Projeto Neves é listado como estratégico nos EUA e Japão

02/04/2026
Os governos japonês e americano avaliam fornecer apoio financeiro ao desenvolvimento do projeto.

 

A Atlas Lithium tem o único projeto de lítio sediado no Brasil incluído em uma lista de iniciativas estratégicas dos governos de Estados Unidos e Japão para minerais críticos, de acordo com comunicado divulgado pela companhia na bolsa americana. Os dois países avaliam oferecer apoio financeiro ao desenvolvimento do Projeto Neves, no chamado Vale do Lítio em Minas Gerais.

A Joint Fact Sheet para cooperação em projetos de minerais críticos, divulgada em março pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores do Japão, lista empreendimentos considerados capazes de fortalecer cadeias de suprimento de minerais essenciais para a transição energética. No documento, o Projeto Neves aparece como o único ativo de lítio baseado no Brasil.

Os governos japonês e americano avaliam fornecer apoio financeiro ao desenvolvimento do projeto. A iniciativa faz parte de uma agenda mais ampla entre os dois países, que inclui encontro ministerial em Tóquio e uma cúpula recente entre a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltada a garantir fontes seguras e diversificadas de minerais críticos.

A presença do Projeto Neves na lista ganha peso adicional, porque a Atlas Lithium já mantém parceria estratégica com a japonesa Mitsui and Co. Em 2024, a trading realizou um investimento de US$ 30 milhões em ações da companhia e firmou um contrato de offtake para compra de concentrado de lítio do projeto, estabelecendo uma ponte direta entre a produção no Brasil e a indústria japonesa.

O Projeto Neves tem estudo de viabilidade definitivo que aponta taxa interna de retorno de 145%, valor presente líquido de US$ 539 milhões e prazo estimado de retorno do investimento de 11 meses. O empreendimento já obteve licenciamento operacional e conta com uma planta de separação por meio denso adquirida e transportada para o Brasil.

A Atlas Lithium detém cerca de 557 km2 em direitos minerais de lítio, o que a coloca como a empresa listada em bolsa com a maior área de exploração desse minério no país. A companhia também possui participação aproximada de 21% na Atlas Critical Minerals Corporation, também listada na Nasdaq, ampliando sua exposição ao segmento. Para Marc Fogassa, presidente e chairman da Atlas Lithium, a inclusão do Projeto Neves na lista conjunta de Estados Unidos e Japão confirma o peso estratégico do ativo brasileiro na cadeia global de minerais críticos. “O reconhecimento por parte de dois governos que discutem apoio financeiro direto ao projeto é um sinal de confiança no potencial do Vale do Lítio e no papel do Brasil na oferta de insumos para a transição energética”.