Lucro global da AngloGold Ashanti cresce 187% e atinge US$ 1,3 bilhão
A AngloGold Ashanti produziu, em âmbito global, 724 mil onças no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 1% em relação às 720 mil onças do mesmo período de 2025. A divisão latino-americana da empresa, com operações no Brasil e Argentina, destacou-se com uma produção de 117 mil onças, com destaque para a operação brasileira, com sede em Minas Gerais, que registrou a produção de 67 mil onças e um crescimento de 16%. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo aumento da produtividade nas frentes subterrâneas do Complexo Cuiabá. “O coração das operações no Brasil continua sendo a Operação Cuiabá, que compreende as minas subterrâneas de Cuiabá (Sabará) e Lamego (Sabará/Caeté). Toda a produção converge para a planta metalúrgica do Queiroz, em Nova Lima, onde o minério passa pelas etapas finais de beneficiamento e fundição”, explica o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luís Lima. Atualmente, Cuiabá detém o título de maior mina subterrânea do Brasil e é o ponto mais profundo do território brasileiro, com galerias que chegam a 1.600 metros abaixo da superfície. No entanto, o potencial de expansão pode ir além, pois sondagens geológicas recentes confirmaram a presença de ouro em profundidades superiores a 2.400 metros, abrindo caminho para futuros investimentos em infraestrutura e extensão da vida útil da mina.
Do lado argentino, a unidade de Cerro Vanguardia também apresentou números positivos. A planta produziu 50 mil onças de ouro nos três primeiros meses do ano, uma evolução de 6% frente ao mesmo intervalo de 2025. O crescimento reflete a estabilidade operacional e a eficiência na gestão dos ativos na província de Santa Cruz.
O fluxo de caixa livre atingiu recorde de US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2026, quase o triplo do valor obtido no mesmo período do ano passado. O resultado foi alavancado pela manutenção do alto preço do ouro e pelo desempenho operacional estável da maior parte dos ativos da companhia. O fluxo de caixa livre da mineradora cresceu 190% na comparação anual, passando de US$ 403 milhões no primeiro trimestre de 2025 para US$ 1,169 bilhão neste ano. Já o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais avançou 136%, alcançando US$ 1,7 bilhão.
O Ebitda ajustado alcançou US$ 2,3 bilhões no trimestre, um incremento de 130% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O lucro líquido também apresentou forte crescimento, subindo 187% e atingindo US$ 1,3 bilhão. “Nosso foco continua sendo controlar o que podemos controlar: gerenciar os custos operacionais e garantir resultados operacionais seguros e previsíveis. Isso nos permitiu, mais uma vez, gerar fluxo de caixa livre recorde e retornos de caixa para nossos acionistas, ao mesmo tempo em que impulsionamos nossos projetos de crescimento orgânico”, afirma o CEO da companhia, Alberto Calderón.
No primeiro trimestre, a AngloGold Ashanti iniciou, em Minas Gerais, os testes da primeira autobetoneira elétrica do Brasil em operação subterrânea. O equipamento, desenvolvido pela Normet, começou a operar na Mina Cuiabá e integra a estratégia de descarbonização da companhia. Sem emissão de gases no subsolo, a tecnologia melhora a qualidade do ar, reduz ruídos e pode diminuir em até 4°C a temperatura em algumas frentes de trabalho. A meta da mineradora é concluir a eletrificação dessa categoria de frota até 2027. O Instituto AngloGold Ashanti completou um ano de atuação em 2026, e anunciou investimento de R$ 30 milhões em projetos sociais no Brasil neste ano, mais que o dobro dos R$ 13 milhões destinados em 2025. Os recursos serão aplicados em cerca de 70 iniciativas nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte, meio ambiente e geração de renda em municípios mineiros onde a companhia atua.