Projeto da Ero Copper, em Carajás, requer investimentos de US$ 1,3 bilhão
A Ero Copper Corp. anuncia os resultados da Avaliação Econômica Preliminar ("PEA) ") do Projeto de Cobre-Ouro Furnas, localizado na Província Mineral de Carajás, no Estado do Pará.
O estudo descreve o potencial para uma operação de cobre-ouro em grande escala e longa vida útil, com um perfil de produção robusto e economia excepcional, reforçando Furnas como um ativo fundamental dentro do pipeline de crescimento orgânico da Empresa. Furnas está sendo desenvolvido em parceria com a Vale Base Metals ("VBM") de acordo com um acordo de aquisição de participação, no qual a Ero Copper obterá uma participação de 60% após a conclusão dos programas de trabalho prescritos.
A vida útil para o projeto é estimada em 24 anos, com base na estimativa atualizada de recursos minerais, que permanece aberta em profundidade e lateralmente ao longo da direção da jazida.
Para o empreendimento, prevê-se uma produção média anual de cobre equivalente de aproximadamente 108.000 toneladas nos primeiros 15 anos de operação, incluindo aproximadamente 70.000 toneladas de cobre, 111.000 onças de ouro e 532.000 onças de prata por ano.
O Capex para a implantação de Furnas está estimado em US$ 1,3 bilhão, “com baixa intensidade de capital de aproximadamente US$ 16.000 por tonelada equivalente de cobre”, segundo a empresa. Os custos operacionais ao longo da vida útil da mina estão previstos em US$ 0,30 por libra de cobre produzida, “sustentados por créditos significativos de ouro e prata como subprodutos”.
O Valor Presente Líquido (VPL), após impostos (8%), é de US$ 2 bilhões e a Taxa Interna de Retorno (TIR), também após impostos, de 27%, com base nos preços de longo prazo do cobre, ouro e prata de US$ 4,60 por libre, US$ 3.300 por onça e US$ 40,00 por onça, respectivamente.
“Com o cobre a US$ 6,10 por libra e o ouro a US$ 5.550 por onça, o VPL (8%) após impostos do Projeto mais que dobra, chegando a US$ 4,7 bilhões, com a TIR (Taxa Interna de Retorno) após impostos aumentando para aproximadamente 44,0%”, informa a Ero Copper.
A produção ao longo da vida útil da mina totaliza mais de 1,2 milhão de toneladas de cobre e aproximadamente 2,0 milhões e 9,0 milhões de onças de ouro e prata, respectivamente.
A Companhia informa, ainda, que está avaliando diversas oportunidades com potencial para aumentar o valor, incluindo perfuração exploratória em andamento, a adição de um circuito de recuperação de magnetita para produzir um concentrado de magnetita de alta qualidade como subproduto e um estágio de pré-concentração por gravidade para aumentar a recuperação de ouro.
“Os resultados do Estudo Econômico Preliminar (PEA) sobre Furnas, o primeiro já publicado sobre o Projeto, reforçam o quão excepcional ele é como ativo", disse Makko DeFilippo, Presidente e Diretor Executivo da Ero Copper. Segundo ele, o PEA descreve uma operação de cobre e ouro em grande escala e longa vida útil, com forte base econômica, sustentada por baixa intensidade de capital, custos operacionais no primeiro quartil e uma taxa interna de retorno atrativa em um amplo espectro de preços de commodities.
"O anúncio de hoje é o culminar de múltiplas campanhas de perfuração exploratória e de uma base sólida de estudos técnicos e de engenharia desenvolvidos em Furnas ao longo de mais de uma década. Embora já seja um ativo único em sua classe, o depósito permanece aberto e estamos entusiasmados com o potencial que vemos para aumentar ainda mais a extensão conhecida da mineralização, agregando valor incremental e prolongando a vida útil da mina. A estratégia da Ero tem se concentrado no desenvolvimento responsável da mina, com uma parcela significativa da produção de Furnas ao longo de sua vida útil prevista para ser proveniente do subsolo. Essa abordagem resultou em uma pegada reduzida em comparação com cenários alternativos menos seletivos e em um projeto que se alinha bem com nossos pontos fortes operacionais. Estamos muito satisfeitos em trabalhar ao lado de um parceiro tão forte como a VBM para avançar nas frentes de trabalho de exploração, engenharia e licenciamento, a fim de gerar valor para todas as partes interessadas do Projeto”, salientou.
A empresa esclarece que o Estudo Econômico Preliminar (PEA) é de natureza preliminar e inclui recursos minerais inferidos, que são considerados geologicamente especulativos demais para que as considerações econômicas aplicadas a eles permitam que sejam categorizados como reservas minerais, e não há certeza de que o PEA será concretizado. Recursos minerais que não são reservas minerais não têm viabilidade econômica comprovada.