Aura Minerals já recircula quase 60% da água da unidade Almas

06/07/2026
Na operação de Almas, a água utilizada no beneficiamento do minério é reaproveitada em diferentes etapas do processo.

 

A Aura Minerals atingiu o índice de quase recircular 60% da água captada em seu processo produtivo na unidade Almas (TO), além de realizar 187 análises da qualidade da água ao longo de 2025, o que reflete uma tendência que ganha força no setor mineral: transformar a segurança hídrica em um fator de competitividade e resiliência operacional. Na operação de Almas, a água utilizada no beneficiamento do minério é reaproveitada em diferentes etapas do processo. O rejeito enviado à barragem é composto por partes iguais de sólidos e líquidos e, após a deposição do material sólido, a água é captada por bombas e reinserida no processo produtivo, sem descarte de efluentes no ambiente. A unidade também acompanha continuamente a qualidade da água por meio de 18 pontos de monitoramento — 13 superficiais e cinco subterrâneos — distribuídos na mina.

A empresa diz que esse cenário tem ampliado a demanda por profissionais especializados em engenharia ambiental, hidrologia e gestão de recursos naturais. Na Aura, a engenheira ambiental Luiza Murta Gatti atua na gestão ambiental da operação Almas e acompanha iniciativas voltadas ao monitoramento dos recursos hídricos e ao uso eficiente da água. "Atuar com gestão ambiental e recursos hídricos representa um grande desafio, mas também uma oportunidade de contribuir para que a mineração seja cada vez mais sustentável. Acredito que o equilíbrio entre produção, preservação ambiental e desenvolvimento social é o caminho para garantir que os recursos naturais sejam utilizados de forma responsável e deixem um legado positivo para as próximas gerações", afirma Luiza.

A engenheira ambiental optou por trabalhar na área para atuar justamente na conciliação entre mineração, conservação ambiental e desenvolvimento regional. Segundo ela, a gestão hídrica exige uma visão integrada sobre o uso dos recursos naturais e seus impactos para a região. "Preservar o Rio Manuel Alves significa também proteger córregos, nascentes, águas subterrâneas e todo o ecossistema que depende dele. Cuidar da água é garantir qualidade de vida para as comunidades, conservar a biodiversidade do Cerrado e assegurar esse recurso para as futuras gerações”. A evolução da agenda ambiental também vem alterando o perfil dos profissionais que ocupam funções estratégicas na mineração. As mulheres representam 22% da força de trabalho do setor, segundo levantamento da Women in Mining Brasil (WIM Brasil), e cresce a participação justamente em áreas ligadas à engenharia, geologia, meio ambiente e gestão hídrica, responsáveis por apoiar decisões críticas para a adaptação das operações aos desafios climáticos. Para Luiza, ampliar a presença feminina nesses espaços fortalece a capacidade de inovação das equipes e amplia as perspectivas na tomada de decisão. "A engenharia ambiental conecta diferentes interesses em torno de um mesmo recurso. Quando mais mulheres ocupam esses espaços, ampliamos a diversidade de visões e fortalecemos a construção de soluções inovadoras para desafios complexos”. Na Aura, a gestão dos recursos naturais integra a estratégia de sustentabilidade da companhia e combina tecnologia, monitoramento ambiental e diálogo permanente com os diferentes atores do território. Na própria unidade de Almas, a gestão inteligente se traduz na prática por meio da recirculação hídrica em circuito fechado e no uso pioneiro de Inteligência Artificial (IA) para otimizar o consumo de energia na planta de processamento. A experiência apresentada em Natividade reforça uma transformação que ganha espaço na mineração brasileira: diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, a água deixa de ser apenas um insumo operacional para se consolidar como um dos principais fatores de resiliência, competitividade e desenvolvimento sustentável do setor.