Programas sociais Projeto Viver e Rota do Ouro serão expandidos em 2026
A Lavras do Sul Mineração (LDSM) promoveu, dia 28 de janeiro, no Sindicato Rural de Lavras do Sul, a reunião anual de apresentação dos resultados de seus programas socioambientais: Projeto Viver e Rota do Ouro. Com a presença de autoridades e representantes de entidades do município e região, o evento mostrou os números de 2025 e o plano de trabalho para 2026. Em três anos de existência, as ações socioambientais da LDSM receberam mais de 1 mil visitantes, e foram doadas mais de 300 mudas de espécies nativas produzidas nos viveiros mantidos pela empresa.
Para o quarto ano de programas, a Lavras do Sul prevê que ambos formem ecossistemas de inovação que desenvolvam produtos sustentáveis com a concomitante conservação do Bioma Pampa, além de roteiros que integram pessoas e devolvem o sentimento de pertencimento e identidade minerária, e o consequente impulso ao crescimento local e regional. “Os projetos se mantêm valorizados e reforçados, e não seriam possíveis sem a contribuição de todos os parceiros. Não há soluções mágicas, e somos fortes na medida em que desenvolvemos nossa inteligência e determinação coletiva, porque os interesses da comunidade da qual fazemos parte são sempre mais importantes”, afirma Paulo Serpa, presidente da LDSM.
O Projeto Viver pretende ampliar a doação de mudas cultivadas em seu viveiro, chegando a 450, além de finalizar a primeira parte de seu Catálogo da Flora Nativa do Pampa e dar suporte à recuperação de parcelas de campos nativos por meio de uma parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lavras do Sul e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag),com o objetivo de garantir o aumento da biodiversidade. Ainda dentro das ações do Projeto Viver, a LDSM pretende expandir o Portas Abertas, abrindo as visitações à empresa para todo o coletivo social, estreitando ainda mais os laços com a comunidade.
Carros-chefes dos programas socioambientais da empresa, os roteiros pedagógicos não formais, ou extracurriculares, são agregadores e despertam os alunos das escolas lavrenses para que reconheçam a riqueza histórica e mineral na qual estão inseridos, por meio de passeios guiados e sensoriais, entre outras ações. Essa ferramenta base do Ministério da Educação para o desenvolvimento das atividades escolares, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), permite o diálogo constante com as escolas, com foco na identidade territorial, cultural e ambiental. O evento em Lavras do Sul também abriu espaço para exibir, na prática, o alcance das iniciativas socioambientais, por meio de uma mostra dos programas paralelos ligados aos dois projetos, sob a responsabilidade da UAC Rincão dos Soares e da Cooperativa Rincões do Pampa. Ao desencadear outros programas e ações, a LDSM demonstra a capilaridade de suas ações, alcançando um apelo ambiental muito maior. Desde o início, em 2022, já são 15 entidades parceiras que dão sustentabilidade e vida aos dois projetos.
Parceira, junto com a LDSM, na Frente Pelo Desenvolvimento da Região da Campanha do RS, iniciativa que une forças públicas para dar viabilidade à implantação de projetos de grande potencial, incluindo a mineração, a Cotrisul (Cooperativa Tritícola Caçapavana), de Caçapava do Sul, é um ótimo exemplo da capilaridade de ações proporcionadas pelos programas socioambientais. A partir da abertura das portas da Unidade Cotrisul Lavras do Sul para os estudantes, por meio da Rota do Ouro, a cooperativa sentiu os resultados positivos de uma maior proximidade com a comunidade. Esse fato foi confirmado, durante a reunião, pela assessora de imprensa da Cotrisul, Clarisse de Freitas: “Apesar da extensa história dentro do município de Lavras do Sul, a cooperativa tinha uma característica mais fechada em relação à abertura de suas portas. Era uma ideia que tinha bastante resistência interna, e o Rota do Ouro nos mostrou um processo mais desenhado e possível, culminando com uma experiência extremamente positiva nos 65 anos da empresa, em outubro do ano passado”, disse. Essa jornada, atualmente, está em pleno funcionamento em outras unidades da Cotrisul, com ótimos resultados, enxergando caminhos para que a empresa esteja mais próxima da comunidade onde atua. Esse feedback fortalece os roteiros pedagógicos do Rota do Ouro em prol da educação patrimonial e leva as crianças a descobrirem o seu próprio território com olhares curiosos e espírito desbravador.
A reunião marcou também a assinatura do Termo de Parceria entre a AGPTEA (Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola) e a LDSM para expandir os programas. O presidente da AGPTEA, Fritz Roloff, e o presidente da LDSM, Paulo Serpa, assinaram o termo, que busca maior qualificação profissional por meio de ações socioeducativas focadas no ensino técnico e na prospecção mineral. Segundo Roloff, o ensino agrícola precisa de uma visão mais ampliada e empreendedora que não fique apenas dentro da porteira: “O conhecimento técnico precisa de um estudo de viabilidade econômica. Quanto mais pactuados com a realidade social e ambiental, mais qualificados seremos, evitando a perda do capital social de jovens e formando cidadãos compromissados com o valor de uma mineração correta e sustentável”, afirmou. Paulo Serpa, presidente da LDSM, ressaltou a importância da aplicação do conhecimento: “Enquanto time do Projeto Viver, queremos compartilhar todo o conhecimento possível no processo educativo, disseminando o que aprendemos. Não existe absolutamente nada sem sustentabilidade. Esse é o nosso foco”, finalizou.