07/03/2017
PDAC 2017

Brasil volta ao radar dos investidores internacionais

A julgar pelo interesse dos participantes do PDAC 2017 no Brazilian Mining Day, o Brasil voltou ao radar dos investidores internacionais em projetos de mineração. Cerca de 250 representantes de empresas – incluindo canadenses e brasileiros – lotaram as dependências de uma sala no North Building do Metro Toronto Convention Center, onde está sendo realizada a convenção PDAC 2017, para participar de dois painéis: o primeiro sobre os novos investimentos na indústria mineral brasileira pelo setor privado e o segundo a respeito do papel do governo na mineração brasileira.

Coordenado pelo presidente da ADIMB, Edson Ribeiro, o evento contou com apresentações do embaixador do Brasil no Canadá, Denis Fontes de Souza Pinto (que fez uma abordagem sobre as mudanças que estão ocorrendo no Brasil no campo econômico); do presidente da Anglo American no Brasil, Rubem Fernandes (que abordou o projeto Minas-Rio); de Edson Ribeiro (que apresentou o projeto S11D Eliezer Batista, substituindo seu colega Leonardo Neves, da Vale); de Rodrigo Martins, da AngloGold Ashanti (que fez uma explanação do sucesso da exploração na mina Cuiabá, no Quadrilátero Ferrífero); de Renato Costa, da CMOC International (sobre a importância do Brasil na estratégia de crescimento da empresa no Brasil); de Ken Johnson, CEO da Lípari Mineração (que falou sobre o potencial do Brasil na produção de diamantes; de Tony Polglase, da Avanco (que abordou as condições favoráveis do Brasil para investimentos, citando como exemplo os projetos de cobre de sua empresa no Pará).

Pelo lado governamental, falaram o diretor-geral do DNPM, Victor Hugo Bicca e o presidente da CPRM, Eduardo Ledsham (sobre uma nova direção para o setor mineral brasileiro), o presidente da Codemig, Marco Antonio Castello Branco (que abordou o desenvolvimento de políticas e oportunidades de negocio na área mineral em Minas Gerais), o representante da CBPM, Washington Rydz Santana (que falou sobre novas oportunidades para exploração mineral no estado da Bahia); e de Tasso Mendonça Filho, da SED/Goiás (abordando o desenvolvimento de políticas e oportunidades de negócios no estado de Goiás).

Fechando o evento, o ministro Fernando Coelho Filho disse que volta ao Brasil, depois de sua participação no PDAC 2017, “animado com o que viu e ouviu” e otimista com as demonstrações do setor. Para ele, o evento foi “um ponto de inflexão da mineração brasileira”.

Coelho Filho disse que o governo, através do MME, quer ajudar o setor privado a remunerar seu capital e que espera ter boas notícias para os representantes da mineração (referindo-se às possibilidades de mudança na política governamental para o setor) ainda ao longo do ano de 2017.

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