Crescimento de produção e vendas no primeiro trimestre
A Samarco produziu 3,8 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025, o que confirma a consolidação de um novo patamar estrutural de produção, conforme o planejamento de sua retomada operacional. Já as vendas somaram 3,2 milhões de toneladas, um incremento de 12% na comparação ao primeiro trimestre do último ano, sustentadas por uma demanda resiliente e alinhadas ao crescimento produtivo, enquanto o preço médio realizado de pelotas foi de US$ 130,3 por tonelada, com avanço de 2% frente ao 4T25, indicando uma melhora na dinâmica de preços, ainda que pressionada na comparação anual. “Os resultados do primeiro trimestre mostram a consolidação de um novo patamar de produção, com mais estabilidade e previsibilidade. Seguimos avançando com disciplina e segurança na execução da nossa estratégia, fortalecendo a eficiência operacional e a capacidade de atendimento ao mercado”, comentou o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela.
Para o diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos, Gustavo Selayzim, a empresa teve um desempenho consistente em um cenário desafiador. “Tivemos um trimestre consistente, com crescimento relevante em relação ao ano anterior e uma normalização saudável após um quarto trimestre excepcionalmente forte. A evolução sequencial dos preços, mesmo com a alta volatilidade no curto prazo, reforça o equilíbrio entre produção, vendas e condições comerciais”. A Samarco continua a operar com cerca de 60% de sua capacidade produtiva instalada, com maior previsibilidade e estabilidade. Em 2025, a companhia já havia alcançado resultados consistentes, com produção de 15,1 milhões de toneladas e vendas de 15,9 milhões de toneladas, além de receita líquida de US$ 1,9 bilhão e EBITDA ajustado de US$ 1,1 bilhão, evidenciando a evolução contínua de sua retomada.
A Samarco esteve em conformidade total com os requisitos de segurança de barragem foi mantida no primeiro trimestre de 2026, o que inclui a adesão ao Padrão Global da Indústria sobre Gerenciamento de Rejeitos. A mineradora mantém como prioridades o cumprimento do Novo Acordo do Rio Doce e a retomada gradual, segura e sustentável. Para atingir 100% de sua capacidade total de produção, a empresa prevê investimentos de R$ 13,8 bilhões no chamado Momento 3, que contempla a reativação de ativos no Complexo de Germano (MG) e em Ubu (ES). A expectativa é atingir 100% da capacidade produtiva instalada a partir de 2028. Esse processo está ancorado em soluções seguras de disposição de rejeitos, sem o uso de barragens, reforçando o compromisso da empresa com práticas sustentáveis e inovadoras.