Alcoa faz aquisição estratégica dos ativos da South32 por US$ 4,1 bilhões
A Alcoa anunciou que irá adquirir as participações da South32 na Worsley Alumina, na Hillside Aluminum e nos ativos da Brazil Alumina and Aluminum, por uma contraprestação inicial de US$ 3,1 bilhões em dinheiro e cerca de 17,0 milhões de ações ordinárias da Alcoa, representando um valor total de US$ 4,1 bilhões e um valor da empresa implícito de cerca de US$ 4,7 bilhões, incluindo a dívida relacionada a arrendamentos assumida. O negócio inclui um direito de valor contingente (CVR) de até US$ 750 milhões em dinheiro até 2030, vinculado aos preços de mercado da alumina e do alumínio.
Com a operação, a Alcoa prevê gerar sinergias de aproximadamente US$ 900 milhões em valor presente líquido; complementar o portfólio da Alcoa de operações globais de baixo custo de alumina e alumínio; aumentar o lucro por ação (LPA) e o fluxo de caixa livre da Alcoa imediatamente após o fechamento da operação e possibilitar uma geração de caixa mais robusta ao longo do ciclo. A Alcoa terá compromisso de dívida ponte de US$ 3,1 bilhões, com previsão de substituição por uma combinação de caixa disponível e financiamento de dívida de longo prazo antes do fechamento da operação, compromisso de manter um balanço patrimonial sólido e continuidade na gestão disciplinada da alocação de capital. A South32 receberá uma participação de aproximadamente 6% na Alcoa após o fechamento, sendo que pelo menos metade das ações será distribuída diretamente aos acionistas elegíveis da South32 por meio de uma distribuição em espécie logo após o fechamento, sendo que essas ações retidas poderão ser vendidas de forma ordenada. A expectativa é que a operação seja concluída no primeiro semestre de 2027, mas ainda está sujeita à aprovação dos acionistas da South32, às aprovações regulatórias necessárias e a outras condições habituais de fechamento, sem exigência de diligência adicional ou condições de financiamento.
A transação é atraente para a criação de valor a longo prazo, pois representa um encaixe estratégico natural, a consolidação lógica do setor, reunindo ativos semelhantes situados nas proximidades, a combinação de expertise e do modelo operacional da Alcoa para impulsionar o desempenho e a competitividade de custos e o aumento de escala que irá melhorar a resiliência da cadeia de suprimentos e o atendimento ao cliente. A sinergia entre as empresas deve gerar cerca de US$ 900 milhões (valor presente líquido), incluindo aproximadamente US$ 50 milhões em redução de custos recorrentes nos 12 meses após o fechamento, potencializar a força conjunta das operações na Austrália e valorizar os ativos brasileiros com a otimização do suprimento, além de incorporar uma fundição de grande porte e estável na África do Sul, com tecnologia consolidada. Na parte financeira, o negócio deve proporcionar aumento do lucro por ação e melhora dos indicadores de fluxo de caixa, com potencial de ganhos adicionais à medida que as sinergias forem concretizadas, permitir uma geração de caixa mais robusta ao longo do ciclo e melhorar de forma sustentável a posição nas curvas de custos.
Após a aquisição, a Alcoa manterá sua atual estrutura de alocação de capital para maximizar a criação de valor. A Alcoa adotará uma postura disciplinada para reduzir a alavancagem de seu balanço ao longo do tempo, visando métricas de alavancagem compatíveis com grau de investimento após o fechamento da operação ; O caixa excedente será alocado da seguinte forma: Atualmente, dividendo anual de US$ 0,40 por ação, Busca de sinergias esperadas com VPL de aproximadamente US$ 900 milhões, Continuidade da otimização da capacidade de fundições e refinarias e Continuidade do financiamento de projetos que proporcionem retornos superiores ao custo de capital. O perfil de risco do balanço da Alcoa é ainda mais mitigado por Participação acionária na Ma’aden avaliada em aproximadamente US$ 1,35 bilhão e Geração de caixa proveniente das vendas previstas de ativos de transformação.