Lucro líquido recorde no segundo trimestre

06/08/2026
No primeiro semestre de 2026, a receita líquida foi de US$ 718,5 milhões, alta de 104% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

A Aura Minerals registrou produção de 75.437 onças de ouro no segundo trimestre de 2026, uma queda de 8% sobre o trimestre anterior, mas 18% superior quando comparada à de um ano antes. No primeiro semestre do ano, a companhia teve produção recorde de 157.574 onças de ouro (158.448 GEO a preços constantes), aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2025 e a maior produção de primeiro semestre da história da Aura, mantendo-se alinhada ao Guidance consolidado de 340 mil – 390 mil onças em 2026.  

A produção na mina Aranzazu somou 17.882 onças (+14% frente ao trimestre anterior a preços atuais; -20% na comparação anual, em função do plano de lavra), refletindo principalmente a dinâmica dos preços dos metais na conversão de GEO; a preços constantes, a produção foi +8% frente ao trimestre anterior, impulsionada por teores mais elevados decorrentes do sequenciamento de mina. No semestre, a produção total atingiu 33.576 onças (- 21% na comparação anual) a preços atuais. A preços constantes, Aranzazu produziu 34.450 onças (-21% na comparação anual), principalmente em função de teores mais baixos conforme esperado no sequenciamento de mina. Já a produção na operação Almas atingiu 16.130 onças (+25% na comparação anual; +2% frente ao trimestre anterior), impulsionada pelos maiores volumes de minério processado decorrentes da expansão da planta em andamento. No primeiro semestre de 2026, a produção totalizou 31.968 onças (+23% na comparação anual), impulsionada principalmente por volumes 20% maiores de minério movimentado e 30% maior alimentação da planta, refletindo os resultados da expansão da planta. 

Em Apoena, a produção alcançou 5.704 onças (-24% frente ao trimestre anterior; -31% na comparação anual), devido ao sequenciamento de mina, em linha com o plano da Companhia de atingir teores mais elevados na Cava Nosde durante o segundo semestre do ano. No semestre, a produção total foi de 13.229 onças, (-23% na comparação anual), principalmente devido à menor alimentação da planta e menores teores, enquanto Borborema produziu 14.251 onças (-17% frente ao trimestre anterior), também impulsionada por menores teores devido ao sequenciamento de mina, conforme esperado. No primeiro semestre do ano, a produção total foi de 31.352 onças, superior ao mesmo período de 2025, considerando que a produção comercial de Borborema iniciou no segundo trimestre do ano passado.  

A operação Minosa produziu 14.284 onças (-18% frente ao trimestre anterior; -21% na comparação anual), devido ao aumento no nível de empilhamento na pilha de lixiviação e menor alimentação da planta. No primeiro semestre, a produção totalizou 31.683 onças (-11% na comparação anual), principalmente devido a esses impactos no trimestre. A MSG produziu 7.186 onças (-16% frente ao trimestre anterior), à medida que a Aura continua a investir em infraestrutura subterrânea e desenvolvimento primário para inverter o método de lavra para bottom-up. No semestre, a produção atingiu 15.766 onças.  

As vendas da Aura Minerals somaram 78.414 onças no segundo trimestre, queda de 4% frente ao trimestre anterior, mas aumento de 26% na comparação anual aos preços correntes, principalmente devido a melhores vendas em Almas, Borborema agora em produção comercial, e a adição da MSG. No primeiro semestre de 2026, a Aura vendeu 159.782 onças, alta de 30% na comparação anual. No segundo trimestre de 2026, a receita líquida atingiu US$ 335,9 milhões, queda de 12% frente ao trimestre anterior e alta de 76% na comparação anual, impulsionada pelos preços do ouro e flutuações na produção. No primeiro semestre de 2026, a receita líquida foi de US$ 718,5 milhões, alta de 104% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA Ajustado atingiu US$196,6 milhões, queda de 19% frente ao trimestre anterior e alta de 85% na comparação anual, impulsionado por mudanças na produção/vendas e preços do ouro entre os períodos. No semestre, o EBITDA Ajustado atingiu US$ 440,5 milhões, alta de 135% na comparação anual. “A Aura entregou um primeiro semestre recorde, produzindo 158 mil GEO. Com um guidance de 182 mil a 232 mil GEO para o segundo semestre, seguimos firmemente no caminho para atingir nossa meta anual de 340 mil a 390 mil GEO. Nosso EBITDA Ajustado LTM atingiu US$ 802 milhões — o 12º aumento trimestral consecutivo — impulsionado por um preço médio do ouro de US$4.260 por onça e uma produção LTM de 313 mil GEO. Para além dos números, estamos avançando rapidamente em nossa próxima fase de crescimento: a construção de Era Dorada segue dentro do cronograma, com a movimentação de terra 60% concluída; o turnaround da MSG está estabelecendo a infraestrutura e o desenvolvimento subterrâneo necessários para um salto relevante de produção em 2027; Almas avança em sua expansão rumo a 3 Mtpa; estamos finalizando os estudos de engenharia em Borborema para aumentar sua capacidade; e passamos a incorporar Serrinhas e Pé Quente aos estudos de Matupá”, explica Rodrigo Barbosa, Presidente e CEO da Aura.  

A companhia caminha para uma produção rumo às 600 mil onças anuais, ao passo que recompensa os acionistas com retornos robustos — gerando um yield de aproximadamente 4,3% nos últimos doze meses por meio de dividendos e recompras de ações. O lucro líquido atingiu recorde de US$ 217,7 milhões no trimestre, +129% frente ao trimestre anterior com menores impostos de renda correntes. O lucro líquido foi +2.572% na comparação anual, beneficiado por um lucro operacional de US$ 175,3 milhões (+93% na comparação anual). Ambos os períodos foram materialmente impactados por ganhos não-caixa relacionados ao MTM de collars de ouro. A dívida líquida ficou em US$168 milhões (0,21x Dívida Líquida/EBITDA Ajustado LTM), aumento frente ao trimestre anterior de US$52,8 milhões devido a dividendos e recompra de ações de US$67,7 milhões e Capex de expansão de US$ 53,5 milhões, parcialmente compensado pelo Fluxo de Caixa Livre Recorrente de US$ 80,2 milhões.  

 

Dividendos 

 

O Conselho de Administração da Aura Minerals aprovou o pagamento de um dividendo de US$ 0,72 por ação ordinária (aproximadamente US$ 60,4 milhões no total). O valor supera o mínimo previsto na Política de Dividendos da Companhia. Nos termos dessa política, a Aura poderá determinar dividendos trimestrais, em dinheiro, em montante equivalente a 20% do EBITDA Ajustado, reportado no trimestre correspondente, deduzidas as despesas de capex de sustentação e as capex de exploração do mesmo período. 

O Dividendo será pago em dólares norte-americanos em 28 de agosto de 2026 aos acionistas titulares de ações no encerramento do pregão de 18 de agosto de 2026.  

Os detentores dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da Aura na Data de Registro farão jus a US$ 0,24 por BDR (uma vez que cada ação da Aura equivale a 3 BDRs) e deverão receber o pagamento por volta de 8 de setembro de 2026, em reais, com base na taxa de câmbio de mercado a ser divulgada em comunicado específico antes da data de pagamento. “É com satisfação que anunciamos um dividendo de aproximadamente US$ 60 milhões, equivalente a um dividend yield de cerca de 4,3%, acima do mínimo previsto em nossa Política de Dividendos, complementado por um novo programa de recompra de ações de até US$ 200 milhões. Ao longo do trimestre, avançamos a construção de Era Dorada dentro do cronograma, demos continuidade à expansão de Almas e ao desenvolvimento da mina subterrânea de MSG e concluímos a venda da Mina São Francisco. Esses marcos evidenciam a execução da nossa estratégia: elevar a produção para acima de 600 mil GEO por ano, ampliar recursos e reservas, buscar oportunidades disciplinadas de M&A e gerar retornos relevantes aos acionistas. Para o segundo semestre, esperamos um desempenho mais forte, sustentado por Aranzazu, Apoena, Borborema e MSG, o que reforça o guidance do ano. E há muito mais por vir”.