O potencial brasileiro na transição energética

17/06/2022
Em Toronto, a indústria se reuniu para comentar a perspectiva global para minerais de transição energética, como cobre, níquel e lítio para baterias.

A Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC) debateu nesta semana com investidores, executivos e funcionários do governo os rumos para uma mineração mais sustentável no futuro. Em Toronto, a indústria de prospecção mineral e mineração se reuniu para comentar a perspectiva global para minerais de transição energética, como cobre, níquel e lítio para baterias. “A transição não pode ser realizada sem os minerais e metais necessários para facilitar a eletrificação e construir a infraestrutura necessária para tecnologias de baixo carbono. E eles estão ligados à exploração e mineração”, disse o presidente do PDAC, Alex Christopher. Os desafios decorrentes das cadeias de suprimentos globais restritas e os impactos persistentes da COVID-19 nas operações de mineração também estarão entre os tópicos refletidos ao longo da conferência, disse Christopher.

A Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM) participa dos debates juntamente com a delegação brasileira presente na feira em busca de novos investimentos para o setor mineral do País. Segundo dados da Toronto Stock Exchange e TSX Venture Exchange existem 38 mineradoras no Brasil, com 95 propriedades listadas, sendo que essas empresas levantaram aproximadamente US$ 336 milhões em capital. “Tivemos apresentações de empresas com vários projetos avançados ou em vias de serem expandidos. Eles vão trazer milhares de empregos, pois são depósitos significativos que vão atrair atenção para o Brasil.  Nós temos, por exemplo, grandes depósitos de metais básicos, como cobre, níquel e zinco e também depósitos de ouro. Todos eles são produtos de exploração da década de 1980 e 1990, com exceção do projeto da Bemisa. O que mostra o potencial de crescimento, sem contar que esses projetos terão a capacidade de atrair empresas de serviço, treinamento e conhecimento do subsolo do país”, avalia Luís Maurício Azevedo, presidente da ABPM.

Ele coordenou painel sobre projetos de exploração mineral em estágio avançado no Brasil, durante o Brazilian Mining Day, onde investidores conheceram oportunidades de negócios, com cases de empresas brasileiras e internacionais que recentemente reportaram investimentos em projetos de exploração em diferentes províncias minerais no Brasil. Os CEOs dessas companhias comentaram sobre os planos para investimentos futuros tanto para aumentar as reservas dos projetos existentes e seu potencial para se tornarem minas operacionais no futuro próximo. Entre elas, Aura Minerals, Meridian Mining, Oz Minerals, BEMISA e Alvo Minerals.