11/12/2019
AÇO

Setor espera retomada para 2020

O Instituto Aço Brasil (IABr) calcula estimativa de vendas internas de 18,5 milhões de toneladas de aço para 2019, um recuo de 2,3% na comparação com 2018, e um consumo aparente de 20,7 milhões de toneladas, queda de 2,4% em relação ao último ano. A produção brasileira de aço deve encerrar o ano com volume de 32,5 milhões de toneladas, declínio de 8,2% comparado a 2018. A explicação para o desempenho é de um 1º semestre fraco e uma segunda metade do ano turbulenta, principalmente por problemas associados ao abastecimento de minério de ferro, devido à tragédia de Brumadinho, que levaram a indústria brasileira do aço a apresentar resultados abaixo das previsões.
 
As importações devem fechar o ano com 2,5 milhões de toneladas, um aumento de 2,1%,enquanto as exportações devem cair 6,7%, para 13 milhões de toneladas na comparação com 2018. Para 2020, o Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) atingiu 62,2 pontos em novembro, o maior patamar desde abril, quando o indicador começou a ser apurado. O indicador de expectativas para os próximos seis meses ficou em 68,8 pontos, o que aponta forte otimismo dos empresários do setor sobre o futuro. A produção de aço em 2020 deve crescer 5,3%, chegando a 34,2 milhões de toneladas, enquanto as vendas internas devem ter aumento de 5,1%, somando 19,4 milhões de toneladas. Já o consumo interno tem estimativa de crescimento de 5,2%, com volume de 21,8 milhões de toneladas. O otimismo é explicado pela política econômica praticada pelo Governo que assegura as condições necessárias para que se tenha uma retomada do crescimento de forma sustentada. 
 
A expectativa maior é na construção civil, com retomada de obras de infraestrutura, além de uma maior participação da indústria nacional no setor de óleo e gás e energia renovável. Entretanto, o setor do aço necessita melhorar suas exportações para ampliar o grau de utilização de sua capacidade instalada, hoje em níveis extremamente baixos (64%). Para isso, deve-se corrigir o chamado custo Brasil, agora oficialmente mensurado pelo Governo, como também removidas as barreiras impostas às exportações adotadas pelo Governo americano.