Produção de V2O5 fica dentro do guidance em 2025
A Largo Inc produziu 2.961 toneladas de pentóxido de vanádio (V2O5) no quarto trimestre de 2025 contra 1.775 toneladas no quarto trimestre de 2024. Um ano atrás, o resultado foi impactado pela parada anual do forno. A recente melhoria na estabilidade operacional está permitindo que a Largo adie sua parada anual do forno para meados de 2026. A produção anual de V2O5 em 2025 foi de 9.150 toneladas contra 9.264 toneladas em 2024, e ficou dentro da faixa de projeção de produção anual da Companhia para 2025, de 9.000 a 11.000 toneladas. A recuperação de V2O5 no último trimestre manteve-se em 77,9%, estável em comparação com o quarto trimestre de 2024. A recuperação global anual passou de 76,4% em 2024 para 80,1% no último ano.
As vendas do quarto trimestre de 2025 totalizaram 2.396 toneladas de equivalente de V2O5, uma queda de 21% em comparação com as 3.033 toneladas vendidas no quarto trimestre de 2024, devido ao impacto das tarifas americanas sobre as importações brasileiras de vanádio de alta pureza. As vendas anuais equivalente somaram 8.686 toneladas contra 9.600 toneladas em 2024, dentro da previsão de vendas anuais da Companhia para 2025, de 7.500 a 9.500 toneladas. Já a produção de concentrado de ilmenita no quarto trimestre de 2025 totalizou 7.328 toneladas, com uma produção anual de 30.282 toneladas em 2025, dentro da projeção da empresa. As vendas de concentrado de ilmenita totalizaram 12.930 toneladas no quarto trimestre de 2025 e 33.959 toneladas em 2025.
Os resultados dos ensaios metalúrgicos para avaliar a recuperabilidade do cobre utilizando o processo de flotação convencional apresentaram resultados positivos, indicando concentrados de cobre com teores de ouro, platina e paládio, bem como teores mais baixos de cobalto e níquel. A Largo realizou internamente 45 testes convencionais de flotação de cobre nos últimos meses e uma análise composta dos 12 melhores resultados de testes de flotação, realizada externamente em um laboratório acreditado (SGS-Geosol), resultou em um concentrado de cobre contendo 18,4% de Cu, 9,1 gramas por tonelada ("gpt") de Au, 6,6 gpt de Pt, 5,4 gpt de Pd, 66 gpt de Ag, 0,52% de Co e 0,55% de Ni. Testes em maior escala, utilizando parte dos circuitos de flotação de ilmenita levaram a empresa a suspender previsão de produção e vendas de ilmenita para 2026, enquanto avalia o uso ideal de infraestrutura de flotação de ilmenita para acomodar um possível uso parcial dela na produção de concentrado de cobre/PGM.
O preço médio de referência por libra de V2O5 na Europa foi de US$ 5,85 no quarto trimestre de 2025, um aumento de 9,55% em relação à média de US$ 5,34 observada no quarto trimestre de 2024; o preço médio de referência em 31 de dezembro de 2025 foi de US$ 5,89, um aumento de 9,68% em relação à média de US$ 5,37 em 31 de dezembro de 2024, enquanto o preço médio de referência por kg de ferrovanádio nos Estados Unidos foi de US$ 23,98 no quarto trimestre de 2025, uma queda de 8,54% em relação à média de US$ 26,22 observada no quarto trimestre de 2024; o preço médio de referência em 31 de dezembro de 2025 foi de US$ 24,15, uma queda de 7,45% em relação à média de US$ 25,95 em 31 de dezembro de 2024. Já o preço médio de referência por kg de ferrovanádio na Europa foi de US$ 23,85 no quarto trimestre de 2025, uma queda de 8,62% em relação à média de US$ 26,10 observada no quarto trimestre de 2024; o preço médio de referência em 31 de dezembro de 2025 foi de US$ 23,83, uma queda de 6,12% em relação à média de US$ 25,38 em 31 de dezembro de 2024.
A demanda spot por vanádio permaneceu fraca no quarto trimestre de 2025, principalmente devido à menor demanda nas indústrias siderúrgicas chinesa e europeia, enquanto o mercado siderúrgico dos EUA permaneceu estável; espera-se que o setor de armazenamento de energia da China impulsione o consumo adicional nos próximos trimestres. Em 2026, a demanda por aço nos EUA deverá permanecer estável, enquanto os mercados de aço europeus e asiáticos enfrentarão uma contínua fragilidade; o mercado de armazenamento de energia da China continuará sendo um fator-chave para o consumo de vanádio, à medida que o setor segue em expansão. “Em 2025, nossa equipe manteve o foco na implementação de eficiências operacionais, redução de custos e, posteriormente, no enfrentamento dos desafios das novas tarifas americanas para nosso vanádio de alta pureza, mantendo a posição da Largo como fornecedora confiável de vanádio no oeste dos Estados Unidos. Embora a produção tenha sido impactada por teores de minério mais baixos nos primeiros cinco meses do ano, decorrentes de nossos planos de sequenciamento da mina a céu aberto e da manutenção, o segundo semestre mais forte compensou a fraca produção do primeiro semestre e atingiu nossas metas de produção. Continuamos a tomar medidas decisivas para reduzir custos e aprimorar a eficiência operacional na mina, com iniciativas projetadas para apoiar a estabilidade operacional futura da Mina Maracás Menchen”, disse Daniel Tellechea, co-CEO da Largo.
Para J. Alberto Arias, Co-CEO da Largo, o recente anúncio sobre estudos de flotação metalúrgica e a análise de dados geológicos anteriores para cobre, platina e paládio, bem como o potencial uso de parte da infraestrutura da planta de flotação de ilmenita para a produção de cobre/PGM, levou a companhia suspender a previsão de produção de ilmenita para 2026. “O sucesso do laboratório de flotação de cobre está agora sendo seguido por testes piloto em escala comercial, utilizando parte de nossa infraestrutura de flotação de ilmenita. Apesar do nosso compromisso com a produção de ilmenita, acreditamos que a oportunidade de produção de cobre/PGM é importante o suficiente para reavaliarmos a viabilidade econômica da produção de diferentes combinações de cobre/PGM e ilmenita em nossa infraestrutura existente."
Para 2026, a Largo prevê uma produção equivalente de V2O5 superior no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, impulsionada pelo aumento da disponibilidade de minério. A produção equivalente de V2O5 no primeiro semestre de 2026 será de 5.391 toneladas, em comparação com 3.553 toneladas no primeiro semestre de 2025. Espera-se um aumento de 51,7% na produção, impulsionado pela maior disponibilidade de minério e teor de materiais magnéticos, além de melhorias operacionais, incluindo um aumento de 5% na capacidade de produção do forno rotativo e um aumento de 22% na capacidade de alimentação do moinho, após a estabilização dos circuitos de moagem paralelos.
A disponibilidade anual de minério deverá atingir 2,5 milhões de toneladas em 2026, contra 2,2 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 14% na massa de minério. A Largo está focada em avançar em suas iniciativas de melhoria da produtividade, incluindo um maior foco na eficiência da mineração para aumentar a disponibilidade da frota de minas, fortalecer a supervisão de contratados, aprimorar os programas de manutenção e otimizar as técnicas de perfuração e detonação. Essas ações visam estabilizar e aumentar a produção em 2026 e nos anos seguintes.