26/02/2020
TIMBOPEBA

Vale aguarda autorização para operar

A Vale aguarda receber as autorizações necessárias para retomar ainda no 1º trimestre de 2020 as operações na unidade de Timbopeba (MG), usando processamento a seco. A paralisação de unidades da Vale em Minas Gerais aconteceu após revisão de processos de segurança que se seguiu ao desastre de Brumadinho, em janeiro do ano passado, que matou mais de 250 pessoas.

A mineradora afirmou que o processamento a úmido em Timbopeba só deve ser retomado no último trimestre deste ano, após a conclusão da instalação de um duto para disposição de rejeitos em cava. A Vale disse, contudo, que "alternativas estão em avaliação para antecipar o uso de processamento a úmido" em Timbopeba.

A unidade de Timbopeba está dentro do plano da Vale de retomar a produção anual de cerca de 40 milhões de toneladas, o que inclui outras unidades. A meta é retomar uma produção adicional de 15 milhões de toneladas/ano em 2020 e 25 milhões de toneladas/ano em 2021, "uma vez que a Vale já alcançou diversos marcos e que o trabalho para os demais está em andamento, enquanto conversas com a ANM (Agência Nacional de Mineração), o MPMG (Ministério Público-MG) e as empresas de auditoria externa estão progredindo".

Já a retomada da operação de Fábrica é esperada para o 2º trimestre deste ano. "Primeiramente, é necessário executar testes de vibração para certificar a ausência de impacto nas estruturas do site, cuja realização depende da aprovação da ANM e de auditoria externa do MPMG". 

A Vale espera utilizar o método de processamento a úmido no local, com a disposição de rejeitos na barragem de Forquilha V, a partir do 3º trimestre.Já a retomada da planta de pelotização de Vargem Grande é esperada para o mesmo trimestre. "O pellet feed para produção de pelotas será provido pela planta de beneficiamento do site, o que exigirá a disposição de rejeitos na barragem de Maravilhas I e na pilha de estéril Cianita até o start-up da barragem de Maravilhas III, previsto para o quarto trimestre”. 

A Vale opera sua maior mina no estado, a de Brucutu, ainda com capacidade inferior à total, após suspensão temporária em dezembro de 2019 do descarte de rejeitos na barragem de Laranjeiras. A Vale disse que até pelo menos o final de março de 2020 a planta de Brucutu operará com cerca de 40% de sua capacidade. O impacto da suspensão temporária foi estimado em 1,5 milhão de toneladas por mês, aproximadamente.

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