01/09/2020
FAUNA

Vinte anos de parceria ArcelorMittal-Projeto Tamar

A ArcelorMittal Tubarão e o Projeto Tamar comemoram em agosto 20 anos de parceria, período no qual 4.940 tartarugas-verdes - Chelonia mydas, espécie em extinção protegida pelo Projeto - foram capturadas, marcadas e devolvidas ao mar. Localizada em Serra (ES), a ArcelorMittal mantém um ponto de captura e estudo da espécie. 

A base de trabalhos do Projeto está instalada na área do efluente final da empresa, onde há grande aglomeração de tartarugas. Os animais são atraídos, principalmente, pela água calma e morna que favorece a formação de um refúgio seguro e farto de alimentação. "Temos certeza de que a parceria vem dando frutos não só pelo fato de as tartarugas estarem confortáveis no ambiente, pois sempre estão retornando, mas também pelo seu desenvolvimento", comenta o gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da ArcelorMittal Tubarão, Bernardo Enne Correa da Silva. 

É estimado que a cada mil tartarugas marinhas apenas uma chegue à fase adulta – vivem em torno de 30 anos. A sobrevivência da espécie depende, assim, da sua capacidade de conseguir gerar um alto número de novas crias todos os anos. Nestes 20 anos de parceria, um dos pontos principais foi a instalação, em 2012, do Projeto Tamar Vitória, na Enseada do Suá, na capital capixaba. A ArcelorMittal Tubarão ajudou a construir um grande tanque de observação da tartaruga-verde, aberto para o público. "O Centro de Visitantes representa um apoio fantástico. O tanque, que é o maior com visores do Espírito Santo, permite uma aproximação das pessoas, uma maior sensibilização na questão da educação ambiental. Ele permite que as crianças interajam. Tornou-se um atrativo de interação com as tartarugas", comentou Denise de Borba Rieth, bióloga gestora do Centro de Visitantes do Projeto Tamar. 

Mais que trabalhar a educação ambiental, o Projeto tem contribuído para disseminar informações e entregar ao público uma experiência diferenciada. "Quando a gente fala de preservação de espécie, estamos falando também da pesquisa que está sendo desenvolvida através do Tamar, gerando conhecimento. Um conhecimento que vai se difundir e atingir públicos diversos", finalizou Rafael Kuster Gonçalves, oceanógrafo e pesquisador do Projeto Tamar. Todas as tartarugas capturadas e marcadas passam por estudos de biometria, crescimento, padrões migratórios, perfil hematológico e condição de saúde, e apresentaram bom estado de saúde e nutrição, atestando a qualidade do efluente industrial da empresa.