St George obteve bons resultados em testes de flotação em Araxá

12/06/2026
“Os resultados iniciais de flotação são muito encorajadores para nossa abordagem de dupla commodity, pois comprovam o potencial de produzir produtos comerciais de nióbio e terras raras a partir da mineralização de Araxá".

 

A St George Mining Limited anunciou excelentes resultados de beneficiamento de nióbio e terras raras obtidos a partir dos testes iniciais de flotação concluídos na mineralização do Projeto de Nióbio e Terras Raras de Araxá, em Minas Gerais. “Nosso Projeto Araxá possui recursos de classe mundial tanto para nióbio quanto para terras raras – algo que é único entre nossos pares no setor de metais críticos. Nosso objetivo é capturar todo o valor dessa mineralização produzindo produtos comerciais de nióbio e terras raras em um potencial desenvolvimento de mina em Araxá”, disse John Prineas, Presidente Executivo da St George Mining.

“Os resultados iniciais de flotação são muito encorajadores para nossa abordagem de dupla commodity, pois comprovam o potencial de produzir produtos comerciais de nióbio e terras raras a partir da mineralização de Araxá. Isso representa um marco importante para o projeto. Neste teste inicial de flotação, foi produzido um concentrado de nióbio de alta qualidade, com recuperações e teores consistentes com as operações de mineração de nióbio com mineralização de pirocloro no estilo de Araxá. Além disso, o teste de beneficiamento em circuito aberto demonstrou o potencial de enriquecimento do concentrado de terras raras nos rejeitos da flotação de nióbio. O teste foi realizado com cinco toneladas de material próximo à superfície, provavelmente do tipo de minério extraído nos anos iniciais de uma operação de mineração em Araxá, fornecendo assim um resultado robusto para o estudo de desenvolvimento”.

A empresa está satisfeita por reunir uma equipe técnica brasileira e australiana com vasta experiência prática em desenvolvimento e operação de processos de nióbio e terras raras, incluindo experiência anterior em operações de nióbio em Araxá, além de projetos de terras raras no Brasil e no exterior. Trabalhos adicionais estão em andamento para otimizar o desempenho da flotação, avaliar a operação em ciclo fechado e avaliar as vias de refino subsequentes. Os testes de flotação foram realizados pelo CIT-SENAI em suas instalações de laboratório avançado em Belo Horizonte, Minas Gerais. O CIT-SENAI – também conhecido como Centro de Inovação e Tecnologia – é uma das principais agências científicas do Brasil. A amostra para os testes metalúrgicos consistiu em aproximadamente cinco toneladas de material saprolítico coletado de uma trincheira rasa escavada na área do projeto Araxá Central. O material foi identificado como material saprolítico alaranjado – rocha intemperizada que tipicamente se encontra acima do saprolito marrom e do apatita rico em fosfato no Projeto Araxá. O presente teste representa uma avaliação de beneficiamento em circuito aberto e, portanto, ainda não inclui a reciclagem de correntes intermediárias de flotação tipicamente incorporadas ao projeto de circuitos de flotação comerciais.

Ao incluir a etapa de separação magnética precedente, a recuperação combinada de separação magnética e flotação para o Teste 13 foi relatada como aproximadamente 50,9% de recuperação de NbO. A taxa de recuperação típica para nióbio do tipo Araxá hospedado em pirocloro está entre 40% e 60%. Os teores de nióbio obtidos na flotação desse tipo de minério variam de 40% a 50% de NbO na etapa de beneficiamento por flotação, subindo para 50% a 60% de NbO na etapa de refino (pirometalúrgico), com recuperações de aproximadamente 95%. Os níveis elevados de PbO estão associados à mineralização de pirocloro do tipo Araxá e são reconhecidos nas operações de processamento de nióbio existentes no Brasil. Estudos adicionais de refino a jusante estão planejados para avaliar as vias de remoção de impurezas e as opções de processamento de ferronióbio. A empresa também observa que se espera uma melhoria na recuperação por flotação por meio de futuros testes de ciclo fechado e reciclagem, em consonância com as práticas padrão de desenvolvimento de processos de flotação de nióbio.

Semelhante aos testes com nióbio, foram realizados testes de flotação de terras raras em material de saprolito laranja coletado em amostragens de trincheiras no Projeto Araxá. Este teste de flotação de terras raras foi conduzido em rejeitos de flotação de nióbio, separando os minerais de sílica dos rejeitos de pirocloro usando uma técnica conhecida como flotação reversa. A flotação reversa é comumente usada na indústria de minério de ferro para separar os minerais de sílica e ferro.

Os resultados dos rejeitos de flotação de sílica ou concentrado de terras raras obtidos durante este teste inicial de flotação reversa, que foi conduzido em rejeitos de flotação de nióbio. Aproximadamente 59,7% das terras raras foram encontradas no concentrado de flotação de nióbio. Espera-se que uma alta porcentagem das terras raras seja recuperada nas fases de ciclo fechado e reciclagem do processo de beneficiamento, o que será testado por testes adicionais em andamento. Os rejeitos da flotação de sílica recuperaram aproximadamente 33,2% das terras raras e os restantes aproximadamente 7,1% das terras raras foram perdidos para o concentrado da flotação de sílica – representando uma recuperação global de 82% de terras raras. Significativamente, a corrente de concentrado de TREO neste teste retornou um teor de 15,7% de TREO, representando um aumento de 1,6 vezes em relação ao teor de 9,8% de TREO da amostra do teste. Testes metalúrgicos adicionais serão realizados para determinar a provável recuperação global de terras raras em um produto final.