênio como subproduto da produção de cobre. Investimentos: US$ 1,7 milhão em 2024. Conclusão: Implantação realizada em menos de 12 meses.
• Projeto Matupá:
Localização: Entre Matupá e Guarantã do Norte (MT). Estudos geológicos e aquisição de áreas adicionais para futura planta de ouro. Investimentos: US$ 500 mil (com previsão de US$ 9,5 milhões adicionais condicionados a resultados). Conclusão: Em andamento, com foco em exploração e viabilidade técnica em 2025.
• Projeto Era Dourada (ex-Cerro Blanco):
Localização: Jutiapa, Guatemala. Depósito de ouro com 3,1 milhões de onças em recursos; inclui usina geotérmica de 50 MW. Investimentos: USD 74,3 milhões pagos em janeiro de 2025. Conclusão: Em fase de definição e revisão do escopo.
• Projeto Serra da Estrela (Carajás):
Localização: Província Mineral de Carajás (PA). Projeto de exploração de IOCG (óxido de ferro-cobre-ouro) com três zonas-alvo principais. Investimentos: US$ 3 milhões em 2024 (exercício de opções de direitos minerários). Conclusão: Em fase de exploração com modelo geológico preliminar previsto para 2025.
Investimentos Realizados em 2024
• Implantação de novos projetos ou projetos de expansão: US$ 123 milhões, sendo:
- US$ 108 milhões – Projeto Borborema (Brasil)
- US$ 3 milhões – Expansão da planta de Almas (Brasil)
- US$ 3 milhões – Exercício de direitos minerários (Carajás – Brasil)
- US$ 2 milhões – Planta de molibdênio em Aranzazu (México)
- US$ 7 milhões – Outros investimentos em expansão
• Pesquisa geológica: US$ 21,8 milhões.
- O montante reflete um esforço significativo de sondagem – mais de 100 mil metros perfurados em 2024 – e resultou em um custo de descoberta extremamente competitivo de cerca de US$ 22 por onça de ouro equivalente.
Investimentos Programados para 2025
• Expansão: USD 93.251.000
• Pesquisa geológica (exploração): USD 17.927.000
• Pesquisa tecnológica / Equipamentos / Infraestrutura / meio ambiente: USD 48.782.000
Contingente de Empregados
Total de empregados próprios no Brasil (2024): 1.152
Total de empregados terceirizados no Brasil (2024): 4.978 contratados
(incluindo trabalhadores envolvidos na construção da unidade Borborema)
Principais Projetos Socioambientais Brasil
• Almas
Programa de Educação Ambiental - Ações contínuas com escolas públicas de Almas para promover a conscientização ambiental entre estudantes e visitantes; Formação Profissional e Inclusão Social - Cursos técnicos em logística, TI e segurança, com foco na rápida inserção no mercado de trabalho. Inclui o Programa Jovem Aprendiz e iniciativas de capacitação para a comunidade local; Apoio ao Licenciamento do Aterro Sanitário do CIDS Manuel Alves - Participação no desenvolvimento do projeto que visa beneficiar nove municípios do sudeste do Tocantins com infraestrutura adequada para destinação de resíduos; Recuperação Florestal com Participação Educacional - Plantio e adensamento de espécies nativas em áreas de recuperação, com envolvimento de alunos do Colégio Agropecuário de Almas.
Programa Portas Abertas - Abertura da unidade para visitação da comunidade, fortalecendo o relacionamento com moradores locais e promovendo conhecimento sobre mineração responsável.
• Apoena
Programa Portas Abertas - Recepção de visitantes na unidade, com foco em transparência, educação sobre mineração e fortalecimento dos vínculos com a comunidade.
Programa Safety Apoena - Integra segurança e solidariedade com ações como doação de brinquedos, voluntariado e apoio ao CRAS de Pontes e Lacerda.
Capacitação de Fornecedores - Programa gratuito voltado ao desenvolvimento de fornecedores locais, com reserva de cotas para empresas lideradas por mulheres.
Aura do Bem - Ações de integração social e voluntariado em Pontes e Lacerda.
