Brazil Potash quer iniciar construção do projeto Autazes em 2026

30/12/2025
Para 2026, as prioridades incluem a conclusão da engenharia crítica para os poços da mina e a planta de processamento, a obtenção de um parceiro estratégico de equity no nível do projeto por meio do processo liderado pela BTIG.

 

A Brazil Potash Corp., que controla a Potássio do Brasil, responsável pelo desenvolvimento daquele que é considerado o maior projeto de fertilizante potássico do Brasil, apresentou, em dezembro, os principais avanços obtidos em 2025 e detalhou prioridades para 2026, com avanços na implantação do Projeto Potássio Autazes.
Segundo Matt Simpson, CEO da Brazil Potash, 2025 foi um ano transformador para a empresa, “marcado por um progresso excepcional em iniciativas comerciais, financeiras, operacionais e comunitárias". Ele destacou que foram obtidos avanços em todos os pilares importantes para empresa. "Garantimos compromissos vinculativos para mais de 90% da nossa produção planejada, fortalecemos nosso Conselho de Administração e equipe de liderança de classe mundial, avançamos com atividades críticas de preparação do terreno e aprofundamos nossas parcerias com as comunidades locais, incluindo o povo indígena Mura. Ao entrarmos em 2026, estamos totalmente focados em concluir a engenharia, garantir o financiamento da construção e avançar rumo à construção em larga escala deste projeto estrategicamente importante para a independência agrícola do Brasil."
Em 2025, a Brazil Potash garantiu os dois últimos grandes contratos de offtake com a Keytrade e a Kimia Solutions, elevando o total de vendas comprometidas para aproximadamente 91%, por meio de contratos de longo prazo do tipo take-or-pay. A empresa também lançou Brazilian Depositary Receipts (BDRs) na B3, concluiu atividades de manejo de vegetação e preparação do local, iniciou monitoramento arqueológico e programas de preservação do patrimônio, e assinou um MOU com a Fictor Energia para aproximadamente US$ 200 milhões em financiamento para construção de linhas de transmissão elétrica.
No que se refere à gestão, a empresa nomeou Mayo Schmidt como Executive Chairman, indicou Sergio Leite como Presidente da Potássio do Brasil, registrou a entrada de Christian Joerg para o Conselho e ampliou o Conselho Consultivo com o ingresso de Marcelo Lessa. A empresa também captou US$ 28 milhões por meio de um private placement, estruturou uma linha de crédito acionária de US$ 75 milhões, contratou a BTIG para liderar o financiamento de capital no nível do projeto e recebeu instituições financeiras de desenvolvimento, ECAs e bancos comerciais para visitas ao local e discussões de financiamento.
Pelo lado das iniciativas comunitárias e ambientais, segundo a companhia, houve o fortalecimento do envolvimento com as comunidades Mura e o início das discussões do Acordo de Benefícios e Impactos (IBA), 13 MOUs para programas de capacitação da força de trabalho e a continuidade das atividades de resgate e afugentamento de fauna e gestão ambiental em conformidade regulatória.
Para 2026, as prioridades incluem a conclusão da engenharia crítica para os poços da mina e a planta de processamento, a obtenção de um parceiro estratégico de equity no nível do projeto por meio do processo liderado pela BTIG e a busca de financiamento de terceiros para componentes como o terminal portuário fluvial, operação da planta de vapor e infraestrutura elétrica para a construção e logística de transporte rodoviário. A empresa também planeja lançar programas ampliados de capacitação local e avançar em atividades de construção, como encomenda de equipamentos de longo prazo e progresso de obras civis, assim que as metas de engenharia e financiamento forem alcançadas.