
Depósito em Apuaí contém 1,017 milhão toneladas de óxidos de terras raras com características similares aos maiores depósitos de argila iônica da China, confirmando altas recuperações de elementos como neodímio e praseodímio.
A Brazilian Critical Minerals anuncia sua primeira Estimativa de Recursos Minerais para os projetos Ema e Ema East, de exploração de Elementos de Terras Raras (ETR) em Apuaí (Amazonas). Segundo a empresa, o depósito contém 1,017 milhão t de ETR, com 793 ppm de TREO (Óxidos de Elementos de Terras Raras).
A descoberta de terras raras no Projeto Ema foi anunciada em maio de 2023. Portanto, o Relatório de Estimativa de Recursos é emitido apenas um ano depois.
Segundo a empresa, “o projeto REE iônico de EMA (arrendamentos Ema e Ema East) é único entre os projetos REE brasileiros, por compartilhar características quase idênticas com os depósitos de terras raras desenvolvidos sobre rochas vulcânicas félsicas no sudoeste da China, a maior região de argila iônica conhecida no mundo”.
O Projeto Ema compreende 189 km2 de solo vulcânico félsico sobre os quais foram executados 194 furos de trado, totalizando 2.749 metros. Até o momento, foram concluídos furos cobrindo 82 km2. O primeiro teste de lixiviação de aprovação resulta de ensaios padrão da SGS (AMSUL) confirmando altas recuperações dos quatro elementos de terras raras mais importantes (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio), com alguns elementos individuais produzindo recuperações de até 85%”.
“As recuperações recebidas até a data indicam que proporção significativa dos ETR estão presentes como argilas ionicamente adsorvidas, confirmando que Ema, que atualmente se estende por mais de 80 km2, tem potencial para se tornar um dos maiores depósitos hospedados em argila iónica definidos fora da China”.
Um conjunto de Recursos Minerais Inferidos foi estimado para os elementos de terras raras contidos no projeto Ema restringidos por diferentes teores de corte pelo grupo de consultoria GE21 Consultoria Mineral Ltda e relatado de acordo com o Código JORC (2012).
VEJA TAMBÉM

Brazilian Critical Minerals garante US$ 10 milhões para projeto Ema
Recursos financiarão atividades de pré-desenvolvimento, engenharia preliminar, perfuração de poços e aquisição de equipamentos para a primeira fase do empreendimento no Amazonas.
07/07/2026
Projeto Ema, da Brazilian Critical Minerals, tem valor de US$ 1,47 bilhão
Estudo de viabilidade projeta VPL de US$ 1,47 bilhão e posiciona o projeto como um dos de menor custo de produção de terras raras do mundo ocidental.
30/06/2026
BCM afirma que lixiviação em Ema mostraram resposta
Testes de lixiviação em 56 furos de sondagem confirmaram recuperação constante de terras raras magnéticas no saprolito inferior de Ema, replicando os fatores de recuperação estimados e fortalecendo o calendário rumo à viabilidade em 2026.
09/06/2026



