Produção de alumínio cresce 5% em 2025
A Alcoa registrou receita de US$ 3,4 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de 15% em relação ao trimestre anterior, enquanto o lucro líquido atingiu US$ 226 milhões, ou US$ 0,85 por ação ordinária. Já o lucro líquido ajustado cresceu para US$ 335 milhões, ou US$ 1,26 por ação ordinária e o EBITDA ajustado, excluindo itens especiais, teve incremento de US$ 276 milhões em relação ao trimestre anterior, atingindo US$ 546 milhões nos três últimos meses de 2025.
A caixa proveniente das operações gerou uma melhoria sequencial de US$ 452 milhões nos três últimos meses do ano passado e a Alcoa encerrou o quarto trimestre de 2025 com um saldo de caixa de US$ 1,6 bilhão, incluindo o resgate dos US$ 141 milhões restantes em títulos seniores de 5,5% com vencimento em 2027 (Títulos de 2027).
A receita e o lucro líquido da Alcoa em 2025 cresceram 8%, para US$ 12,8 bilhões, e para US$ 1,2 bilhão, ou US$ 4,42 por ação ordinária, respectivamente. Já o lucro líquido ajustado aumentou para US$ 1 bilhão, ou US$ 3,77 por ação ordinária, enquanto o EBITDA ajustado, excluindo itens especiais, aumentou para US$ 2,0 bilhões. Foram gerados US$ 1,2 bilhão em caixa proveniente das operações, um aumento de US$ 563 milhões e a Alcoa conseguiu reduzir a dívida total para US$ 2,4 bilhões; redução da dívida líquida ajustada para US$ 1,5 bilhão.
A produção de alumina caiu 4% em 2025, principalmente devido à paralisação total da refinaria de Kwinana, concluída em junho de 2024. A produção de alumínio aumentou 5% ao ano, principalmente devido à retomada da capacidade das fundições de Alumar (Brasil), San Ciprián (Espanha) e Lista (Noruega). No segmento de alumina, as remessas de alumina para terceiros caíram 2% ao ano, devido à redução da atividade comercial e à menor produção, parcialmente compensadas pelo aumento das vendas de alumina de fontes externas para atender aos compromissos com os clientes. No segmento de alumínio, o total de remessas registrou decréscimo de 3% ao ano, principalmente devido à ausência de volumes de escoamento da Ma'aden, parcialmente compensada pelo aumento da produção. “Ao refletirmos sobre 2025, mantivemos nosso ritmo de cumprimento dos principais objetivos operacionais, estratégicos e de alocação de capital, ao mesmo tempo em que estabelecemos diversos recordes de produção”, disse William F. Oplinger, presidente e CEO da Alcoa. “Continuamos a aproveitar nosso momento positivo por meio de uma execução operacional e financeira disciplinada, juntamente com iniciativas estratégicas para maximizar a criação de valor”.
Em 2025, a Alcoa também concluiu a venda da participação na joint venture com a Saudi Arabian Mining Company (Ma'aden) e, em 13 de novembro de 2025, a ELYSIS iniciou com sucesso a produção da primeira célula de ânodo inerte de 450 quiloampères (kA) na fundição Alma da Rio Tinto, em Quebec, Canadá. Isso representa um marco fundamental para a comercialização em larga escala da tecnologia. Em janeiro de 2026, após concluir uma revisão abrangente dos comentários recebidos, a Alcoa submeteu à Autoridade de Proteção Ambiental da Austrália Ocidental (WA EPA) as respostas aos comentários recebidos de entidades governamentais durante um período de 12 semanas de consulta pública sobre as atividades de mineração da companhia na Austrália. Essas atividades incluem o plano de mineração para as próximas regiões de mineração principais (Myara North e Holyoake) e o plano de mineração quinquenal contínuo (2023-2027) encaminhado à WA EPA em 2023 por terceiros. A Alcoa está comprometida em continuar trabalhando em colaboração com as partes interessadas para obter as decisões ministeriais até o final de 2026. A Alcoa formou ainda uma joint venture com a IGNIS Equity Holdings, SL para apoiar a continuidade das operações do complexo de San Ciprián, na Espanha, além de anunciar o encerramento permanente da refinaria de Kwinana, na Austrália.
Para 2026, a Alcoa prevê que a produção total do segmento de alumina ficará entre 9,7 e 9,9 milhões de toneladas métricas, um aumento em relação a 2025 devido a melhorias na produtividade. Os embarques de alumina devem ficar na faixa entre 11,8 e 12,0 milhões de toneladas métricas. A diferença entre a produção e os embarques, que diminuiu em relação a 2025, reflete os volumes de comercialização e a alumina adquirida externamente para atender aos contratos com clientes. Já a produção total do segmento de alumínio ficará entre 2,4 e 2,6 milhões de toneladas métricas, um aumento em relação a 2025 devido à retomada das operações das fundições. Espera-se que os embarques de alumínio fiquem entre 2,6 e 2,8 milhões de toneladas métricas.
No segmento de alumina, a empresa prevê impactos negativos sequenciais no EBITDA ajustado do primeiro trimestre de 2026, no valor de US$ 30 milhões, devido aos impactos típicos do primeiro trimestre, como o início dos ciclos de manutenção e a redução das remessas de alumina, bem como a queda nos preços e no volume de contratos de fornecimento e comercialização de bauxita. Para o EBITDA ajustado do segmento de alumínio no primeiro trimestre de 2026, a Alcoa prevê impactos negativos sequenciais de US$ 70 milhões devido à ausência da compensação de dióxido de carbono da Espanha e da Noruega, reconhecida no quarto trimestre de 2025, e aos maiores custos de produção associados à retomada das operações da fundição de San Ciprián. Com base nas condições atuais do mercado de alumina e alumínio, a Alcoa prevê que a despesa operacional com impostos no primeiro trimestre de 2026 será de aproximadamente US$ 65 milhões a US$ 75 milhões, podendo variar de acordo com as condições de mercado e a rentabilidade em cada jurisdição.