Receita líquida alcança quase US$ 2 bilhões em 2025
A Samarco registrou receita líquida de US$ 1,898 bilhão em 2025 e um EBITDA ajustado de US$ 1,087 bilhão frente a US$ 834 milhões do ano anterior, resultados impulsionados por uma maior estabilidade operacional e disciplina de custos. O desempenho financeiro do ano reflete, entre outros fatores, a consolidação do ramp-up das operações até 60% da capacidade instalada. A produção anual totalizou 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, sendo o maior volume desde a retomada das operações em 2020. Já as vendas foram de 15,9 milhões de toneladas, crescimento de 68% frente ao obtido em 2024. “Mantivemos o foco naquilo que está ao nosso alcance: operar com segurança, cuidar das nossas pessoas, cumprir o plano de negócios e avançar em nossos compromissos de longo prazo. Concluímos o ramp-up da fase 2, estabilizamos as plantas e reforçamos a nossa geração de caixa”, afirmou o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela.
“Com a forte geração de caixa e a estabilidade operacional obtidas, conseguimos alcançar melhorias significativas. Além disso, a conclusão da Recuperação Judicial marcou o término de um período de reorganização financeira e regulatória, reforçando a governança corporativa e a capacidade de execução da companhia para o longo prazo”, declarou o diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos, Gustavo Selayzim. A capacidade total deve ser atingida em 2028, o que demandará investimentos de R$ 13,8 bilhões, já aprovados pelo Conselho de Administração da Samarco no final do ano passado, o maior montante já aportado pela empresa em sua história. “Todos os resultados, somados a uma gestão sólida e responsável, criam bases firmes para a execução da próxima fase. Retomaremos a nossa capacidade total e continuamos olhando e dialogando com os nossos territórios, focados na segurança e sem barragens de rejeito em nossas operações”, comentou Vilela.
Em 2025, a Samarco alcançou uma Taxa Total de Frequência de Acidentes (TRIFR) de 0,63, desempenho superior à referência global da indústria, de 0,91. O índice de acidentes com afastamento (LTA) encerrou o ano em 0,13, reforçando a robustez dos controles operacionais, além de manter 100% de conformidade nos relatórios de estabilidade de barragens e a renovação integral das Declarações de Condição de Estabilidade (DCE) e das Declarações de Conformidade e Operacionalidade (DCO). Toda a operação permaneceu aderente ao Global Industry Standard for Tailings Management (GISTM), padrão global que orienta empresas de mineração na gestão segura de barragens de rejeitos, reforçando práticas de segurança, governança e transparência para prevenir acidentes. A descaracterização da barragem do Germano encontra-se em estágio avançado e tem previsão de finalização para 2027, antecipando-se ao prazo legal originalmente definido, de 2029.
A Samarco concluiu durante 2025 a reparação dos impactos decorrentes do rompimento de Fundão. A empresa concluiu o primeiro ciclo completo de execução do Novo Acordo do Rio Doce, fortalecendo um modelo mais eficiente, transparente e direto e a liquidação da Fundação Renova foi finalizada, estabelecendo uma transição para a execução direta das ações pela Samarco, que, em 2025, destinou cerca de US$ 4 bilhões em obrigação de fazer e aproximadamente US$ 2 bilhões em obrigação de pagar. Em 2025, houve avanços significativos em indenizações, a conclusão das obras dos reassentamentos que estavam em andamento antes da homologação do Novo Acordo, além de iniciativas de recuperação ambiental, com foco em restauração florestal, melhoria da qualidade da água e monitoramento contínuo da Bacia do Rio Doce. Esses progressos reforçam o compromisso permanente da Samarco com uma reparação definitiva centrada nas comunidades e meio ambiente.