Investimentos em 2026 podem chegar a US$ 320 milhões
A Ero Copper registrou produção consolidada de 17.287 toneladas em concentrado de cobre no primeiro trimestre de 2026 a custos caixa C1 de US$ 2,39 por libra produzida, enquanto a produção de ouro somou 5.495 onças no período, a custos caixa C1 e Custos Totais de Sustentação (AISC) de US$ 2.120 e US$ 4.441 por onça, respectivamente. As vendas de ouro totalizaram 10.330 onças no trimestre, incluindo 4.311 onças vendidas em concentrado de cobre. Os resultados financeiros trimestrais refletem o sólido desempenho operacional em todas as operações de cobre da companhia e as necessárias melhorias nos circuitos de ventilação e refrigeração que foram realizadas na Operação Xavantina durante o período.
O lucro líquido atribuível aos acionistas da Ero Copper no trimestre foi de US$ 108,8 milhões (US$ 1,04 por ação em base diluída) e o lucro líquido ajustado atribuível aos acionistas atingiu US$ 72,4 milhões (US$ 0,69 por ação em base diluída). O fluxo de caixa operacional do primeiro trimestre foi de US$ 92,8 milhões, já o O EBITDA ajustado foi de US$ 125,2 milhões, enquanto a dívida líquida ao final do trimestre era de US$ 490,7 milhões, uma redução de aproximadamente US$ 11,0 milhões em relação ao final de 2025 e de aproximadamente US$ 71,1 milhões em relação a 31 de março de 2025. Isso contribuiu para uma redução adicional no índice de alavancagem líquida da Companhia para aproximadamente 1,0x ao final do trimestre, demonstrando progresso contínuo em relação às prioridades de desalavancagem. A liquidez disponível no final do trimestre foi de US$ 146,2 milhões, incluindo US$ 91,2 milhões em caixa e equivalentes de caixa e US$ 55,0 milhões de disponibilidade não utilizada na linha de crédito rotativo sênior garantida da companhia.
Nas Operações Caraíba, a produção anual deverá ser ponderada pelo segundo semestre, com base em teores processados mais elevados, provenientes do sequenciamento planejado da mina, e maior capacidade de processamento da planta em relação ao primeiro semestre de 2026, com custos operacionais unitários previstos para diminuir com níveis de produção mais altos. Na Operação Tucumã, espera-se maior capacidade de processamento da planta durante o semestre do ano em relação ao primeiro trimestre de 2026, compensando parcialmente uma moderação planejada nos teores de cobre extraídos e processados, com custos unitários previstos para permanecerem dentro da faixa de projeção anual. Nas Operações Xavantina, a conclusão das atualizações necessárias na infraestrutura de ventilação e resfriamento da mina deverá suportar taxas de mineração mais altas com teores aprimorados durante o restante do ano. A produção anual deverá ser ponderada pelo segundo semestre e, consequentemente, os custos unitários deverão diminuir em conjunto com níveis de produção mais altos. Espera-se que as vendas de concentrado de ouro se beneficiem significativamente das condições mais secas com o fim da estação chuvosa, com a precipitação média trimestral em Xavantina normalmente caindo de aproximadamente 650 a 700 milímetros no primeiro trimestre para aproximadamente 60 milímetros no segundo e terceiro trimestres, reduzindo significativamente os tempos de secagem e suportando maiores volumes de vendas de concentrado durante o restante do ano.
A previsão de despesas de capital para o ano inteiro é mantida entre US$ 275 milhões e US$ 320 milhões. No Projeto de Cobre-Ouro Furnas, a companhia concluiu mais de 12.000 metros de perfuração durante o trimestre como parte do programa de perfuração planejado de 50.000 metros para 2026. As atividades no local durante o trimestre também incluíram o avanço contínuo dos trabalhos de engenharia, meio ambiente e licenciamento. A Ero prevê divulgar uma atualização do projeto Furnas em meados de 2026, abrangendo, entre outros, os resultados das perfurações exploratórias desde a conclusão da Análise Econômica Preliminar (PEA) inaugural do projeto. "Nossas operações de cobre tiveram um início de ano sólido, e nossa Operação Xavantina realizou as atualizações necessárias nos circuitos de ventilação e resfriamento e a subsequente interligação que, juntamente com o trabalho de mecanização concluído em 2025, esperamos que permita que Xavantina continue a apresentar bons resultados no futuro, principalmente porque o depósito permanece completamente aberto em profundidade", disse Makko DeFilippo, Presidente e Diretor Executivo. “Desde 2025, fizemos progressos consideráveis em nossos objetivos de transformação em toda a empresa, e estou satisfeito com nosso desempenho no primeiro trimestre. Embora não estejamos imunes às pressões de custos em todo o setor, nossas operações estão apresentando bom desempenho, os preços dos metais permanecem favoráveis e nosso balanço patrimonial continua a se fortalecer, com a dívida líquida diminuindo significativamente em relação ao ano anterior. Durante o primeiro trimestre, publicamos o Estudo Econômico Preliminar (PEA) sobre a Furnas, delineando a próxima fase significativa de crescimento da empresa. À medida que continuamos a impulsionar a Furnas, estamos convertendo anos de investimento em geração de fluxo de caixa, resultando em uma desalavancagem significativa – nossa maior prioridade de alocação de capital”.