SGB e INB debatem fortalecimento de estudos geológicos
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), instituições vinculadas ao Ministério de Minas e Energia (MME), se reuniram na última semana para debater a cooperação institucional e técnica entre as entidades, tendo como um dos eixos a construção de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT). A reunião esteve focada no fortalecimento dos estudos geológicos voltados à prospecção e à avaliação do potencial de urânio no Brasil, além da articulação de ações conjuntas e estratégias integradas de interesse comum em áreas da INB.
“A cooperação abrange diversas áreas das geociências e dos recursos minerais, incluindo análises preditivas, economia circular e estudos econômicos de recursos minerais, além do compartilhamento de dados, conhecimento técnico e infraestrutura, ou seja, o acordo seria um avanço para o conhecimento do território do nosso Brasil, afirmou o diretor-presidente, Vilmar Simões. Participaram da reunião, o diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira, além dos pesquisadores, integrantes do corpo técnico da Instituição. Pela INB, estiveram presentes o presidente Interino e também diretor de Recursos Minerais, Tomás Filho, e o assessor Especial Marcelo Lana Franco. Representando o MME, o assessor do ministro, Luciano Teixeira.
O acordo tem como um dos focos a região de Rio Cristalino, no sul do Pará, área que já apresentava indicativos de potencial para urânio identificados pela antiga Nuclebrás em estudos realizados na década de 1980. Atualmente, o SGB desenvolve projetos de mapeamento geológico, na escala 1:100.000, considerada estratégica para avaliações regionais e o Projeto Urânio Brasil, focado no potencial para grandes depósitos de urânio que a região possui. Entre 2023 e 2025 foram executadas três etapas de estudos que indicaram 16 novas anomalias com potencial para mineralizações de urânio. Em 2023, eram oito anomalias; em 2024, mais seis; e, em 2025, outras duas, evidenciando o avanço progressivo do conhecimento geológico da área. “Essa é a escala mínima para atrair investimentos, por oferecer um grau adequado de confiabilidade para o setor produtivo, mas não significa que seja a única. “Com mais recursos, quanto mais avançamos nos estudos, maior será o potencial mineral que vamos conseguir identificar de forma a avançar ainda mais no conhecimento do país”, afirmou Silveira.
Os próximos passos previstos para as áreas estudadas incluem a realização de datações cronológicas, coleta e análise geoquímica superficial, levantamentos geofísicos com uso de equipamentos de magnetometria e gamaespectrometria embarcados em drones da Divisão de Geofísica da DGM, e atividades de campo voltados à coleta de dados geológicos detalhados. Essas atividades visam refinar o entendimento das ocorrências identificadas e orientar futuras fases de investigação.