13/09/2018
VALE

Caminhões autônomos na mina de Brucutu

Após seis anos de pesquisas e testes, a Vale colocou em operação sete caminhões autônomos para operar no transporte de minério de ferro da frente de lavra à usina de beneficiamento em conjunto com seis veículos operados de maneira tradicional. Quando toda frota for substituída com caminhões com a nova tecnologia, no começo de 2019, Brucutu será a primeira mina a operar de forma autônoma no Brasil.
 
O modelo autônomo ganha do convencional no que se refere à produtividade, além de aumentar a vida útil do equipamento, gerar menor desgaste de peças e redução dos custos de manutenção. A Vale espera conseguir aumento da vida útil de equipamentos da ordem de 15%. Estima-se ainda que o consumo de combustível e os custos de manutenção sejam reduzidos em 10% e que haja um aumento da velocidade média dos caminhões. Além dos pontos positivos operacionais, os veículos autônomos contribuem para uma economia de combustível nas máquinas, o que resulta em menor emissão de CO2 e particulados. "O uso deste tipo de tecnologia é crescente no mercado mundial, não só na área de mineração. A utilização de equipamentos autônomos vai trazer ganhos de produtividade e competitividade para a Vale e a indústria brasileira", afirma Lúcio Cavalli, diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos.
 
Os funcionários continuam a ter papel fundamental com os veículos autônomos, pois são os responsáveis por supervisionar todo o processo e ficam instalados confortavelmente a quilômetros das operações. A Vale comenta que os operadores de equipamentos de Brucutu foram deslocados para outras funções na própria mina ou em outras unidades da companhia na região. Parte da equipe foi aproveitada na gestão e controle dos equipamentos autônomos, após ter passado por cursos de capacitação, que podem durar até dois anos.
 
A tecnologia utilizada nos caminhões consegue identificar obstáculos e mudanças que não estavam previstas no trajeto determinado pelo centro de controle. Ao detectar riscos, os equipamentos paralisam suas operações até que o caminho volte a ser liberado. O sistema de segurança é capaz de detectar tanto objetos de maior porte como grandes rochas e outros caminhões até seres humanos que estejam nas imediações da via. De acordo com os resultados obtidos com os caminhões autônomos em Brucutu a Vale poderá adotar a tecnologia em outras operações. "Vamos avaliar com cuidado os resultados e a viabilidade para outras operações e processos, mas as perspectivas são promissoras", diz Lúcio Cavalli.
 
A Vale iniciou em 2016 a implantação de um programa de transformação digital para se adequar à Indústria 4.0. A mineradora afirma que esta integração permitirá sinergias entre as áreas de negócio pelo mundo, reduzir custos, simplificar processos, aumentar a produtividade e a eficiência operacional e alcançar os melhores índices de saúde e segurança. O de transformação digital está baseado em quatro pilares: Analytics, sistemas e cadeias integrados, robotização e equipamentos autônomos. A Vale está utilizando Internet das Coisas, Advanced Analytics, Machine Learning, Inteligência Artificial e aplicativos móveis, entre outras inovações tecnológicas.