TERRAS RARAS

Aclara inaugura planta-piloto de R$ 30 milhões para processar argila iônica em Goiás

Por evando•
Aclara inaugura planta-piloto de R$ 30 milhões para processar argila iônica em Goiás

A planta-piloto processa argilas iônicas do Projeto Carina para produzir concentrado com mais de 95% de pureza, gerando cerca de 80 empregos e aplicando tecnologia sustentável que dispensa explosivos, barragens e resíduos líquidos.

A Aclara inaugurou, em 25 de abril, uma planta-piloto com o objetivo de processar 250 toneladas de argilas iônicas extraídas do Projeto Carina para produzir um concentrado de terras raras com mais de 95% de pureza. O projeto da planta piloto, localizado no município de Aparecida de Goiânia (GO), recebeu investimento superior a R$ 30 milhões. “Estamos entusiasmados com a inauguração das novas instalações. Este é um marco importante para a Aclara e nossa equipe. A operação da planta-piloto, será um componente chave na busca pela melhoria da recuperação metalúrgica das argilas iônicas provenientes do Projeto Carina, nas quais encontramos elementos terras raras, entre os quais Neodímio, Praseodímio, Disprósio e Térbio. A Aclara tem potencial para fornecer terras raras pesadas suficientes para produzir cinco milhões de carros elétricos por ano”, enfatiza Murilo Nagato, Diretor-Geral da Aclara no Brasil.

Com o início de operação da planta-piloto, a Aclara prevê atividades relacionadas ao processamento em escala semi-industrial para verificar a compatibilidade da tecnologia patenteada, intitulada Colheita Mineral Circular, com as argilas iônicas do Projeto Carina, produção de amostras de carbonatos de terras raras pesadas para fins comerciais e otimização do fluxograma de processamento. No projeto, a Aclara não utiliza explosivos, não realiza britagem nem moagem e nem produz nenhum resíduo líquido, prescindindo de barragem de rejeitos. Além disso, a empresa reutiliza 95% da água utilizada no processo, retorna as argilas para as cavas e recupera 99% do principal reagente, que é um fertilizante natural.

José Palma, Vice-Presidente Executivo da Aclara, ressaltou: “O objetivo da Aclara é se tornar um produtor ocidental sustentável de terras raras pesadas, aplicando práticas da mineração verde, para facilitar a transição para um planeta mais limpo e descarbonizado. Afinal, são elementos essenciais para a produção de imãs permanentes, utilizados na produção de veículos elétricos, turbinas eólicas, robótica e tecnologias correlatas”. Durante o seu funcionamento, a planta piloto gerará cerca de 80 empregos entre diretos e indiretos.

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