Vale investe US$ 685 milhões em 2025 e avança no uso de IA

14/07/2026
Em 2025, a mineradora investiu US$ 685 milhões (cerca de R$ 3,78 bilhões) em PD&I e manteve um portfólio com mais de 350 projetos.

 

A Vale acaba de lançar o primeiro Relatório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), publicação que consolida investimentos, governança, parcerias e cases aplicados à transformação da mineração. Em 2025, a mineradora investiu US$ 685 milhões (cerca de R$ 3,78 bilhões) em PD&I e manteve um portfólio com mais de 350 projetos. A vale tem uma agenda apoiada por 16 hubs de inovação próprios e reforça a conexão com a academia, com mais de R$ 38,4 milhões em bolsas vinculadas a projetos de PD&I desenvolvidos em universidades e institutos de pesquisa, e mais de R$ 10 milhões em infraestrutura de pesquisa. Mais do que reunir iniciativas tecnológicas, o documento mostra como PD&I se tornou parte da estratégia da companhia para responder a desafios do setor como operar com mais segurança e eficiência, reduzir impactos ambientais e ampliar a contribuição da mineração para a transição energética.

O relatório tem como premissa que a Mineração do Futuro será definida por uma cadeia inteira transformada por ciência, dados, automação, inteligência artificial, circularidade e soluções de menor emissão. Essa cadeia começa na pesquisa e na exploração mineral, passa por minas autônomas, usinas digitais, ferrovias, portos e navegação, e chega aos clientes da siderurgia, com produtos e modelos industriais voltados à redução de emissões. “Construir a Mineração do Futuro exige disciplina, aprendizado contínuo e coragem para inovar com responsabilidade. O relatório demonstra que estamos fazendo isso de forma consistente, integrando conhecimento técnico, execução em campo e uma cultura que coloca a vida sempre em primeiro lugar”, afirmou Paulo Celso Pires, Diretor de Tecnologia e Inovação da Vale.

O principal avanço e destaque do relatório é a inteligência artificial em ambientes industriais. A Vale já tem mais de 45 soluções de IA aplicadas à cadeia de valor, com uso em mina, usina, pelotização, ferrovia, porto, navegação, monitoramento de ativos, exploração mineral e áreas corporativas. Essas tecnologias apoiam a tomada de decisão e ajudam a resolver problemas concretos da operação: prever condições climáticas, apoiar decisões de lavra, monitorar ativos críticos, otimizar frota marítima, reduzir consumo de insumos, melhorar previsibilidade logística e ampliar a segurança. Entre os exemplos estão o MinAInteligente, com IA aplicada à eficiência e previsibilidade na mina; o SabIA, IA generativa para busca de informações técnicas de exploração mineral; o PelotAInteligente, voltado à otimização da pelotização e redução do consumo de gás natural; e o VESO, simulador que combina produção, custos e emissões para apoiar decisões de descarbonização.

A agenda de automação da Vale reforça que a Mineração do Futuro vai além da evolução tecnológica e envolve novas competências, modelos de operação e formas de trabalho. Mais de 90 equipamentos autônomos estão em operação no Brasil, incluindo caminhões fora de estrada, perfuratrizes e máquinas de pátio. A tecnologia permite que atividades sejam conduzidas a partir de ambientes mais seguros, conectados e orientados por dados. Cerca de 300 postos de trabalho passaram por transformação, com empregados capacitados para novas funções ou para atuar de forma diferente, interagindo com veículos e máquinas autônomas.

Entre os exemplos está a mina de Capanema, em Ouro Preto, Minas Gerais, retomada após 22 anos paralisada. A operação foi concebida alinhada a novos paradigmas da companhia: operação 100% autônoma, mineração a seco, sem uso de água no processamento, sem geração de rejeitos, sem barragens e com reaproveitamento de minério contido em antiga pilha de estéril. Em 2025, a Vale produziu 26,3 milhões de toneladas de minério de ferro a partir de fontes circulares, o equivalente a cerca de 8% da produção total e mais do que o dobro do que produziu no ano anterior. A meta é chegar a 10% da produção anual até 2030.

O Programa de Mineração Circular reúne mais de 100 iniciativas e entre os exemplos estão o reaproveitamento de estéreis e rejeitos, a produção de areia sustentável, a fábrica de blocos da Mina do Pico e soluções que transformam materiais antes tratados como passivos em novos produtos ou insumos para a cadeia produtiva. A inovação na mineração também avança para além da mina. Nos portos, ferrovias e navegação, a Vale desenvolve soluções voltadas à segurança, eficiência logística, redução de emissões e previsibilidade operacional. Iniciativas como drones para amarração de navios no Porto Norte (São Luis, MA), painéis solares em locomotivas da Estrada de Ferro Carajás, AIFleet, Ecoshipping e VESO, ferramenta de simulação que combina custos, produção e emissões.

Na cadeia do aço, a companhia destaca produtos e soluções voltados à redução de emissões dos clientes. Os briquetes de minério de ferro têm potencial de reduzir em até 10% as emissões de gases de efeito estufa na siderurgia, enquanto os Mega Hubs podem reduzir em até 70% as emissões em comparação à rota tradicional. O relatório na íntegra pode ser acessado pelo https://vale.com/documents/d/guest/relatorio_pdi_2025.