Pablo Cesário assume direção de RI e presidência interina em março
O Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) indicou Pablo Cesário para ocupar o cargo de diretor de Relações Institucionais e, de forma interina, a partir de 2 de março, o cargo de diretor-presidente, até que seja indicado novo titular para a função. As alterações ocorrem no contexto da transição institucional após o falecimento de Raul Jungmann, então presidente do IBRAM. Desde então, a Presidência da Diretoria Executiva vinha sendo exercida interinamente pelo vice-presidente Fernando Azevedo e Silva.
Com a nova configuração, Fernando Azevedo e Silva passa a atuar como consultor do Conselho Diretor do IBRAM, contribuindo com sua experiência para o acompanhamento estratégico das atividades da organização. A presidente do Conselho, Ana Sanches, disse que “a escolha de Pablo Cesário para a Diretoria de Relações Institucionais e para a Presidência interina reflete a confiança do Conselho Diretor do IBRAM em sua capacidade de liderança, diálogo qualificado e condução estratégica da agenda institucional do setor mineral neste período de transição”.
Graduado em Relações Internacionais e Ciência Política, Pablo Cesário é doutor em Política Internacional e Comparada pela Universidade de Brasília e desenvolveu pesquisa de pós-doutorado pela Universidade de São Paulo, com estudos voltados à atuação de grupos de interesse, formulação de políticas públicas e processos decisórios no ambiente institucional brasileiro. Ao longo de sua carreira, atuou em posições estratégicas de articulação institucional e liderou equipes, coordenando agendas complexas e conduzindo interlocução com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de organismos reguladores e entidades da sociedade civil. Sua atuação é marcada pela capacidade de análise, construção de consensos e tomada de decisão em contextos de alta complexidade regulatória e política.
Antes do IBRAM, Cesário atuou como presidente-executivo da Associação Brasileira das Companhias Abertas (ABRASCA), entidade que representa empresas brasileiras com ações negociadas em bolsa e atua na defesa do fortalecimento do mercado de capitais, do aprimoramento da governança corporativa, da transparência e da previsibilidade regulatória, onde participou ativamente do debate público sobre temas como reforma tributária, ambiente regulatório e segurança jurídica para investidores. Anteriormente, teve passagem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), principal entidade representativa do setor industrial brasileiro, onde atuou na formulação de propostas de políticas públicas, no relacionamento institucional com autoridades e na defesa da competitividade da indústria nacional, com interface permanente com o Congresso Nacional e órgãos do Executivo.