Aclara inaugura planta piloto na Virgínia Tech, nos EUA
A Aclara Resources Inc. anuncia a inauguração de sua planta piloto de separação de terras raras localizada na Virginia Tech, em Blacksburg, Virgínia. Segundo a empresa, a instalação representa um marco importante na estratégia da Aclara de estabelecer uma cadeia de suprimentos de terras raras verticalmente integrada no Hemisfério Ocidental e apoiar o desenvolvimento de sua planejada instalação de separação em escala industrial na Louisiana.
A planta piloto foi projetada para validar e otimizar a tecnologia proprietária de separação de terras raras da Aclara, utilizando carbonatos de terras raras mistas de alta pureza, com alta concentração de terras raras pesadas, que serão produzidos a partir dos depósitos de argila iônica da Empresa no Brasil e no Chile. A instalação também vai gerar dados operacionais para apoiar a engenharia e a ampliação da futura planta em escala industrial da Aclara nos EUA.
A cerimônia de inauguração reuniu a alta direção da Virginia Tech, do Laboratório Nacional de Argonne, da L3 Process Development, da Aclara e representantes do governo dos EUA, incluindo o Departamento de Energia (DOE) e a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC), destacando a importância estratégica de estabelecer capacidades nacionais para processar terras raras pesadas e leves, atualmente restritas pela China. No ano passado, a Aclara garantiu US$ 5 milhões em financiamento para o desenvolvimento do projeto junto à DFC para apoiar o estudo de viabilidade de seu projeto de terras raras no Brasil.
De acordo com Eduardo Hochschild, Presidente do Conselho da Aclara, “demonstrar que a Aclara possui a tecnologia para separar terras raras — incluindo terras raras pesadas restritas à China — nos Estados Unidos representa um marco importante. Essa conquista é especialmente significativa porque a Aclara possui os depósitos de argila iônica de terras raras pesadas necessários para abastecer o processo, fornecendo uma fonte sustentável e confiável desses materiais críticos para o Hemisfério Ocidental. O evento de hoje consolida a posição da Aclara como uma empresa orientada pela tecnologia com matéria-prima segura e sustentável — posicionando a Aclara como um ator-chave na redução da dependência ocidental de cadeias de suprimentos globais restritas. Continuaremos trabalhando para confirmar e aprimorar nossa tecnologia, que, a médio prazo, também planejamos aplicar no Brasil e em outros países onde operamos.”
Christopher Saldaña, Subsecretário Adjunto do Escritório de Minerais Críticos, Materiais e Manufatura do Departamento de Energia dos EUA, comentou, por sua vez, afirmou que “o desenvolvimento de capacidades nacionais para o processamento de minerais críticos fortalece a segurança energética e a competitividade da indústria manufatureira dos EUA. A colaboração entre a indústria, os laboratórios nacionais, as universidades e o governo, é fundamental para construir e expandir cadeias de suprimentos resilientes para esses materiais estratégicos.”
David Hester, Diretor Executivo de Desenvolvimento de Projetos da DFC, disse que “a DFC tem o prazer de que nosso financiamento para desenvolvimento de projetos esteja fornecendo capital vital para acelerar o desenvolvimento da cadeia de suprimentos da Aclara na América do Sul. Estamos entusiasmados em apoiar um projeto tão impactante que se alinha com nossa prioridade de construir cadeias de suprimentos de minerais críticos mais diversificadas e resilientes, criando empregos nos Estados Unidos e impulsionando o desenvolvimento econômico entre nossos países parceiros.”
Aaron Noble, professor e chefe do Departamento de Engenharia de Minas e Minerais da Virginia Tech, comentou, que “a instalação piloto da Aclara representa uma importante oportunidade de colaboração entre a academia e a indústria. O projeto impulsionará a pesquisa em separação de terras raras, ao mesmo tempo que proporcionará oportunidades de treinamento prático para alunos e pesquisadores da Virginia Tech. Parcerias como esta são cruciais para o desenvolvimento das tecnologias e da força de trabalho necessárias para fortalecer as cadeias de suprimento de minerais críticos no país.”
Claus Daniel, diretor associado do Laboratório Nacional de Argonne, destacou que comentou que “o Argonne tem orgulho de apoiar esta iniciativa por meio do desenvolvimento de ferramentas digitais avançadas e modelos de inteligência artificial que ajudarão a otimizar os processos de separação de terras raras. Os dados gerados nesta planta piloto contribuirão para o desenvolvimento de um gêmeo digital capaz de melhorar a eficiência operacional e acelerar a implementação de futuras instalações industriais.”
Tommee Larochelle, Sócio-Gerente da L3 Process Development, afirmou: “Esta instalação vai além dos projetos-piloto tradicionais — é uma verdadeira demonstração de um fluxograma integrado de separação de terras raras, validando todo o processo e possibilitando a produção de materiais de grau comercial. Em um setor onde os cronogramas de desenvolvimento geralmente se estendem por vários anos, este projeto redefine o que é possível. Alcançar esse nível de execução em um prazo tão curto reflete tanto a visão clara da Aclara quanto a força de nossa colaboração técnica.”
A planta piloto foi projetada para produzir óxidos de terras raras leves (Dy), térbio (Tb) e neodímio (NdPr) separados. A expectativa é que os primeiros óxidos de terras raras leves (NdPr) separados sejam produzidos em maio de 2026 e óxidos de terras raras pesadas (Dy e Tb) em agosto de 2026. A planta piloto desempenhará um papel fundamental no avanço da estratégia industrial da Aclara nos EUA.
A planta piloto da Virginia Tech é um passo crucial para o desenvolvimento da planta de separação de terras raras planejada pela Aclara na Louisiana, que deverá se tornar a primeira instalação nos Estados Unidos capaz de produzir volumes significativos de óxidos de terras raras pesados integrados a depósitos de argila iônica.
A Aclara selecionou um local no Porto de Vinton, Louisiana, para o desenvolvimento da instalação industrial, projetada para produzir óxidos de disprósio, térbio, neodímio e praseodímio de alta pureza, utilizados em ímãs permanentes e tecnologias avançadas.
A Aclara pretende iniciar as operações da instalação na Louisiana em meados de 2028. O investimento previsto para a instalação industrial é de aproximadamente US$ 277 milhões.
Colocação privada de US$ 50 milhões em ações
A Aclara Resources Inc. irá vender, por meio de colocação privada sem corretagem, em duas parcelas, 24.215.548 ações ordinárias da empresa para uma receita bruta total de US$ 50.000.001 ao preço de C$ 2,83 por ação. Em relação à Colocação Privada, a companhia celebrou um contrato de subscrição com a CAP S.A., Hochschild Mining Holdings Limited e New Hartsdale Capital Inc. Cada uma das empresas concordou em subscrever e adquirir da companhia 9.686.219, 4.843.109 e 9.686.220 Ações Ordinárias, respectivamente. Atualmente, a CAP detém 9,97%, a Hochschild Mining detém 19,24% e a New Hartsdale detém 36,13% das Ações Ordinárias emitidas e em circulação da Companhia.
A Colocação Privada será concluída em duas etapas: a primeira etapa de 20.078.697 Ações Ordinárias para uma receita bruta total de US$ 41.458.276, que deverá ser concluída em ou por volta de 31 de março de 2026; e a segunda tranche de 4.136.851 Ações Ordinárias, totalizando uma receita bruta de US$ 8.541.725, com previsão de conclusão em ou por volta de 12 de maio de 2026. “Estamos muito satisfeitos em continuar apoiando a Aclara juntamente com a New Hartsdale e a CAP. Este financiamento reforça o compromisso de longo prazo dos principais acionistas da Aclara e fornece o capital necessário para impulsionar a Companhia rumo à fase de construção. Com recursos de terras raras pesadas de alta qualidade, tecnologias proprietárias de extração e processamento e um caminho claro para uma cadeia de suprimentos verticalmente integrada nas Américas, a Aclara está em uma posição única para se tornar a principal fornecedora de terras raras pesadas, essenciais para a transição energética global”, disse Eduardo Hochschild, Presidente do Conselho da Aclara e da Hochschild Mining.
Após a conclusão da Colocação Privada, espera-se que a CAP, a Hochschild Mining e a New Hartsdale detenham, respectivamente, 31.849.363, 47.630.213 e 90.027.095 Ações Ordinárias da Companhia. Essas participações representarão aproximadamente 12,92%, 19,32% e 36,51% das Ações Ordinárias emitidas e em circulação da Companhia, após o fechamento de mais de 10% do número de Ações Ordinárias atualmente emitidas e em circulação.
A Aclara pretende buscar a Aprovação dos Acionistas na assembleia geral anual e extraordinária de seus acionistas, a ser realizada em 7 de maio de 2026.
A Aclara pretende usar os recursos líquidos da Colocação Privada para financiar o desenvolvimento contínuo de seu Projeto Carina no Brasil, para avançar sua estratégia integrada de cadeia de suprimentos, incluindo o desenvolvimento de sua instalação de terras raras pesadas na Louisiana (Estados Unidos), a expansão de sua cadeia de valor de terras raras por meio da Aclara Metals Inc. e outras iniciativas relacionadas, e para fins corporativos gerais.