Goiás firma acordo de parceria com o governo dos EUA

18/03/2026
Acordo entre o estado de Goiás e o governo dos Estados Unidos visa o estabelecimento de uma parceria na exploração de minerais críticos e terras raras.

 

O governador Ronaldo Caiado assinou um memorando de entendimento (MoU) entre o estado de Goiás e o governo dos Estados Unidos visando o estabelecimento de uma parceria na exploração de minerais críticos e terras raras. O documento, que não estabelece obrigações entre as partes, foi firmado no Consulado Geral dos EUA, em São Paulo, com o encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar.

O governo goiano define o memorando como uma “declaração de intenções de boa-fé”, que visa a cooperação mútua para pesquisa e capacitação em um “ambiente regulatório competitivo”. Os detalhes sobre como a cooperação ocorreria, ou que tipo de benefício fiscal seria concedido, não foram definidos.

O governador de Goiás também participou do Fórum Brasil-EUA sobre minerais críticos, que foi organizado pela embaixada e consulados dos EUA no Brasil, Amcham Brasil, Citi e pela câmara de comércio dos EUA, com apoio do IBRAM.

Participaram do fórum empresas como PLS, Sigma (lítio), Aclara, Viridis, Meteoric, St. George, Bemisa, Mosaic, Energy Fuels (terras raras), graphcoa (grafita), Atlantic Nickel (níquel), Bravo (Minerais do grupo platina), Brazil Iron (ferro), CBPM, Fides e Libra Energy, BRE, dentre outras. O governo federal, apesar de ter sido convidado, não enviou representante ao fórum.

O estado de Goiás atualmente é o único a contar com uma mina de terras raras no Brasil, operada pela Serra Verde, no município de Minaçu. através da Serra Verde, em Minaçu. Mas há outros projetos em vista no estado, como o da Aclara, que se encontra em fase de licenciamento e que já opera uma planta piloto em Aparecida de Goiás.

Os Estados Unidos, através da DFC e do Eximbank estão oferecendo mais US$ 600 milhões em financiamento para vários projetos de minerais críticos em andamento no Brasil, visando, em contrapartida, a garantia de fornecimento de concentrados. Mas, segundo representantes do governo norte-americano, há potencial para o financiamento de bilhões de dólares.

Os Estados Unidos são altamente dependentes de importações para o suprimento de alguns minerais. Segundo o US Geological Survey, o percentual de dependência de importações, de terras raras, em 2025, era de 67%. Mas o país também depende altamente da importação de outros minerais ou metais como arsênio, fuorita, gálio, grafita, índio, manganês, nióbio, escândio, tântalo, Ítrio, titânio, platina, cromo, cobalto, prata, estanho, barita, magnésio, rênio, zinco, alumínio, cobre, paládio, germânio, silício, tungstênio, e lítio, com percentuais variando de 50% a 100%. %