11/08/2020
GARIMPO ILEGAL

Suspensão de operação no Pará

O Ministério da Defesa suspendeu, dia 6 de agosto, uma operação de combate a garimpos ilegais na terra indígena Munduruku, no Pará. O anúncio ocorreu após encontro do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, com garimpeiros e indígenas favoráveis ao garimpo, que pediram que a operação fosse suspensa.

Fiscais do Ibama gravaram a operação que mostra a devastação provocada pela atividade ilegal e que avança por uma grande área, deixando para trás piscinas de água barrenta contaminada. Os fiscais atearam fogo a equipamentos como pás-carregadeiras, chamadas de PC pelos garimpeiros, que chegam a custar R$ 500 mil cada. 

O ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, conversou com o grupo que pediu que a operação fosse interrompida e defendeu uma negociação com eles. “O Brasil vive esse dilema, de reconhecer, afinal de contas, depois de tanto tempo, que os indígenas têm o direito de escolher como querem viver. Têm o direito de escolher que atividade econômica querem fazer. Pare de fazer de conta que essa história de que os indígenas não querem garimpar ou não querem produzir lavoura ou não querem, em certos casos, ter atividades ligadas ao setor madeireiro florestal, como se isso fosse uma verdade absoluta”, afirmou Salles. 

Em nota, o Ministério da Defesa disse que “reitera que a Operação Verde Brasil 2, de combate a delitos ambientais na Amazônia Legal, continua em andamento. Contudo, as ações na terra indígena Munduruku foram interrompidas para reavaliação”. Mas não deu mais detalhes do motivo que levou à suspensão da fiscalização contra o garimpo. Já o MMA comentou que não houve reunião com garimpeiros, mas protesto dos indígenas inconformados com a fiscalização sobre o garimpo que eles mesmos realizam”. Veja o vídeo.