Os desafios para atender ao novo boom da mineração no Brasil

09/05/2026
O Seminário “Engenharia Mineral - Os desafios para atender ao novo boom da mineração” ocorreu no dia 7 de maio em Belo Horizonte, das 14h às 19h, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).
Palestra de abertura - Fotos: Leo Fontes

 

O Seminário “Engenharia Mineral - Os desafios para atender ao novo boom da mineração” ocorreu no dia 7 de maio em Belo Horizonte, das 14h às 19h, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Gustavo Lanna, presidente do Sindiextra deu as boas-vindas aos presentes no evento, realizado no Dia da Mineração. “Que tenhamos uma tarde produtiva e construtiva”. O seminário teve em sua abertura a palestra ‘Os desafios da engenharia mineral, para atender ao crescimento do setor’, com Rodrigo Vilela, CEO da Samarco. “Este ano completo dez anos de Samarco, um ano após o rompimento da barragem e falar da empresa sempre traz um impacto muito grande, mas o principal é como estamos fazendo essa construção após o acidente. A mineração deveria ter um olhar muito próprio por ser um setor que representa quase metade (47%) da balança comercial brasileira”. 

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O setor nunca foi tão questionado no Brasil, principalmente depois dos dois acidentes em Minas Gerais, e, pela primeira vez estamos ouvindo o setor sendo associado à sustentabilidade, ao desenvolvimento energético, segurança em cadeia e necessidade de transformação, para que a indústria mineral seja usada de forma competitiva. “Não podemos deixar essa oportunidade passar, especialmente nesse boom da indústria mineral. A grande discussão é debater o que a mineração fez de bem. Espero que debatamos muito de como capturar tecnologias nos nossos projetos, mesmo com uma grande quantidade de capacidade manual existente ainda. Temos uma infraestrutura muito precária ainda no setor, licenciamentos, mas como podemos gerar valor com tudo isso?” Vilela disse que a mineração tem que entregar valor que se perpetue com o tempo. Na reconstrução da Samarco, segundo ele, tem muita importância a gestão de risco no projeto para agregar valor aos empreendimentos, com robustez técnica. “Para voltar a operar os passivos ambientais, a Samarco teve que rever as barragens de rejeitos, para a retomada da empresa após o acidente de Fundão e o foco em engenharia e desenvolvimento tecnológico foi fundamental. Trabalhamos com sistemas de filtragem e com grande potencial de geração de valor. Não temos mais barragens a montante”. 

Com o apoio dos acionistas, a Samarco resolveu retomar as operações sem barragens de rejeito e que seria algo demorado para retomar a capacidade máxima em sua operação. “Mantivemos uma engenharia robusta para voltar a operar e com a gestão de risco, além de seguirmos processo de licenciamento adequado no tempo adequado e tempo para incorporar todas as tecnologias necessárias. Estamos na fase final para a retomada da operação, com a conquista das licenças e apresentando um projeto sólido de valor a longo prazo”. O processo de gestão de engenharia, geotecnia e tantos outros foram focados em cronograma, custos, segurança, mas hoje posso dizer que antigamente perdemos muito dinheiro e contratantes no passado. Atualmente, temos a oportunidade com o novo boom de minérios e o tempo necessário para gerir novos empreendimentos, com as licenças e mão-de-obra capacitada. O que a Samarco tenta entregar hoje é confiança, para poder crescer com segurança e transformar toda essa riqueza em infraestrutura, educação e em uma indústria muito mais nobre’, concluiu Vilela. 

Inovação e novas tecnologias 

Na sequência aconteceu o Painel 1 – Inovação e novas tecnologias na Engenharia Mineral, com os convidados: Letícia Loyola (Vale); Jonathan Fonseca Ramos da Silva (Ero Copper); Maria Teresa Barros (AtkinsRéalis); Daniel Ramos (Ausenco) e moderação de Cláudia Diniz (Accenture e Conselho Brasil Mineral). “Atualmente, a engenharia mineral é definida pela capacidade analítica e transformação tecnológica, para um ecossistema de gestão inteligente. Não é uma tarefa fácil, mas é inovação, com o consumo mínimo de água, sem barragens e gerir os projetos com o que o mercado exige de mais moderno”, disse Cláudia, abrindo o painel. Ela acrescentou que é preciso repensar a engenharia mineral e como transformá-la em sustentável e eficiente. “Os ecossistemas minerais inteligentes pressupõem uma integração profunda”. 

Letícia Loyola, gerente de Desenvolvimento de Projetos da Vale, disse que há diversas tecnologias presentes no mercado e há ausência de mudança operacional. Para ela, o grande desafio é como garantir que as equipes trabalhem dentro da plataforma para que haja essa transformação. “É preciso disciplina e paciência para a mudança e o bom uso da tecnologia”, afirmou. 

Daniel Ramos, diretor de Engenharia da Ausenco, comentou que a tecnologia é um meio e não o fim, “pois sempre precisaremos de pessoas para operar essa tecnologia que já avançou bastante, É preciso investir em capacitação de pessoas e precisamos estar com a cabeça aberta para atuarmos. É um trabalho a longo prazo e que falta experiência para muitos jovens que já vêm com a tecnologia no dia a dia para podermos progredir”. 

Jonathan Fonseca Ramos da Silva, gerente de Automação, Engenharia e Tecnologia Operacional da Ero Copper, disse que a tecnologia nunca foi um problema, mas a questão do redesenho cognitivo é o mais importante. “A questão do humano com a máquina, Inteligência Artificial, é uma mudança cultural em que cada equipe trabalha de forma diferente de outra. Temos que transformar a mentalidade das pessoas com essa relação da operação e tomada de decisão com o uso da engenharia e tecnologia. Imagine mudar a mentalidade das pessoas em cima do uso de uma IA e redefinir como os times vão lidar com a operação”, disse ele. 

Maria Teresa Barros, diretora de Performance de Projetos da AtkinsRéalis, abordou os obstáculos que enfrentamos com o uso da tecnologia, mas disse que a evolução tem acontecido e há um tempo de maturação. “Mas entendo que o principal desafio é a cultura, ver todos pilares essenciais para o sucesso do projeto e evitar de pensar que atuamos em silos. Nós poderemos repensar para termos sucesso na ponta do empreendimento. A sustentabilidade não é uma camada superficial dos projetos de mineração, mas devemos pensar em qual é a melhor solução aplicada para que tenhamos redução de risco, gestão de água, energia, descarbonização. A sustentabilidade não é um custo adicional”. 

Indagado por Cláudia Diniz sobre a questão da sustentabilidade dos projetos, Jonathan Fonseca da Silva disse que a questão da sustentabilidade tinha um passado perverso e foi a área que mais evoluiu com o tempo, tornando-se uma variável ambiental de como operar bem, pois ela já é uma geração de valor. “A gente decide gastar menos combustível, energia, água e menos geração de rejeitos. Temos que tratar a sustentabilidade juntamente com todo o projeto, e não de forma separada”.

Já Letícia Loyola comentou que os processos têm que ser mais eficientes, é preciso entender como vai funcionar a mina e que sustentabilidade hoje é geração de valor. 

Daniel Ramos, da Ausenco, falou que a sustentabilidade tem que ser pensada desde o início dos trabalhos para, consequentemente, garantir uma eficiência financeira. 

Sobre segurança e previsibilidade absoluta, um dos pilares da engenharia moderna, Claudia Diniz questionou como o monitoramento em tempo real pode garantir a segurança operacional. 

Maria Teresa Barros, da AtkinsRéalis, comentou que com a instrumentação atual é possível trabalhar de forma mais preditiva do que reativa e precisa ser pensada na fase inicial do projeto. “Não podemos entrar com a camadas de segurança depois que o empreendimento está em andamento. A segurança está atrelada a soluções dentro do projeto e como a planta vai entrar em construção e em operação. É necessário a mudança de cultura para a retirada dos profissionais no campo, com uma engenharia mais robusta. 

Para Daniel Ramos, da Ausenco, há a necessidade de se trabalhar numa cadeia completa e não em silo. 

Já Letícia Loyola, da Vale, disse que o novo conceito de segurança é implementado nas fases iniciais do projeto para mitigar os riscos do empreendimento. “Temos que levar conhecimento para dentro do projeto, com as tecnologias e parcerias com empresas de engenharia para garantir eficiência dos projetos”. Jonathan Fonseca Ramos da Silva, da Ero Copper, por sua vez, disse que a mineração tem que ter como meta o dano zero e reduzir o risco. “Temos que ter o controle inicial dentro da engenharia, como o plano de manutenção. Não ter o dado não é ruim, mas ter um dado falso é pior. A cibersegurança muitas vezes é abandonada dentro do projeto, mas é um ponto para o qual se precisa estar sempre atento”.  

Engenharia da construção 

O Painel 2 trouxe como tema ‘Engenharia da Construção: Inovação em materiais e técnicas de construção, sustentabilidade e eficiência energética’, com os painelistas Clélio Soares Ferreira Jr. (gerente de Planejamento Físico e Financeiro da Appian Capital Brazil – Graphcoa); Bruno Vartuli (Country Manager da Hatch Brasil); Maurício Godoy (conselheiro da MID Infraestrutura); Bruno Pelli (diretor Global de Tecnologia de Mineração da Vale) e moderação de Paulo Misk (Conselho Brasil Mineral). 

Bruno Pelli, da Vale, disse que os grandes projetos da companhia foram os resultados dos trimestres e, aliado a isso, os projetos geotécnicos e os projetos de descaracterização de barragens e de circularidade (Capanema), além de reposição de capacidade como Vargem Grande e Serra Sul. “Temos feito um trabalho de verticalização da cadeia fora do Brasil focado na descarbonização em âmbito mundial. Quando comparamos a planta de Omã, por exemplo, com projetos no Brasil, ela é bem avançada na questão de prazo. Os problemas de uma empresa nacional ou engenharia em empreendimentos no Brasil é o mesmo”, afirmou. 

Clélio Soares Ferreira Jr., da Appian, abordou projetos correntes ou para um futuro próximo, como o underground para expansão de Santa Rita, com aportes de US$ 600 milhões até 2029 e o outro, Grafite Jordânia, para produzir 53 mil toneladas de grafite e que tem como principal característica ser voltado para eficiência energética, no Vale do Jequitinhonha. “A adoção ou não de carros elétricos vai determinar o sucesso do empreendimento”, disse ele. Sobre as empresas de engenharia, ele opinou que elas precisam entender a nova mineração, com margens mais baixas, para minerais estratégicos. Ao comentar a respeito de inovação, Clélio disse que é preciso a construção de um modelo financeiro que abranja a mineração de base com a agregação de valor como produto final, com a análise de risco. 

Para Bruno Vartuli, da Hatch, a construção perdeu produtividade em 20 anos. “Quando analisamos os motivos, vemos a falta de colaboração, de capacitação e de conhecimento do mercado. A realidade geopolítica atual nos obriga a usar o conhecimento do passado para desenvolvermos os projetos futuros. “É necessário um trabalho muito forte na formação, o que tínhamos anos atrás, com iniciativa privada e serviços. Vamos ter baixa qualidade e produtividade no setor mineral”, disse. 

Por último, Maurício Godoy, da MID, disse que a China tem um sistema mais evoluído que o Brasil, onde o sistema não favorece a produtividade. “Mas temos que seguir em frente. Temos que dar acesso à tecnologia para que as empresas voltem a ter a relevância que tinham no passado”. Apesar de muitas medidas já adotadas, há o medo por parte dos trabalhadores de aderirem à tecnologia que traz benefícios, com receio de perder os empregos. Criamos um Comitê de inovação e convidamos pessoas das obras para conhecer o que a tecnologia traz em prol da mineração”, salientou.  Bruno Vartuli, da Hatch, disse que a estratégia de contração “faz você entender como os players e stakeholders vão participar do empreendimento. Estamos em um momento de oportunidades e o Brasil está tendo mais uma chance agora, por causa de todos os seus predicados”. 

Para Bruno Pelli, da Vale, “o grande desafio da mineradora é criar algo que possa ser aplicado nas operações inteligentes com frota autônoma; ter zero estéril, zero rejeito e carbono neutro e compartilhar valor com acionistas, sociedades e governos que nos apoiam, além da escassez técnica de força de trabalho para o futuro. Sem pessoas capacitadas, não há projeto que vá para frente”. 

Maurício Godoy, da MID, abordou as tecnologias utilizadas na indústria 4.0, mas pouco usadas em construção. “Usamos drones para inspeção em locais de difícil acesso, impressão 3D em metais em grandes volumes, 3D, 4D e 5D para custo, cronograma, gêmeos digitais, robôs inteligentes e monitoramento, que acompanham o cronograma da obra. Precisamos juntar todos os agentes para que consigamos sair dessa improdutividade”, salientou. Para ele, as tecnologias podem ser utilizadas para acompanhar o progresso da obra, como simulações com IA. Há muita tecnologia para esses serviços”. 

Para Clélio Soares Ferreira Jr., da Appian, a engenharia é a espinha dorsal do projeto e ela tem que ser desenvolvida desde o projeto básico até o detalhamento. “No Brasil, os projetos menores tendem a crescer e ganhar espaço em relação aos projetos robustos. Visitei a China e temos que estar preparados para entender um hiato entre os grandes projetos e os de médio porte”. Já Bruno Pelli comentou o programa de circularidade da companhia, que tem que ser visto como oportunidade para o futuro, com o reaproveitamento de estéril e rejeitos. E Bruno Vartuli, da Hatch comentou que uma empresa tem quatro fornos operando no Brasil e a forma com como. gerencia tecnologia e por não conhecer o próprio negócio e mercado, podem fazer com que a inovação tenda a fracassar. “Temos que dar esse passo, de planejamento, para implementação da inovação no projeto do cliente”, concluiu.  

Gestão de riscos e de contratos

O último painel abordou o tema ‘Gestão de riscos e gestão de contratos em projetos de mineração’ e contou com a presença de Milene Marques (gerente Jurídica e de Compliance da CMOC Brasil); Luiz Fernando Godoy (CEO na EQP Contracts Management); Ricardo Tessarollo (diretor Latam Recursos Naturais da Aon); Fernando Leyser (diretor de Engenharia da ConsAG Engenharia) e moderação de Bruno Chedid (sócio de infraestrutura do Mattos Filho). 

O moderador comentou que há uma demanda mais rápida sobre gestão de riscos e contratos em projetos de mineração e convidou primeiramente para comentar o tema Fernando Leyser, da ConsAG, que iniciou dizendo que a empresa já trabalhou com diferentes modelos contratuais e a principal diferença é aonde e com quem os diferentes riscos estão alocados. “No contrato por administração o contratante assume riscos e no EPC o contratado assume os riscos dos projetos. “Diferentes mercados têm preferências distintas e projetos de infraestrutura e mineração são preocupados com a transparência e visibilidade dos riscos”. 

Na sequência, Ricardo Tessarollo, da Aon abordou a transferência do risco para o seguro. “Essa hoje é a principal dor do ponto de vista da gestão de risco, que geralmente chega quando o empreendimento já passou por diversas fases e normalmente é péssimo quando vemos a preservação de Capex. Essa forma tardia da chamada do grupo de seguro é um dos déficits quanto aos projetos de mineração, quando o correto seria ser antes do princípio. O mundo do seguro tem uma estrutura própria”. 

O terceiro participante foi Luiz Fernando Godoy, da EQP, que falou sobre a preparação de projetos bem concebidos. “A modalidade de contratação vai depender do momento de cada empresa e sua capacidade de gestão. O importante é olhar os riscos que cada modelo traz. Os riscos suplementares, periféricos, como passivo trabalhista, tributário, ambiental, reputacional – pode custar até 40% de seu valor de mercado. É importante ter uma seguradora e um jurídico próximo da criação do escopo do projeto. Gestão de contrato nasce no nascimento do projeto”. 

Por último, Milene Marques, da CMOC Brasil, disse que a empresa tem desenvolvido um projeto, uma investigação da saúde financeira dos fornecedores que vão se aliar à companhia. “Muitas vezes, a mineradora mapeia a integridade do código de conduta e muitas empresas param nessa fase. Não há evolução pela falta de compliance, histórico de litígios, e a aderência das empresas às normas regulatórias”. Milene continuou no histórico reputacional para proteger a mineradora de litígios trabalhistas e a CMOC priorizou o desenvolvimento de cláusulas para não chegar à fase do litígio, algo que é inegociável. Não podemos perder o controle de quem vai entrando dentro da companhia”, ressaltou. 

Luiz Fernando Godoy, da EQP, falou da má concepção de um contrato e o principal é foco na energia da construção do escopo. “Normalmente, quem constrói o escopo é um especialista técnico, mas sem conhecimento sobre os problemas periféricos. A visita técnica serve para provar ou para desclassificar aqueles que não estão prontos para atender a sua demanda. O demandante olha muito o lado técnico e delega para suprimentos a escolha do fornecedor. Sempre vamos falar de qualidade de contratação. Quanto mais perguntas estiveram no escopo do contrato, menores serão as chances de litígio”. 

Para Fernando Leyser, da ConsAG, a empresa tem participado de projetos de construção e engenharia que atendem à demanda do cliente. “Acima de tudo, o envolvimento nas fases iniciais permite ver se o escopo está bem definido, delimitado. O importante é amadurecer e desenvolver juntos o projeto e antecipar os problemas para desenvolver soluções”. 

Ricardo Tessarollo, da Aon, disse que os mecanismos para formação dos contratos dependem do controle e gestão melhor de apólices. “Quando falamos de mineração, é necessário ter diversas ferramentas para lidar com a retenção da mão-de-obra local. Nos preocupamos com todas as frentes do contrato para estarmos a par e acompanhar os atores das fases críticas do projeto”. 

A Mineração do Futuro 

O seminário terminou com a Palestra “A Mineração do Futuro”, por Clarissa Martins Alves Lopes, gerente de Inovação e Transformação Digital da Deloitte, que comentou sobre as ações fundamentais para serem adotadas hoje em dia para gerar valor sustentável na mineração, como a exploração do papel estratégico dos minerais críticos nacionais, posicionamento de organizações para um crescimento sustentável, um novo propósito para o setor mineral; evolução dos modelos operacionais; próxima evolução dos recursos humanos; destravar o potencial dos recursos naturais; e aumentar a resiliência da cadeia de suprimentos. 

Para ela, três ações merecem destaque: o quanto podemos extrair do benefício de dados; uso da IA para a excelência operacional; e aplicação dos dados e da IA para viabilizar as próximas grandes descobertas minerais. “O setor mineral é um dos mais atendidos no Brasil e um dos que mais oferece soluções. Uma cadeia de suprimentos mantida pela mineração só será mantida se olharmos para o futuro e o que podemos construir para impactar o setor. Hoje em dia, a digitalização impacta em quais lugares vamos atuar no futuro, principalmente com o uso da IA e nós superestimamos isso e não pensamos em qual tipo de trabalho vamos redefinir no futuro. Podemos confiar na promessa tecnológica e quase tudo aquilo que pudermos idealizar nós poderemos fazer acontecer, em especial na mineração”

Abordando a atividade de mineração em alto-mar, ela disse que não se precisa de perfuração, já que o minério fica na superfície do fundo do mar. “São depósitos de minérios que são coletados por veículos”. 

Ela também abordou a mineração de asteroides em ambientes inóspitos em busca de minerais que estão começando a faltar na Terra. “No futuro, os dados serão os grandes ativos, colaboração estratégica, capacidade aumentada, resiliência antifragilidade, transformação da força de trabalho, investimento em tecnologia verde e a hiperconvergência tecnológica”, concluiu.

O seminário Engenharia Mineral teve patrocínio da MID, SBF Engenharia e Ero Brasil (categoria Ouro), CONSAG Engenharia e REDCO Mining Consultants (categoria Prata) e Metso, EQP- Contracts Management Consulting, AtkinsRéalis e Parex Engenharia (categoria Cobre). A realização foi da Brasil Mineral, com apoio da FIEMG e Sindiextra.

Palestra de abertura - Fotos: Leo Fontes