06/12/2018
VALE

Investimentos em minério de ferro e cobre

Com o objetivo de ampliar a sua oferta de minério de ferro de alta qualidade para o mercado e aumentar sua competitividade junto à indústria siderúrgica, a Vale deverá investir, no Brasil, cerca de US$ 1,860 bilhão, ao longo dos próximos cinco anos, em projetos que visam expandir a produção de pellet feed. 
 
Segundo Peter Poppinga, diretor-executivo de Ferrosos e Carvão da empresa, no Vale Day Nova York, realizado no dia 4 de dezembro, os projetos a serem implantados envolvem a ampliação da capacidade de produção do S11D para 100 milhões de toneladas, instalação do projeto Gelado e aumento da produção de pellet feed no Sistema Sudeste. 
 
A ampliação da capacidade de produção do projeto S11D, que elevará a capacidade produtiva do Sistema Norte para 240 milhões de toneladas, demandará investimentos de US$ 770 milhões e está prevista para operar a partir de 2022. 
 
O projeto de aumento da capacidade de pellet feed no Sistema Sudeste, para o qual estão previstos investimentos de US$ 820 milhões, a serem desembolsados até 2023, prevê a otimização de processos de concentração, para melhorar a recuperação de ferro, redução do teor de ferro nos rejeitos e recuperação e reprocessamento dos rejeitos que atualmente estão depositados nas barragens e que ainda possuem um bom teor de ferro. A expectativa da Vale é que este projeto possibilite uma produção adicional de 20 milhões de toneladas em longo prazo. 
 
O projeto Gelado, em Carajás, tem previstos investimentos de US$ 270 milhões e poderá gerar uma produção adicional de 10 milhões t minério de alta qualidade. 
 
No segmento de metais básicos, a Vale também pretende aumentar a sua capacidade de produção de cobre, metal no qual está apostando fortemente, juntamente com o níquel. As previsões indicam que a produção de cobre poderá chegar a um nível de 500 mil toneladas/ano em 2023, sendo que já para 2019 o nível de produção está estimado em 417 mil toneladas. Segundo Eduardo Bartolomeo, diretor executivo de Metais Básicos da Vale, esse aumento de produção será possibilitado principalmente pela implantação de três novos projetos: Salobo III, Cristalino e Alemão. Salobo III, que deverá adicionar à capacidade atual entre 30 e 40 mil toneladas de cobre contido em concentrado, deve iniciar produção em 2022 e para o mesmo está previsto um capex líquido, a ser desembolsado pela Vale, entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões. No total, o projeto custará US$ 1,1 bilhão. É que a Vale receberá da Wheaton Precious Metals, com quem tem contrato de venda antecipada de ouro, um bônus variável entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões depois que atingir determinadas metas de produção. 
 
Já o projeto Cristalino, com capacidade de 80 mil toneladas/ano, está previsto para entrar em operação a partir de 2023 e, segundo a Vale, vai permitir manter a usina de Sossego operando a plena capacidade. 
 
O projeto Alemão, por sua vez, deve ter uma capacidade entre 60 mil e 70 mil toneladas/ano de concentrado de cobre com alto teor de ouro. O start up está previsto para 2024 e a Vale ainda não informa o valor dos investimentos para estes dois empreendimentos.

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