18/12/2019
JAZIDAS

Leilão na Bahia pode render até R$ 10 bi

O empresário e presidente da Companhia Vale do Paramirim João Carlos Cavalcanti confirmou leilão internacional nos próximos três meses para jazidas encontradas em Vale do Paramirim (BA). O local está sendo chamado de Província Mineral do Vale do Paramirim e reúne oito blocos que abrange oito distritos minerais localizadas em uma faixa de 45 mil km² do semiárido baiano, na região centro-sudoeste do estado. Segundo o empresário, os levantamentos iniciais de prospecção mostraram que as reservas são ricas em diversos minérios, como ferro, ouro, lítio, cobre, manganês, grafita, fosfato e terras raras.
 
A expectativa é de no mínimo aconteçam quatro rodadas no leilão e que o valor alcançado fique entre US$ 8 e US$ 10 bilhões. "O leilão privado será conduzido por um dos maiores bancos de investimentos do mundo. E o primeiro roadshow será realizado em São Paulo. Tenho certeza que será um sucesso. O Vale do Paramirim é maior do que Carajás, e é a maior descoberta mineral do século XXI. Se a Bahia fosse um país, seríamos autossuficientes em tudo", afirma Cavalcanti.
 
As jazidas ficam numa área que abrange 32 municípios e onde vivem 2,6 milhões de pessoas. Entre os destaques estão as reservas de chumbo de Boquira e as minas de urânio que ficam em Lagoa Real. Estima-se que existam cerca de 110 mil toneladas de óxido de urânio distribuídas em 38 depósitos minerais. O estudo também indicou a presença de rochas com teores de até 65% de minério de ferro no Morro do Pereiro, entre Ibitiara e Ibipitanga. Neste mesmo local fica também a única jazida de magnetita do Brasil, associada a minérios de zinco. "Esta é a área de maior diversidade mineral do Brasil. Depois da prospecção e da exploração chegamos a fase de desenvolvimento e de busca dos investidores. Quem vencer o leilão vai ter que desenvolver as pesquisas complementares e preparar as jazidas para fazer a extração", explica.
 
A previsão é que a empresas vencedoras terão que investir aproximadamente R$ 83 milhões nos próximos três anos em sondagens. Depois do leilão, as empresas podem começar imediatamente a preparar as jazidas para extrair o minério. A fase de preparação pode durar de cinco a seis anos. A produção deve ser escoada através da Ferrovia Oeste Leste e do Porto Sul, obras que são consideradas essenciais para o desenvolvimento dos projetos. 

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