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Gestão hídrica como ativo estratégico: por que as motobombas MWM estão redefinindo o bombeamento na mineração

Com motorização eletrônica exclusiva, intervalo de manutenção de até 500 horas, economia de até 20% no consumo de combustível e automação embarcada para monitoramento remoto, a linha de motobombas MWM responde a um setor que precisa equilibrar produtividade contínua, segurança operacional e compromissos ambientais cada vez mais rigorosos.

Em um setor caracterizado por operações contínuas, ambientes severos e alto consumo energético, a gestão eficiente da água deixou de ser um item secundário para se tornar uma decisão de engenharia e de negócio. Quando grandes grupos mineradores investem na modernização de seus sistemas de bombeamento, fica evidente que produtividade e segurança operacional já não podem depender apenas de soluções convencionais — e a motobomba, antes vista como periférico, ganha protagonismo no projeto operacional da mina.

As mudanças climáticas, aliadas a chuvas mais intensas e estiagens prolongadas, ampliaram os desafios hídricos da mineração brasileira. Drenagem de cavas, rebaixamento de lençol freático, transporte hidráulico de rejeitos, bombeamento de efluentes e abastecimento hídrico de plantas de beneficiamento exigem sistemas robustos, confiáveis e altamente eficientes. Nesse cenário, falhas em motobombas podem gerar consequências em cadeia: paralisações de produção, riscos à segurança das equipes e aumento direto do custo operacional.

Uma arquitetura pensada para operação contínua

Na mineração, motobombas operam tipicamente em regime 24/7. Em ciclos dessa intensidade, dois fatores definem a viabilidade econômica do equipamento: consumo de combustível e disponibilidade.

As motobombas MWM movidas a diesel utilizam motorização eletrônica desenvolvida pela própria companhia. Segundo a empresa, essa configuração proporciona economia de até 20% no consumo de combustível em relação a soluções convencionais.

 

"Em aplicações contínuas, qualquer ganho de eficiência tem um impacto enorme no custo total da operação ao longo do ano"

Fernando de Souza Pinto, gerente comercial de motobombas da MWM.

A motorização eletrônica da MWM tem raízes na família Acteon, lançada pela companhia em 2004, que introduziu no mercado brasileiro motores de quatro e seis cilindros em linha com gestão eletrônica de injeção. Essa base tecnológica, refinada ao longo de duas décadas, é o que sustenta hoje a posição da empresa no segmento de motobombas — uma motorização desenvolvida especificamente para essa aplicação, e que, segundo a MWM, não tem equivalente direto no mercado.

Para além da redução de custo direto, a maior eficiência energética se traduz em menor emissão de gases de efeito estufa por metro cúbico bombeado — um ponto cada vez mais sensível diante de licenciamentos ambientais rigorosos, metas corporativas de descarbonização e exigências de relatórios ESG por parte de investidores e auditores.

Mais horas operando, menos horas paradas

Disponibilidade é a outra metade da equação. Boa parte do mercado opera com intervalos preventivos de manutenção a cada 250 horas. As motobombas MWM trabalham com janelas de até 500 horas entre intervenções — efetivamente o dobro. Em uma operação que roda continuamente, isso significa metade das paradas programadas, menor mobilização de equipes técnicas em áreas remotas e redução do custo total de propriedade ao longo do ciclo de vida do equipamento.

A retaguarda é sustentada pela rede de pós-vendas da MWM, tradicionalmente apontada como diferencial competitivo da marca. O suporte técnico e os pontos de serviço autorizados são capacitados e treinados periodicamente pela fábrica, o que se reflete em respostas mais rápidas em campo — fator crítico quando a mina opera longe dos grandes centros urbanos.

Automação de fábrica: menos dependência de adaptações

Um dos avanços mais relevantes da linha é a possibilidade de aquisição com automação de fábrica. Em vez de depender de painéis e integrações montados por terceiros após a entrega, o cliente recebe o equipamento já com a camada de automação integrada de origem — o que reduz pontos de falha, simplifica o comissionamento e aumenta a previsibilidade.

Para Fernando de Souza Pinto, essa configuração responde a uma dor estrutural da mineração: a escassez de mão de obra técnica especializada em áreas remotas. "Com a tecnologia integrada, as motobombas podem ser monitoradas à distância, em tempo real, a partir do centro de controle da mina. Isso simplifica a operação, reduz riscos operacionais e melhora a tomada de decisão", afirma.

Na prática, a automação embarcada permite acompanhar parâmetros críticos como consumo, desempenho, alertas de falha e necessidade de manutenção preventiva. O resultado é um modelo de operação mais previsível: em vez de reagir a quebras, a equipe técnica antecipa intervenções a partir de dados — uma lógica que se conecta diretamente ao movimento mais amplo de digitalização da mineração brasileira.

Da operação ao ESG

À medida que a mineração avança em direção a operações mais digitalizadas, seguras e sustentáveis, equipamentos de bombeamento ganham peso estratégico em três frentes simultâneas: eficiência operacional (custo por hora de bombeamento), segurança ambiental (controle de efluentes e drenagem) e performance ESG (emissões de GEE, ruído, uso responsável da água). As motobombas MWM se posicionam justamente nesse cruzamento, oferecendo, segundo a companhia, alta eficiência energética combinada com menor impacto ambiental e redução de ruído em operação.

Em um setor pressionado a equilibrar produtividade, segurança e responsabilidade socioambiental, a escolha do conjunto motor-bomba deixa de ser uma decisão puramente técnica para se tornar parte da estratégia ambiental e financeira da mina.