14/05/2020
CIMENTO

Vendas caem 6,9% em abril

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), as vendas de cimento por dia útil somaram 185,5 mil toneladas em abril, um crescimento de 9,8% na comparação com março e um recuo de 2,5% quando comparado com abril de 2019. Já o volume de vendas de cimento somou 4,1 milhões de toneladas em abril, 6,9% a menos que no mesmo mês do último ano e 1% superior em relação às vendas de março de 2020. 

Dentro do cenário de pandemia, a indústria investiu pesadamente na segurança sanitária das fábricas, implantando medidas rígidas de assepsia, distanciamento e de escalonamento de equipes, visando à preservação da saúde de toda a força de trabalho da cadeia produtiva do cimento, a manutenção de empregos e o funcionamento das fábricas. Além disso, aproveitou o período para antecipar manutenções programadas, entre outras ações de mitigação. "No primeiro quadrimestre já observamos uma queda significativa nas vendas e que pode se acentuar em maio e junho, sob o risco de prejudicar todo o ano. Isso seria uma interrupção na retomada do crescimento, verificado em 2019, o primeiro positivo depois quatro sucessivos anos de queda. A indústria do cimento continua empenhada em proteger as vidas dos seus trabalhadores, mas acredita que a construção civil, alavanca de crescimento da economia e da geração de empregos, precisa continuar sendo pilar de sustentação do desenvolvimento do País e, por isso, ser amplamente apoiada pelos governos federal e estaduais", disse Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.

O setor esperava crescer mais de 3% em 2020, o que seria o segundo ano positivo, após quatro períodos de recessão. Apesar de abril apresentar um pequeno crescimento, em comparação a março, o volume acumulado já aponta para baixo e pode ser difícil de ser revertido no restante do ano, a exemplo do impacto da greve dos caminhoneiros em 2018, que tirou 900 mil toneladas de circulação em apenas 10 dias de paralisação. "O cenário imposto pela pandemia de COVID-19 é quase indecifrável neste momento e nos exige, diariamente, rever nossas projeções. O que temos hoje é uma fotografia e não um filme que poderia nos indicar com maior acuidade os cenários que teremos à frente", completa Paulo Camillo.

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