Galvani desenvolve projetos para recuperação ambiental da Caatinga

29/04/2026
A empresa desenvolve projetos estruturados de restauração do bioma, baseados em estudos contínuos da biodiversidade e na aplicação de técnicas adaptadas às condições do semiárido.

 

A Galvani mantém duas unidades nos municípios de Irecê e Campo Alegre de Lourdes, no povoado de Angico dos Dias, inseridas na Caatinga e tem ampliado suas ações de recuperação ambiental nas regiões onde atua. A empresa desenvolve projetos estruturados de restauração do bioma, baseados em estudos contínuos da biodiversidade e na aplicação de técnicas adaptadas às condições do semiárido.

Desde o início de suas atividades na região, a Galvani conduz programas de recuperação e preservação na Caatinga por meio dos Programas de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs), orientados por monitoramento ambiental e pela aplicação de conceitos de sucessão ecológica. O objetivo é promover a recomposição progressiva da vegetação nativa e favorecer o retorno da fauna local, respeitando as características específicas do bioma. Atualmente, apenas em Irecê, a atuação ambiental da Galvani abrange mais de 138 hectares, considerando áreas protegidas, em recuperação ambiental e destinadas à compensação florestal, o equivalente a quase 200 campos de futebol. Do total, 13,74 hectares encontram-se em restauração ativa, conduzida por meio de Programas de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), com foco na recomposição da vegetação nativa e na regeneração ecológica da Caatinga. No conjunto das áreas protegidas, a empresa mantém 24,56 hectares enquadrados como Unidade de Conservação de Uso Sustentável, reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), e garante a preservação permanente de nascentes, da vegetação nativa e da biodiversidade local. Outros 100 hectares são destinados ao plantio compensatório, em atendimento a compromissos ambientais e licenciamento, contribuindo para a ampliação da cobertura vegetal no bioma.

Além disso, a Galvani mantém, em suas unidades 333 hectares de Reserva Legal e 3,63 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), conforme estabelecido pela legislação ambiental brasileira. Tais áreas fortalecem a proteção dos ecossistemas locais e a conectividade da paisagem. As iniciativas ambientais são complementadas por ações contínuas de educação ambiental e incentivo a práticas sustentáveis, que já beneficiaram mais de 1.300 pessoas nas comunidades do entorno das operações. A Galvani mantém ainda viveiros próprios para produção de mudas nativas da Caatinga, com espécies como Ceiba glaziovii (barriguda), Myracrodruon urundeuva (aroeira-do-sertão) e Amburana cearensis (umburana-de-cheiro). O processo inclui mapeamento de matrizes, coleta de sementes, técnicas de clonagem vegetal e sistemas específicos de irrigação e adubação, voltados a aumentar a taxa de sobrevivência das plantas.

Entre 2021 e 2025, foram produzidas mais de 60 mil mudas de 35 espécies nativas para a recomposição de áreas no entorno das operações. Apenas no último ano, mais de 14 mil mudas foram doadas em ações de engajamento com as comunidades. “O trabalho vai além do plantio. A proposta é promover uma reconstrução ecológica estruturada, respeitando as características do bioma e criando condições para que a vegetação e a fauna se restabeleçam de forma sustentável”, afirma Lucas Barbosa dos Santos, Especialista Ambiental da Galvani. Na Caatinga, os projetos de restauração contribuem diretamente para a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais, como a regulação do clima local, a conservação do solo e da água, o controle da erosão e a manutenção da polinização. Esses benefícios são fundamentais para fortalecer a resiliência dos ecossistemas e impulsionar o desenvolvimento sustentável do semiárido.

As ações ambientais da Galvani refletem a busca contínua pelo aprimoramento das práticas de recuperação e conservação da Caatinga. A companhia avalia oportunidades para fortalecer iniciativas já existentes, como a ampliação gradual de áreas em processo de regeneração, o desenvolvimento da produção de mudas nativas e a disseminação de modelos aplicados nos territórios onde atua, contribuindo para a continuidade e a evolução de suas frentes ambientais no semiárido.