09/05/2019
VALE

Produção de minério recua 11%

A Vale produziu 72,9 milhões de toneladas de finos de minério de ferro no 1º trimestre de 2019, respectivamente 28% e 11% a menos na comparação com o último trimestre de 2018 e os primeiros três meses do exercício passado. A queda é decorrente dos impactos da ruptura da barragem de Brumadinho e da sazonalidade climática mais forte do que o normal. Já a produção de pelotas somou 12,2 milhões de toneladas, com recuos de 23% e 5%, respectivamente, na mesma base de comparação anterior. As paradas nas usinas de pelotização, após a ruptura da barragem de Brumadinho, bem como às manutenções programadas em Tubarão e Omã, ocasionaram a redução da produção de pelotas. 
 
As vendas de finos e pelotas de minério de ferro alcançaram 67,7 milhões de toneladas, 30% inferior ao 4º trimestre de 2018 e 20% abaixo do mesmo trimestre de 2018. A redução em relação ao 4T18 foi decorrente dos seguintes efeitos: (a) sazonalidade usual (14 Mt); (b) impacto de paradas de produção após a ruptura da barragem de Brumadinho (7 Mt); (c) novos procedimentos de gerenciamento de estoque nos portos chineses, que impactaram o tempo de reconhecimento da receita de vendas (6 Mt); (d) chuvas anormais impactando os embarques do porto de Ponta da Madeira, no Sistema Norte (5 Mt); os quais foram parcialmente compensados pela utilização de estoques nos portos chineses no 1T19 (3 Mt). 
 
A participação dos produtos premium nas vendas totais foi de 81% nos três meses iniciais de 2019, mantendo-se em linha com o último trimestre do ano passado. Os prêmios de qualidade de finos de minério de ferro e pelotas alcançaram US$10,7/t no 1T19 contra US$ 11,5/t no 4T18, principalmente devido aos menores prêmios de mercado para os finos de Carajás, que foram parcialmente compensados pelo impacto positivo dos novos termos para os contratos de vendas de pelotas. A produção de níquel acabado alcançou 54.800 toneladas entre janeiro e março de 2019, queda de 14,4% em relação ao 4º trimestre de 2018 e 6,5% inferior ao mesmo trimestre de 2018. A redução deveu-se, principalmente, à menor produção de: (a) PTVI, devido à parada programada de manutenção na refinaria de Matsusaka, no Japão; (b) VNC, devido à manutenção programada na refinaria de Dalian, na China; (c) Sudbury, devido a diferenças temporais na cadeia de processamento de níquel.
 
A produção de cobre atingiu 93.800 toneladas até março, ficando 14,6% abaixo do último trimestre do ano passado e em linha com o 1º trimestre de 2018. A produção diminuiu, principalmente devido aos menores teores de alimentação e à menor produtividade da planta em várias operações. A produção de carvão totalizou 2,2 milhões de toneladas entre janeiro e março deste ano, 29% a menos que o 4º trimestre de 2018 e 9% abaixo que os três meses iniciais do último exercício, como resultado das fortes chuvas ao longo do trimestre.