SGB levanta quase R$ 12 milhões do Novo PAC para Fase I e II em Goiás

10/06/2026
A iniciativa conta com investimento total de R$ 6,7 milhões, viabilizado por meio de recursos do Novo PAC. Até 1º de junho, 90% da área foi sobrevoada e os resultados serão publicados no 2º semestre.

 

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza o Projeto Aerogeofísico Leste de Goiás – Fase I e Fase II, com recursos do Novo PAC, por meio de tecnologias de última geração, como magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria, para sobrevoar municípios e ampliar o conhecimento sobre o subsolo brasileiro. A partir do trabalho serão levantados dados estratégicos que apoiam estudos sobre recursos naturais, planejamento territorial e pesquisas para promover o desenvolvimento sustentável.
A fase I iniciou em abril e abrange municípios da porção nordeste do estado: Água Fria de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Campinaçu, Cavalcante, Colinas do Sul, Flores de Goiás, Niquelândia, Nova Roma, São João d' Aliança e Teresina de Goiás, totalizando 13,2 mil km². A iniciativa conta com investimento total de R$ 6,7 milhões, viabilizado por meio de recursos do Novo PAC. Até 1º de junho, 90% da área foi sobrevoada e os resultados serão publicados no 2º semestre. Já a Fase II contempla voos sobre os municípios: Cidade Ocidental, Cristalina, Ipameri, Luziânia, Orizona, Santo Antônio do Descoberto, Silvânia e Valparaíso de Goiás, em uma área de aproximadamente 9,6 mil km². O investimento total é de R$ 5,2 milhões do Novo PAC. Os voos estão previstos para começar em julho deste ano. Os resultados do primeiro levantamento, realizado no estado do Tocantins, já estão disponíveis para a sociedade no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo) e na plataforma GeoSGB pelo link
https://www.sgb.gov.br/w/sgb-divulga-resultados-do-primeiro-levantamento-aerogeofisico-retomado-no-pais-apos-mais-de-uma-decada.

As áreas selecionadas integram planejamento do SGB que visa cobrir o Brasil de forma sistemática com levantamentos aerogeofísicos. O trabalho tem caráter técnico-científico e busca ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro. Os dados obtidos contribuem para diversas aplicações, além de apoiar ações de preservação ao ampliar o conhecimento sobre as características do subsolo e da dinâmica natural da região. “Concluímos os trabalhos no Tocantins, iniciamos os levantamentos em Goiás e assinamos contrato para a Fase II no estado. Também estamos em diálogo para novas parcerias que permitam ampliar esses estudos em outras regiões do país. Esse esforço conta com o apoio do Governo Federal, do presidente Lula e do ministro Alexandre Silveira, que têm demonstrado compromisso com a retomada dos investimentos em conhecimento geológico, essencial para a atração de investimentos, a descoberta de novas potencialidades minerais e o desenvolvimento sustentável dos municípios, dos estados e do Brasil”, disse o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões.

A retomada dos levantamentos aerogeofísicos após uma década é resultado de uma ação articulada entre o Serviço Geológico do Brasil e o Governo Federal. O trabalho está alinhado às diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao compromisso do Ministério de Minas e Energia, sob a liderança do ministro Alexandre Silveira, de fortalecer o conhecimento geocientífico nacional e ampliar a capacidade do Estado brasileiro de planejar seu desenvolvimento com base em informações estratégicas. O diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, ressalta que o Brasil vive um momento estratégico diante da crescente demanda global por minerais críticos. “O potencial geológico brasileiro coloca o país em papel de destaque no cenário internacional e, com a retomada dos voos, estamos produzindo dados qualificados que irão ampliar o conhecimento sobre o subsolo e apoiar o aproveitamento sustentável dos recursos naturais”.