Cerimônia de premiação reúne lideranças da mineração em BH

26/11/2025
Cerimônia ocorreu no dia 25 de novembro, no auditório da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), reunindo quase duas centenas de lideranças do setor.

 

A cerimônia de premiação das Empresas do Ano do Setor Mineral 2025 e a entrega dos prêmios de Personalidade do Ano do Setor Mineral e Pioneiros da Mineração ocorreu no dia 25 de novembro, no auditório da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), reunindo quase duas centenas de lideranças do setor. O prêmio é entregue anualmente e o evento é realizado pela Brasil Mineral. Falando no início da cerimônia, o conselheiro da Brasil Mineral Rolf Fuchs disse que o conselho é um importante valor e um diferencial da publicação, que realiza a premiação há mais de quatro décadas. “Somos um conselho consultivo formado por 58 pessoas, das quais 15 mulheres e com representantes de diversas esferas, mas todos em busca de uma mineração melhor”. Fuchs comentou ainda que o principal desafio foi a transição do impresso para o digital, principalmente em razão da pandemia. 

Falando em nome do Sindiextra (Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais), o presidente executivo da entidade, Luís Márcio Vianna, disse que quatro das empresas premiadas têm operações em Minas Gerais e que a entidade está pronta para sediar o evento, assim como já acontece com o Mineração &X Comunidades, evento também promovido anualmente por Brasil Mineral.  

Abrindo as premiações, foi entregue a placa de homenagem ao Pioneiro da Mineração, o geólogo e empresário Elmer Prata Salomão. A homenagem a Elmer foi feita pelo geólogo Luiz Antonio Vessani, conselheiro de Brasil Mineral, que traçou a trajetória de Elmer Prata Salomão, que tem uma longa história de contribuições ao setor mineral. Agradecendo a homenagem, Elmer disse: “a única palavra que posso falar agora é gratidão por fazer parte do conselho da revista, que faz um papel plural sobre o que é ser uma boa revista para o setor mineral. Eu quero oferecer esse prêmio à Brasil Mineral e destacar o Vessani como profissional da área, que me inspirou bastante no que eu fiz. Em 2025, eu deixo a Geos com a consciência de dever cumprido, e homenageio todos os membros do conselho e que a revista continue o trabalho de inclusão no setor mineral”. 

Na sequência foi homenageado o empresário Augusto Trajano de Azevedo Antunes como ‘Pioneiros da Mineração (In Memoriam)’. A entrega do prêmio foi feita por Wilfred Bruijn (Bill), conselheiro de Brasil Mineral e Flávio Antonio Penido ao bisneto do homenageado, Lorenzo Frering. “O Dr. Antunes viu no Amapá uma oportunidade grande em uma mina de manganês e construiu toda uma estrutura com a ajuda de capital externo, para que o projeto avançasse. O Dr. Antunes também criou a Caemi e a MBR e sempre teve um carimbo do ESG atual com ações de preservação ambiental na Mata do Jambreiro”, disse Bill. Para agradecer o reconhecimento ao bisavô, Lorenzo Frering afirmou que “é uma honra poder representar meu bisavô nesse dia. O empresário eu conheci ao longo da vida, graças à coragem, dedicação, atenção ao meio ambiente e a importância de as pessoas virem antes dos ativos”. Atualmente, Lorenzo tem o prazer de trabalhar com as pessoas às quais o bisavô dava tanto valor e esses valores são os que carrega para a vida. 

Em seguida foi entregue o prêmio ‘Personalidade do Ano do Setor Mineral 2025’ para Luís Maurício Azevedo, CEO da Bravo Mining e presidente da ABPM (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração). Luís Felipe Azevedo, filho do homenageado, recebeu a placa em nome do pai, que está no exterior. “Gostaria de agradecer a homenagem, em especial a Brasil Mineral, veículo que divulgou o setor junto à sociedade. Para o conselho, ser selecionado é uma honra e receber a preferência torna o compromisso com o setor mais significativo”. 

Empresas do Ano do Setor Mineral

As Empresas do Ano do Setor Mineral são escolhidas pelo voto direto a partir de uma lista elaborada pelo Conselho Consultivo de Brasil Mineral. A premiação Empresas do Ano do Setor Mineral é realizada há mais de quatro décadas, sendo considerada como o principal reconhecimento à atuação as empresas no setor mineral brasileiro. Brasil Mineral, editada há 42 anos, é a principal publicação do setor mineral brasileiro. 

A primeira empresa a receber a premiação foi a Bravo Mining, na categoria Pesquisa/prospecção Mineral – Médio Porte. Christian Maduell, da Core Case, entregou o troféu a Manoel Carlos Cerqueira, CFO da Bravo Mining. “Queria agradecer antes de mais nada nossa equipe de colaboradores diretos, pois na mineração atual o resultado só existe quando há essa colaboração. A pesquisa integra diversas áreas e agradeço também a comunidade que atua junto conosco no projeto Luanga, no Pará. Esse prêmio é motivo de orgulho e nos mostra que estamos no caminho certo, apesar de ainda ter muito a ser feito”. 

Na categoria Pesquisa/Prospecção Mineral – Grande Porte, a vencedora foi a Bemisa. A entrega foi feita pelo geólogo Dalmo Pereira, vice-presidente do grupo Geopar, a Augusto Lopes, Presidente da Bemisa. “Agradeço os colaboradores, diretores, consultores e a todos aqueles que acreditam na pesquisa mineral. Temos cerca de 22 projetos em diversos estágios, como o de terras raras, em Minas Gerais, além do projeto de cobre (Pará/MatoGrosso). 

Depois veio a categoria ESG – Médio Porte para a Aura Borborema, entrega realizada por Eugenio Singer, conselheiro da Brasil Mineral, para Fred Silva, diretor de Operações da unidade Borborema. “É uma gratidão e uma responsabilidade liderar a Aura Borborema como uma empresa respeitada, responsável e com resultados, em Currais Novos. O projeto é comentado desde os anos 1940 em uma região com escassez de água, mas é um ativo muito interessante em uma região que caminha para a desertificação no Seridó. ESG não é algo fora da nossa rotina, mas sim fazer o básico, bem feito e diariamente. A mineração não é para ressignificar a região, mas colaborar para a expansão dela”. 

Na categoria ESG – Grande porte a premiação foi para a Anglo American. O troféu foi entregue por Gustavo Lanna, presidente do Conselho Deliberativo do Sindiextra e recebido por Ana Sanches, presidente da Anglo American Brasil. “É um momento importante e receber esse prêmio significa reconhecimento do nosso trabalho. Queremos servir de inspiração para outros nessa jornada e em busca de fazer sempre o melhor”. Para Ana Sanches, falar em ESG e mineração é ter a atividade como solução para a transição energética, pensando de forma sustentável e responsável. Sobre o S, é importante ter escuta ativa e saber como contribuir com as comunidades para deixar um legado para a população local. 

Logo depois houve a entrega do troféu na categoria Inovação/Tecnologia – Médio Porte para a Boston Metal do Brasil. A entrega foi feita pela conselheira de Brasil Mineral Maria José Salum a Itamar Resende, presidente da Boston Metal do Brasil. “É um orgulho muito grande receber o prêmio e a Boston Metals tem como foco a produção de metais e ligas especiais no Brasil. “Uma célula eletrolítica pode produzir qualquer metal”, disse ele, acrescentando que na unidade que a empresa possui no Brasil obtém tântalo e nióbio a partir da fundição da escória para a produção dos metais. E dedicou o título “aos funcionários e aos acionistas que acreditam no projeto”. 

Na categoria Crescimento – Médio Porte, a entrega foi feita por Camilo Farace, conselheiro de Brasil Mineral para Pitágoras Costa, diretor de Projetos e Construção da Aura Minerals. “É um orgulho receber esse prêmio por reconhecer o que a Aura acredita em um crescimento sustentável, um básico bem feito, com as pessoas como prioridade. A mineração está em locais remotos e onde não existem oportunidades. Temos dois projetos, em Almas e Borborema, que nos dão esse prêmio. São mais de 365 pessoas treinadas e capacitadas pela companhia. Temos segurança que o modo Aura de trabalhar tem nos proporcionado esses resultados. O que a gente faz é o certo e traz grandes resultados”. 

Na sequência, ocorreu a entrega do troféu na categoria Crescimento para a Vale. A entrega foi feita por Arão Portugal, conselheiro de Brasil Mineral, a Rafael Bittar, VP Executivo Técnico da Vale. A mineradora recebeu também troféu na categoria Inovação/Tecnologia – Grande Porte, de Cláudia Diniz, conselheira de Brasil Mineral. Falando em nome da empresa, Rafael Bittar disse: “Não queremos protagonismo para a Vale, mas para o setor mineral brasileiro no qual estamos inseridos. Anunciamos recentemente o programa Novo Carajás, de R$ 65 bilhões, e precisamos acelerar projetos, além de um programa de crescimento em Minas Gerais, da ordem de R$ 60 bilhões, em Capanema. Destaco o programa de US$ 5 bilhões para descaracterizar 30 barragens até 2035”. 

Em inovação e tecnologia, segundo ele, a Vale investiu US$ 750 milhões no último ano e tem cinco centros de pesquisa no Brasil. “Temos cerca de 300 mil melhorias já com resultados constatados: temos o projeto de briquetes, uma alternativa à pelota e que reduz as emissões. Lançamos o ‘Nossa Visão de Mineração do Futuro’ baseado em cinco pilares: Autônomos (caminhões e perfuratrizes) e uma usina modelo automatizada; Zero Rejeito e carbono Neutro; a Vale já produz areia a partir de rejeitos e temos o maior programa de circularidade. Vamos produzir 20 milhões de toneladas de minério de ferro e a expectativa é que 10% da produção venha da circularidade. Em relação ao carbono neutro, estamos desenvolvendo o uso de combustíveis limpos para caminhões; Valor Compartilhado: precisamos nos comunicar melhor abrindo as portas e sendo mais presentes onde operamos; Formação de Mão-de-Obra do Futuro: temos que achar funções que reduzam os riscos às pessoas. “A mineração legal protege e temos ativos minerais únicos, temos que agir com responsabilidade”. 

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe encerrou o evento dizendo que o setor tem o desafio de mudar a comunicação junto à sociedade para melhorar a imagem e a reputação da mineração. “Temos que começar dentro de casa e temos que defender o setor, que não tem informações. Temos que mudar a percepção da sociedade sobre o setor mineral, um trabalho que depende da união de todos”. O evento teve patrocínio da Core Case, Metso e Geosol e como entidades parceiras, o SindiExtra e a FIEMG.