Recuperação de energia em correias transportadoras
A Samarco concluiu um projeto-piloto que comprova o potencial de recuperação de energia em correias transportadoras móveis instaladas em trechos descendentes do Complexo de Germano, em Mariana (MG). Desenvolvido pelas equipes de Elétrica da Mina e Utilidades da unidade, o projeto avaliou o comportamento regenerativo dos equipamentos e abre caminho para novas aplicações na operação. As estimativas indicam que uma correia equipada com dois acionamentos de 400 cv, operando 80% do tempo e com 60% da carga, pode recuperar aproximadamente 166 mil kWh por mês. O volume equivale ao consumo anual de cerca de 69 residências, considerando uma média de 200 kWh mensais por unidade familiar.
O princípio da regeneração de energia já é utilizado em diferentes aplicações industriais e minerárias ao redor do mundo, mas sua aplicação em correias transportadoras móveis instaladas em trechos descendentes ainda apresenta oportunidades de expansão no setor. “Quando uma correia opera em descida, o peso do minério transportado ajuda a movimentar o sistema. Nessa condição, o motor deixa de atuar apenas como consumidor de energia e passa a funcionar como gerador”, afirma Alex Augusto Cândido Teixeira, supervisor de Manutenção da Samarco. “Com o uso de inversores regenerativos, essa energia é devolvida ao sistema elétrico de forma controlada e aproveitada por outras cargas da planta, reduzindo a demanda total de energia da unidade”, complementa.
Em aplicações com características semelhantes, estudos internacionais indicam que sistemas regenerativos instalados em correias transportadoras operando em trechos descendentes podem recuperar entre 30% e 45% da energia consumida por sistemas convencionais. Além dos benefícios energéticos, a iniciativa pode contribuir para a redução de custos operacionais e para o melhor aproveitamento dos recursos energéticos já disponíveis na operação, ao reforçar a competitividade do processo produtivo.
A iniciativa integra os esforços da Samarco para ampliar a eficiência energética de suas operações e apoiar a meta da empresa de reduzir em 30% as emissões de gases de efeito estufa até 2032. Com os resultados obtidos no projeto-piloto, novas oportunidades de aplicação da tecnologia já estão sendo avaliadas no Complexo de Germano, reforçando o compromisso da empresa com inovação, competitividade e sustentabilidade.