CIMENTO

CSN investe em três novas fábricas

A CSN, que atualmente detém uma participação de 14% no mercado de cimento da região sudeste, com uma capacidade instalada de 4,7 milhões de toneladas/ano, pretende triplicar sua capacidade produtiva nos próximos anos, chegando a 13,3 milhões t. Para isto a empresa deverá implementar quatro projetos: uma fábrica na região Norte do País (no estado do Pará), com capacidade de 1,8 milhão t/ano, outra unidade produtiva no Paraná, programada para produzir 2,8 milhões t uma terceira em Sergipe, também com capacidade de 2,8 milhões t/ano e expansão da unidade de moagem em Arcos (MG), que terá sua capacidade ampliada em 1,2 milhão t. Além disso, em 2021 a empresa está investindo na implantação de uma unidade de coprocessamento para utilizar resíduos industriais como combustível nos fornos de clínquer.  

De acordo com Luiz Fernando Martinez, diretor executivo da companhia responsável pelas áreas de Siderurgia e Cimentos, a previsão é que o consumo de cimento no País, que cresceu 11% em 2020, registre um crescimento de 6,6% em 2021, mesmo com o fim do auxílio emergencial do governo (Corona Voucher), que foi um dos responsáveis por puxar um crescimento no ano passado. Nas estimativas da empresa, o consumo nacional de cimento, atualmente na faixa de 60,8 milhões t, deve evoluir para até 84 milhões t em 2025. E a CSN quer aproveitar esse crescimento para aumentar seu Market-share, já que a atividade hoje lhe proporciona uma margem Ebitda de 40%. Além do crescimento, faz parte dos planos da CSN uma possível aquisição ou fusão e também o desmembramento do negócio de cimento da holding, criando-se uma nova companhia – como aconteceu no segmento de mineração – e possível oferta pública inicial de ações.

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