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Vale recebe aval para projeto de combustíveis

Vale recebe aval para projeto de combustíveis

Projeto aprovado pela DNV permite que navios mineraleiros sejam adaptados para queimar combustíveis alternativos como GNL, metanol e amônia, reduzindo emissões de carbono em até 80%.

Um projeto da Vale voltado para a incorporação de tanques multicombustíveis em navios mineraleiros recebeu o Approval in Principle (AIP) da Sociedade Classificadora DNV. A DNV aprovou a viabilidade técnica do projeto e indicou que a partir deste sistema, desenvolvido em parceria com as norueguesas Brevik Engineering AS e Passer Marine, as embarcações fretadas pela mineradora poderão ser adaptadas para, no futuro, armazenarem combustíveis alternativos como gás natural liquefeito (GNL), metanol e amônia.

A iniciativa faz parte do programa Ecoshipping, desenvolvido pela Vale para a adoção de novas tecnologias e renovação de sua frota com o objetivo de reduzir as emissões de carbono na navegação. Segundo estudo preliminar para os navios da categoria do Guaibamax, a redução de emissões pode ficar entre 40% e 80% quando movidas a metanol e amônia, ou em até 23% no caso do GNL. Atualmente, dezenas de VLOCs (Very Large Ore Carriers) de segunda geração já em operação, com 400 e 325 mil toneladas de capacidade, foram projetados para futura instalação de sistema de GNL, o que inclui um compartimento sob o convés para receber um tanque com capacidade para toda a viagem.

A partir do recebimento de AIP para o design de tanque multicombustível, um projeto piloto será desenvolvido nos próximos meses para a implementação deste sistema em um Guaibamax. “O sistema de tanque multicombustível remove algumas das principais barreiras para a adoção de combustíveis alternativos, que incluem a incerteza regulatória e de infraestrutura na definição do combustível ideal. É uma solução para o futuro, mas que também leva em conta os navios existentes, muitos deles com mais de 20 anos de vida útil pela frente. Aliado a outras tecnologias de eficiência energética em andamento na Vale, como as velas rotativas e o air lubrication, permite que tenhamos embarcações mais eficientes e com emissões de carbono baixíssimas”, explica o gerente de engenharia naval da Vale, Rodrigo Bermelho.

Além dos combustíveis alternativos, a Vale desenvolveu tecnologias inovadoras de eficiência energética, como o primeiro mineraleiro equipado com velas rotativas e o primeiro navio Guaibamax com air lubrication instalado em 2021. Desde 2020, a Vale anunciou investimentos de até US$ 6 bilhões para reduzir em 33% suas emissões de escopos 1 e 2 até 2030. A mineradora comprometeu-se também a reduzir em 15% as emissões de escopo 3 até 2035, relativas à cadeia de valor, das quais as emissões de navegação fazem parte, já que os navios não são próprios. As metas são alinhadas com a ambição do Acordo de Paris.

A Vale tem investido no estado da arte em termos de eficiência e de inovação ambiental na área de navegação. Desde 2018, a companhia opera com Valemax de segunda geração e, desde 2019, com os Guaibamax, com capacidades de 400 mil toneladas e 325 mil toneladas, respectivamente. As embarcações estão entre as mais eficientes do mundo e conseguem reduzir em até 41% as emissões de CO2 equivalente se comparadas com as de um navio capesize, de 180 mil toneladas, construído em 2011.

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