Lucro líquido cresce 123% em 2023 e alcança R$ 2,6 bilhões

21/03/2024
A receita líquida global consolidada atingiu R$ 26,7 bilhões, crescimento de 3% em relação a 2022

 

A Votorantim Cimentos encerrou 2023 com lucro líquido de R$ 2,6 bilhões, aumento de 123% em relação a 2022, principalmente pelo melhor resultado operacional. A receita líquida global consolidada atingiu R$ 26,7 bilhões, crescimento de 3% em relação a 2022, resultado da dinâmica favorável de preços e de mercado principalmente nas operações da América do Norte e Europa, Ásia e África. No Brasil, os resultados foram impulsionados pelo crescimento acima do esperado de novos negócios. O volume total de vendas nos países em que a empresa tem operações somou 37 milhões de toneladas de cimento, levemente maior que no ano anterior. “A companhia encerrou o ano com um forte resultado, fruto da diversificação geográfica, do crescimento em novos negócios e da captura de sinergias das aquisições realizadas nos últimos anos. Avançamos também nos investimentos em competitividade, descarbonização e novos negócios, mantendo o foco em nosso mandato estratégico, disciplina financeira e posicionamento de mercado”, diz Osvaldo Ayres, CEO global da Votorantim Cimentos.

O EBITDA ajustado atingiu o recorde de R$ 5,8 bilhões em 2023, 18% superior na comparação com o exercício anterior, graças à redução de custos e gestão de margens, além das sinergias já capturadas das últimas aquisições, com a margem EBITDA ficando em 22%, um resultado 3% mais positivo em relação a 2022. A Votorantim Cimentos registrou alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado, de 1,28x em 2023, redução de 0,27x na comparação com 2022. A companhia chegou ao final de 2023 com saldo de caixa e aplicações financeiras no valor de R$ 5,9 bilhões, suficiente para cumprir com as suas obrigações financeiras para, aproximadamente, os próximos quatro anos. “O nosso índice de alavancagem reduziu ao longo do ano, em linha com o melhor resultado operacional e menor dívida líquida no período, atingindo o menor patamar histórico da companhia. Em 2023, obtivemos o registro de Companhia Aberta na Categoria A junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que representou mais um passo na evolução da nossa governança corporativa e ampliação do acesso ao mercado de renda fixa no Brasil, alinhada com nossa estratégia de diversificar fontes de financiamento e base de investidores. Mantivemos uma sólida liquidez ao longo do ano e também o grau de investimento junto às principais agências de rating”, afirma Bianca Nasser, diretora financeira global da Votorantim Cimentos.

Os investimentos somaram R$ 2,4 bilhões no último ano, um incremento de 18% sobre 2022, e ficou alinhado à estratégia global de investimentos em modernizações e competitividade estrutural com foco em produtividade, como o projeto da fábrica de Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, além de projetos atrelados aos compromissos de descarbonização. Os aportes foram feitos em expansões, modernização e sustentação do negócio. Também estão sendo realizados projetos de investimento focados em combustíveis alternativos em todas as regiões, um dos pilares de descarbonização da companhia.

No Brasil, a Votorantim Cimentos alcançou receita líquida de R$ 12,8 bilhões em 2023, aumento de 1% em relação a 2022, resultado da queda de demanda no mercado, apesar da dinâmica de preços favorável e do aumento das receitas de novos negócios. O EBITDA ajustado da empresa no Brasil totalizou R$ 2,5 bilhões, resultado operacional ligeiramente maior, de 1%, comparado a 2022. A gestão de margens, redução de custo de combustível e energia, e o forte crescimento em novos negócios, que teve aumento de 58% em 2023 perante 2022, contribuíram para o resultado. O EBITDA ajustado advindo de novos negócios representou 17% no EBITDA ajustado total da companhia no Brasil, frente a 11% em 2022. Na América do Norte, a receita líquida atingiu R$ 7,8 bilhões em 2023, crescimento de 5% sobre 2022, resultado da dinâmica de preços que mitigou a ligeira desaceleração da demanda. O EBITDA ajustado da região foi de R$ 1,9 bilhão em 2023, crescimento de 23%, explicado principalmente pela gestão de preços, combinada ao arrefecimento de custos ao longo do ano. Ambos os resultados foram negativamente impactados na consolidação em reais pela depreciação do dólar em 2023.