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TERRAS RARAS

Mosaic e Rainbow Rare Earths fazem parceria em MG

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Acordo prevê desenvolvimento conjunto de fluxograma de processo e avaliação econômica preliminar para extrair terras raras do fosfogesso gerado na operação da Mosaic em Minas Gerais.

A Rainbow Rare Earths firmou memorando de entendimento com a The Mosaic Company para desenvolver em conjunto um fluxograma de processo e conduzir uma avaliação econômica preliminar relacionada à extração de elementos de terras raras da pilha de fosfogesso da Mosaic na área de Uberaba (MG).

A pilha de fosfogesso de Uberaba contém valiosos elementos de terras raras que ocorrem como subprodutos da produção de ácido fosfórico. O material de fosfogesso de Uberaba é semelhante ao projeto Phalaborwa da Rainbow na África do Sul, baseado em um depósito de fosfato de carbonatito de rocha dura. Embora o carbonatito de rocha dura não contenha terras raras em quantidades suficientes para serem mineradas apenas para esses elementos, os processos vegetais pelos quais ele passa servem para concentrar a quantidade de terras raras nele contidas, resultando em concentrações mais altas de terras raras do que na rocha dura original.

Este processo também submete o material ao ácido sulfúrico e ao calor, o que transforma o fosfogesso químico 'craqueado' em Phalaborwa. O benefício disso é que ele pode tornar as terras raras associadas ao fosfogesso passíveis de lixiviação ácida direta, o que permite um processo hidrometalúrgico mais simples para produzir óxidos de terras raras separados e purificados. As primeiras indicações são de que a pilha de fosfogesso de Uberaba têm um teor semelhante ao das pilhas de Phalaborwa e contém uma composição semelhante de elementos de terras raras. Amostras das pilhas foram coletadas e estão sendo testadas pelos Laboratórios SGS em Toronto.

Pelo memorando, as duas empresas irão desenvolver um fluxograma de processo para extrair os elementos de terras raras da pilha de Uberaba. Devido à semelhança dos projetos Phalaborwa e Uberaba, a Rainbow antecipa que a maior parte do fluxograma do processo de front-end Phalaborwa (desenvolvido em conjunto pela Rainbow e K-Technologies, Inc. ("K-Tech") para fornecer uma mistura de sulfato de terras raras) será aplicável, bem como o fluxograma do processo de back-end Phalaborwa (a propriedade intelectual K-Tech patenteada ("IP") que usa troca iônica contínua e cromatografia iônica contínua para fornecer óxidos de terras raras separados). A Rainbow tem os direitos exclusivos de usar o IP de back-end da K-Tech para o Brasil.

Após a produção do fluxograma do processo, a Rainbow e a Mosaic colaborarão na produção de uma avaliação econômica preliminar desta oportunidade de extrair terras raras. "Este acordo com a Mosaic representa uma grande oportunidade para a Rainbow aplicar a tecnologia de extração proprietária desenvolvida em conjunto com a K-Tech para se tornar um produtor de múltiplos ativos de elementos de terras raras de fontes secundárias. A diversificação de nosso portfólio reduz ainda mais os riscos da Rainbow como uma das únicas empresas de desenvolvimento de terras raras com várias oportunidades de produção no curto prazo e se alinha com nosso objetivo de ser um precursor no estabelecimento de uma cadeia de fornecimento independente e ética dos elementos de terras raras que estão impulsionando a transição para a energia verde, disse George Bennett, CEO da Rainbow. Já Corrine Ricard, vice-presidente sênior da Mosaic, comentou que a inovação e a sustentabilidade são extremamente importantes para a Mosaic e é por isso que o grupo está entusiasmado com a parceria da Rainbow para explorar óxidos de terras raras da pilha de gesso em Uberaba.

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