Maiores mineradoras investem em aumento de capacidade e melhoria da produtividade

Vale responde isoladamente por quase metade do valor total da produção mineral brasileira, concentrando a maior parte dos investimentos em capacidade e produtividade do setor.
Francisco Alves
As 200 Maiores Empresas de Mineração responderam por quase 92% do valor total da Produção Mineral Brasileira em 2021, ou R$ 311,8 bilhões de um total R$ 339,1 bilhões e predominam ou têm exclusividade na produção de minério de ferro, ouro, cobre, minerais de construção, bauxita (minério de alumínio), fertilizantes, carvão, rochas ornamentais, nióbio, lítio, areia quartzosa, caulim, diamante, cromita, estanho, grafite, magnesita, níquel e tântalo. Elas também são responsáveis pelos principais investimentos que estão sendo realizados na mineração brasileira, em projetos que visam a expansão e melhoria da produção.
Os segmentos de maior destaque no ranking de produtores são minério de ferro, ouro/cobre, minerais de construção, bauxita, fertilizantes, carvão e rochas ornamentais. O minério de ferro, como resultado do seu grande peso na produção mineral brasileira, é o segmento que concentra as maiores empresas que atuam no setor de mineração no País. No universo das 200 Maiores, classificadas pelo valor de sua produção em 2021, um total de 45 companhias atuam na produção de minério de ferro, respondendo por 74,7% do valor total da PMB no ano. Só a gigante Vale, isoladamente, participa com 48,4% do valor total. Somando-se suas controladas, esse percentual sobe para cerca de 55,0%.
As produtoras de ouro e cobre, por sua vez, em um total de 25 empresas, foram responsáveis por uma produção de pouco mais de R$ 32,0 bilhões, ou cerca de 11,2% da PMB de 2021.
O segmento de minerais para construção, principalmente o calcário (incluindo o que é utilizado como corretivo de solo), tem o maior número de empresas (um total de 68) e responde pelo terceiro maior valor da produção entre As Maiores, com R$ 6,36 bilhões, ou 1,87%.
A bauxita, embora conte com apenas cinco produtores, ocupa a quarta colocação, com um valor de R$ 5,15 bilhões, ou 1,52% da PMB.
Os fertilizantes, também com um pequeno número de produtores, ocupam a quinta colocação no ranking, com um valor de R$ 3,12 bilhões, o que dá menos de 1% (0,92%, para ser mais preciso). Porém, é importante esclarecer que estão incluídos apenas os produtores de fosfato e potássio.
O carvão, que tem sete empresas no ranking, registrou uma produção de R$ 1,08 bilhão, ou 0,31% do total.
Por fim, as rochas ornamentais, segmento que tem crescido bastante nos últimos anos, sobretudo devido ao incremento das exportações, têm no ranking 10 produtores, que registraram uma produção de R$ 737,9 milhões, equivalentes a 0,22% da PMB.
Leia a matéria completa na edição 422 de Brasil Mineral
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