17/11/2020
VALE

Inteligência Artificial para proteger a Amazônia

O Fundo Vale, mantido pela Vale, a Microsoft e a ONG Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) assinaram parceria para a criação de uma ferramenta de Inteligência Artificial com objetivo de antecipar informações de regiões com maior risco de desmatamento e incêndios na Amazônia. A ferramenta analisa diversos dados, como topografia, cobertura do solo, infraestrutura urbana, estradas legais e ilegais e dados socioeconômicos para identificar possíveis tendências de mudanças no uso do solo. 

O Imazon disponibilizará dados publicamente em um painel de controle (dashboard) exclusivo para o projeto. Estas informações poderão ser utilizadas por órgãos públicos para ações preventivas de combate e controle e pelo setor financeiro e o agronegócio, a fim de mitigar riscos de investimentos e transações de mercado associadas ao desmatamento ilegal. A expectativa é que a tecnologia esteja disponível na próxima estação seca da Amazônia, até julho de 2021.

A Vale já protege 800 mil hectares de florestas na Amazônia e informou que pretende conservar e restaurar mais 500 mil hectares de mata nativa até 2030. A iniciativa faz parte do plano da companhia de tornar-se uma empresa carbono neutra em 2050. "O sistema da Microsoft tem potencial de ser usado também para avaliar áreas de restauração florestal e vulnerabilidade ao fogo, ajudando a produzir dados mais concretos para arranjos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) que poderão ser adotados pela Vale em mercados de créditos de carbono", explica a diretora do Fundo Vale, Patrícia Daros. O pesquisador associado do Imazon e coordenador do projeto, Carlos Souza Jr., diz que a nova ferramenta é um modelo preditivo de desmatamento e queimadas e vai aprimorar o Sistema de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia (SAD), criado em 2010 também com o apoio financeiro do Fundo Vale. O SAD monitora e reporta o desmatamento e a degradação florestal mensalmente, além de gerar mapas diários de focos de calor de queimadas ativas, a partir do cruzamento de dados de várias fontes, como o INPE e a NASA. "O modelo de risco de desmatamento e queimadas permitirá a previsão de desmatamento futuro no curto prazo, ou seja, nos próximos seis meses. No final, não queremos que os nossos modelos de risco acertem na previsão, e sim que o desmatamento e as queimadas sejam evitados", completa.

A presidente da Microsoft no Brasil, Tânia Cosentino, comenta que a parceria faz parte do "Microsoft Mais Brasil", um plano abrangente que visa promover o crescimento do país, criar oportunidades de emprego e contribuir com a sustentabilidade. "Com o uso de Inteligência Artificial para prevenir o desmatamento da Amazônia, queremos reforçar nossa parceria com o país e destacar que a tecnologia também é uma importante ferramenta para apoiar na preservação de um dos principais biomas brasileiros", afirma. A Microsoft expandiu sua oferta de nuvem no país, estabeleceu uma aliança com o Ministério da Economia para auxiliar na busca por oportunidades de emprego para até 25 milhões de trabalhadores e oferecer treinamento digital gratuito com capacidade para treinar até 5,5 milhões de pessoas.