Os novos desafios da mineração, na visão da Deloitte
CONTEÚDO APRESENTADO POR:
Logo do Patrocinador

Os novos desafios da mineração, na visão da Deloitte

Estudo aponta que a mineração deve reposicionar-se entre colaboração estratégica, inteligência artificial e segurança nacional, deixando de ser vista como atividade meramente extrativista.

A nova edição do estudo “Tracking the Trends”, da Deloitte, aponta cenário de transição energética acelerada, desafios geopolíticos e demanda crescente por minerais críticos, o que demonstra que a mineração passa por transformação profunda na maneira como gera e compartilha valor econômico, social e ambiental. Segundo a análise, o futuro da mineração será pautado menos pela competição tradicional e mais pela capacidade de colaboração entre empresas, governos, comunidades e parceiros tecnológicos, consolidando o setor como protagonista estratégico em agendas de desenvolvimento sustentável e inovação.

Segundo a pesquisa, o ponto central para o setor ultrapassa a capacidade de fornecer os materiais que sustentam o progresso econômico. O maior desafio é fazer isso de uma maneira que fortaleça pessoas, economias e ecossistemas ao mesmo tempo. A busca por um propósito claro e autêntico é um diferencial competitivo, fundamental para construir confiança com stakeholders e sustentar crescimento de longo prazo. A verdadeira transformação depende da construção de confiança, agilidade e visão compartilhada suficientes para transformar complexidade em progresso coletivo. O setor, de mera atividade extrativista, passa a ocupar posição central nas discussões sobre soberania econômica, segurança industrial, autonomia e supremacia tecnológica. Em um mundo que disputa acesso a minerais críticos, o país reúne condições únicas para se tornar protagonista em cadeias globais de valor ligadas à transição energética, à indústria de alta tecnologia e à reindustrialização” afirma Patrícia Muricy, sócia-líder para a indústria de Energy, Resources & Industrials e para o setor de Mining & Metals da Deloitte.

O estudo analisa as tendências que devem impactar a indústria nos próximos 12 a 18 meses e mostra que os minerais críticos ganham espaço além da agenda da transição energética e ocupam cada vez mais espaço em debates de segurança nacional e estratégia industrial. Nesse contexto, empresas que conseguirem equilibrar agilidade de curto prazo com investimentos estruturais de longo prazo e compromissos de sustentabilidade tendem a assumir papel de colaboradores estratégicos na reorganização das cadeias globais. Dados, inteligência artificial e novos modelos operacionais estão reformulando a forma como as mineradoras operam — desde a exploração mineral até a construção de operações mais inteligentes, seguras e resilientes. A digitalização da exploração e a integração de grandes volumes de dados ampliam a capacidade de descobertas mais rápidas e precisas, enquanto ecossistemas operacionais conectados permitem decisões em tempo real e ganhos consistentes de produtividade. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de alinhar propósito, estratégia de portfólio e gestão de riscos em um ambiente marcado por incerteza global.

O relatório aponta ainda que a competitividade futura do setor dependerá de uma revisão dos modelos operacionais, com estruturas mais ágeis, integradas e orientadas a ecossistemas. A exploração mineral está em uma fase mais orientada por dados, em que a digitalização de informações geológicas e o uso de inteligência artificial ampliam a precisão das descobertas e reduzem riscos. O estudo destaca ainda a necessidade de portfólios mais dinâmicos diante da volatilidade global, capazes de equilibrar retornos de curto prazo com investimentos ligados à transição energética e à segurança de suprimentos. Ao mesmo tempo, o avanço da IA exige uma nova agenda para a gestão de pessoas, com redefinição de competências e fortalecimento de lideranças preparadas para integrar trabalho humano e sistemas inteligentes.

“Para o Brasil, o desafio não é apenas ampliar a produção, mas fazê-la de maneira mais inteligente e estratégica. A incorporação de tecnologias digitais, análise de dados e inteligência artificial já é uma realidade em muitas operações, mas o diferencial competitivo está em integrar essas ferramentas a decisões corporativas de longo prazo, capazes de antecipar riscos e sustentar ganhos de produtividade. Esse movimento exige que as empresas revisem seus portfólios e modelos operacionais para lidar com volatilidade de mercado, pressões regulatórias e mudanças geopolíticas” ressalta a porta-voz.

A relevância crescente dos minerais críticos tem ampliado o papel da mineração brasileira na agenda internacional e intensificado o potencial do Brasil para se posicionar como fornecedor estratégico em um contexto de reorganização das cadeias globais, desde que consiga combinar competitividade, sustentabilidade e inovação tecnológica. “Não se trata apenas de volume de produção, mas de como o setor se integra a políticas industriais, energéticas e de inovação. A mineração precisa ser uma plataforma de desenvolvimento e para isso precisamos descer na cadeia”, aponta Patrícia Muricy.

O relatório mostra que a gestão de dados tende a se tornar um dos principais motores de eficiência no setor com operações cada vez mais conectadas que permitam decisões em tempo real, maior previsibilidade e avanços em segurança. A inteligência artificial aparece como base da excelência operacional, ajudando empresas a enfrentar lacunas de mão de obra, fortalecer a proteção contra ameaças cibernéticas e aprimorar o desempenho das cadeias produtivas. Outro ponto é a adaptação à sustentabilidade. Eventos climáticos extremos, escassez hídrica e degradação ambiental ampliam os riscos operacionais e tornam a adaptação e a resiliência física uma prioridade estratégica.

O estudo aponta que o avanço do setor dependerá cada vez mais de ecossistemas colaborativos envolvendo empresas, fornecedores, clientes e governos para compartilhar dados, responsabilidades e soluções que garantam competitividade de longo prazo e benefícios para as comunidades. “O Brasil pode transformar a agenda sustentável em vantagem competitiva ao combinar riqueza mineral, matriz energética limpa e capacidade de inovação. A sustentabilidade, além de requisito regulatório, assume o papel de elemento central da estratégia de negócios. As empresas que conseguirem integrar desempenho ambiental, impacto social e eficiência operacional tendem a liderar essa nova fase da indústria”, conclui Muricy.

Além dessas transformações, o relatório revela que a competitividade do setor dependerá de uma revisão dos modelos operacionais, com estruturas mais ágeis, integradas e orientadas a ecossistemas. Governança, tecnologia, processos e gestão de pessoas são redesenhados para responder com maior rapidez às oscilações de mercado sem comprometer eficiência e rentabilidade. A mineração tem assumido um papel cada vez mais decisivo na articulação entre ambições nacionais e demandas de mercado. Com a demanda por minerais críticos em forte expansão, empresas do setor se tornam parceiras estratégicas de políticas públicas voltadas à segurança energética, à reindustrialização e à inovação tecnológica. Para o Brasil, essa convergência representa uma oportunidade histórica de fortalecer sua posição geoeconômica e ampliar o impacto positivo da mineração no desenvolvimento sustentável.

Leia Também

Startup MineMind capta US$ 1 milhão e projeta Série A de até US$ 20 milhões
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Startup MineMind capta US$ 1 milhão e projeta Série A de até US$ 20 milhões

Rodada pré-seed avaliou a empresa em US$ 11 milhões e trouxe como investidores ex-executivos da Seequent, da Vale e da Deswik.

26 de outubro, 2026
InterCement Brasil reaproveita 10 mil toneladas de gesso da construção civil por mês
RESÍDUOS
InterCement Brasil reaproveita 10 mil toneladas de gesso da construção civil por mês

Material de forros, moldes e drywall entra no cimento das fábricas de Apiaí (SP), Ijaci (MG), Nova Santa Rita (RS) e Candiota (RS) no lugar da gipsita.

23 de outubro, 2026
CETEM promove seminário sobre inovação
EVENTOS
CETEM promove seminário sobre inovação

Evento de 12 de novembro, no Rio de Janeiro, junta pesquisa e mercado para discutir financiamento, minerais críticos e empreendedorismo científico.

22 de outubro, 2026
A economia brasileira favorece investimentos em mineração?
INVEST MINING SUMMIT
A economia brasileira favorece investimentos em mineração?

Joaquim Levy, diretor do Banco Safra e ex-presidente do BNDES, traçou um diagnóstico sobre os desafios fiscais e monetários que condicionam o financiamento do setor mineral brasileiro e apontou a convergência de juros como a chave para destravar o potencial da mineração nacional.

20 de outubro, 2026
Brasil pode liderar cadeia de suprimentos de minerais críticos
MERCADO DE CAPITAIS
Brasil pode liderar cadeia de suprimentos de minerais críticos

Diretora da S&P Global diz, em encontro da ADIMB, que o país reúne recursos, energia renovável e experiência, mas precisa transformar jazidas em projetos antes que a janela se feche.

20 de outubro, 2026
B3 mira pequenas mineradoras e quer fechar lacuna entre geologia e capital
MERCADO DE CAPITAIS
B3 mira pequenas mineradoras e quer fechar lacuna entre geologia e capital

Em encontro promovido pela ADIMB na sede da Bolsa, diretora de Listagem e Relacionamento reconhece distância da instituição com empresas em estágio inicial e defende esforço coletivo para conectar projetos minerais ao mercado financeiro.

19 de outubro, 2026
Projeto de tungstênio no Cazaquistão pode abastecer EUA
MINERAIS CRÍTICOS
Projeto de tungstênio no Cazaquistão pode abastecer EUA

Severniy Katpar, com cerca de 1,4 milhão de toneladas de trióxido de tungstênio, é o principal ativo da Kaz Resources, que nasce da união da Cove Kaz com a Skyline Builders; agências americanas indicaram interesse em financiar até US$ 1,6 bilhão.

13 de outubro, 2026
4ª edição da Expominério está com inscrições abertas
EVENTOS
4ª edição da Expominério está com inscrições abertas

Feira será realizada de 25 a 27 de novembro, em Cuiabá, com entrada gratuita e programação técnica voltada a política mineral, ouro, rastreabilidade e investimentos; em 2025, o evento movimentou R$ 200 milhões em negócios.

13 de outubro, 2026