SGB destaca investimentos em levantamento aerogeofísicos
O presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Vilmar Simões afirmou na abertura do XXII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin), dia 17 de maio, em Ouro Preto (MG), que o Brasil tem condições geológicas singulares para se consolidar como protagonista global na produção de minerais críticos e estratégicos. “O Brasil reúne condições geológicas singulares para minerar minerais críticos e estratégicos, essenciais à transição energética, à inovação tecnológica e à produção de fertilizantes”, afirmou.
Para Vilmar, o Brasil possui lítio, grafita, níquel, cobre e potássio que serão fundamentais para a transição energética, inovação tecnológica e produção de fertilizantes, colocando o Brasil em posição privilegiada no cenário internacional. O presidente do SGB abordou ainda as discussões regulatórias no Congresso Nacional envolvendo a criação de uma Política Nacional de Minerais Críticos. A recente aprovação de um projeto de lei na Câmara dos Deputados pode abrir caminho para a consolidação de um marco estratégico para o setor mineral brasileiro.
Durante seu discurso, Vilmar ressaltou a diferença do papel institucional do órgão em relação às empresas mineradoras. “O Serviço Geológico não é uma empresa de mineração. Nós não temos essa missão, nem a pretensão de ser uma empresa de mineração”, afirmou. Para Simões, a função do SGB é produzir e disseminar informações geocientíficas de alta qualidade, apoiando o planejamento territorial, a redução de riscos geológicos e o desenvolvimento sustentável da indústria mineral. Vilmar comentou também sobre o maior projeto colaborativo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) já realizado pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com empresas de mineração. O projeto reúne cerca de 40 pesquisadores do SGB, universidades e instituições acadêmicas com o objetivo de ampliar o conhecimento geológico sobre a Província Mineral de Carajás, uma das mais importantes do mundo.
O presidente do SGB também informou que o órgão avança na modernização da infraestrutura laboratorial brasileira por meio de um projeto desenvolvido em parceria com a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O projeto prevê investimentos da ordem de R$ 200 milhões na construção e aquisição de laboratórios voltados a isotopia e geocronologia. “Creio que dentro de dois a três anos teremos um dos melhores laboratórios da América Latina graças a essa parceria”, afirmou. Vilmar Simões destacou ainda a retomada dos levantamentos aerogeofisicos no Brasil após mais de uma década de paralisação. O primeiro projeto foi iniciado em 2025 no estado do Tocantins, com investimentos próximos de R$ 11 milhões do governo federal. Os voos foram concluídos em março e os resultados começarão a ser disponibilizados durante o Simexmin.
O presidente do SGB informou ainda que um novo aerolevantamento já está em andamento no leste de Goiás, em estágio avançado, com investimentos estimados em cerca de R$ 12 milhões. “Os dados deverão ser disponibilizados ao setor mineral, à academia e aos pesquisadores nos próximos meses, fortalecendo a geração de conhecimento geológico e reduzindo riscos para novos investimentos em exploração mineral no Brasil”.